sábado, outubro 28, 2006
quarta-feira, outubro 25, 2006
Era uma vez um blog
Era uma vez um blog de alguém a quem, certo dia, outro alguém pediu que se descamuflasse.
Era uma vez um blog de alguém que o estranhou, se nunca havia estado tão exposta!
Era uma vez um blog de alguém que só já tarde perceberia o que se camuflara.
Era uma vez um blog de alguém que por isso se camuflou... Neste blog que então criou.
Era uma vez um blog de alguém que o estranhou, se nunca havia estado tão exposta!
Era uma vez um blog de alguém que só já tarde perceberia o que se camuflara.
Era uma vez um blog de alguém que por isso se camuflou... Neste blog que então criou.
Foi há seis meses*!
Obrigada a todos quantos foram entrevendo através das camuflagens (inicialmente mais soturnas e silenciosas), desvendando-lhes sentidos.
* E há 120 posts.
(Foto: Sintra, 6 Out. 2006, 09:30)
(Foto: Sintra, 6 Out. 2006, 09:30)
sexta-feira, outubro 20, 2006
DDT - Debriefing & Defusing Thursdays
Olha, olha, querem lá ver!?...
Então não é que me levaram o doutor?... Aquele charme de anti-herói meio marado, bastante ousado e, no fundo, inadaptado (para além de handicapado).
Aquela alminha de inabalável, incontornável e intolerável irreverência, impertinência e intransigência que nos desarmava, perturbava e deliciava...!
[E o que eu precisava de tratar esta minha doença rara... Aumentar a imunidade...!].
Em troca, deixam-me um jovem puro, génio brutal da matemática, com ar de cachorrinho perdido, a cuja mente brilhante os Fed's devem o sucesso das investigações criminais mais arrojadas.
Varia, necessariamente, a essência dos instintos em acção, mas - nada está perdido! - mantêm-se a instabilidade, a imprevisibilidade e a excentricidade da personagem.
Ok... Aceito experimentar a mudança. Quem sabe eu consiga sobreviver sem aquele desprezo, aquela deselegância, aquelas defesas?...
;-)
Nota: House x Numbers
Etiquetas: Diários de Quinta
domingo, outubro 15, 2006
Obrigada
Porque são os afectos raros que enchem de cor os nossos dias...
Obrigada por teres resistido, do meu lado, àquele que foi o ano mais estranho da minha vida.
Por me teres contigo nos sítios mais bonitos, nos momentos mais sensíveis.
Por me teres ensinado tanta coisa, sem disso te dares conta.
Obrigada por teres resistido, do meu lado, àquele que foi o ano mais estranho da minha vida.
Por me teres contigo nos sítios mais bonitos, nos momentos mais sensíveis.
Por me teres ensinado tanta coisa, sem disso te dares conta.
Belos são os renasceres!...
terça-feira, outubro 10, 2006
O Rochedo
Eu bem sinto como batem
Tuas ondas em segredo
Mas faço de mim um rochedo
Para que elas me não matem
Se agridem, deixá-lo ser...
Progridem na zanga irada
Sentidos que queres esconder
Na luta que quero travada
Rochedo sou, que me não partes
Não quebras tão depressa quem te aguarda
Não páras quem na espera não te apressa
Nem guardas tanta fúria para nada
E eu não morro por sofrer, apenas cresço
E se me pões no céu, de novo desço
(profana sou, se em ti só me reconheço)
Bem mereço essa tua zanga irada
Que queres, se sou rochedo
E as tuas tempestades não me metem medo?!…
E se a ti atemorizam
A cada vez que te açoitam
E sonhos loucos se afoitam,
Escuta as sereias que avisam:
Se acontecer que naufragues,
Quem te irá a recolher?
... Fúria de medo!...
Que na firmeza do rochedo permaneça uma mulher!
Tuas ondas em segredo
Mas faço de mim um rochedo
Para que elas me não matem
Se agridem, deixá-lo ser...
Progridem na zanga irada
Sentidos que queres esconder
Na luta que quero travada
Rochedo sou, que me não partes
Não quebras tão depressa quem te aguarda
Não páras quem na espera não te apressa
Nem guardas tanta fúria para nada
E eu não morro por sofrer, apenas cresço
E se me pões no céu, de novo desço
(profana sou, se em ti só me reconheço)
Bem mereço essa tua zanga irada
Que queres, se sou rochedo
E as tuas tempestades não me metem medo?!…
E se a ti atemorizam
A cada vez que te açoitam
E sonhos loucos se afoitam,
Escuta as sereias que avisam:
Se acontecer que naufragues,
Quem te irá a recolher?
... Fúria de medo!...
Que na firmeza do rochedo permaneça uma mulher!
Pormenor de "Naufrágio", de Simões de Almeida (1844-1926), Jardim das Caldas da Raínha, 09/10/2009.
sexta-feira, outubro 06, 2006
É num Porto...
R. de Santa Catarina: 1) Cores do Porto (27/09, 14:58), 2) Capela das Almas (27/09, 14:52), 3) Praxe aos caloiros (28/09, 17:38), 4) Esplanada do Majestic (28/09, 17:33); Praça da Batalha: 5) O Velho e o Pombo (28/09, 17:02), 6) Pombos e mais pombos (29/09, 13:06); 7) Igreja de Santo Ildefonso (28/09, 17:04).
Quem sou agora, não sei
No que te dou eu me ignoro
Apenas espero
- eu sempre esperei -
E "nisto" que camuflei
Sorrio para ti
Por dentro imploro
No que te dou eu me ignoro
Apenas espero
- eu sempre esperei -
E "nisto" que camuflei
Sorrio para ti
Por dentro imploro
quinta-feira, outubro 05, 2006
Isso não se faz!
Foto gentilmente emprestada pelo S., do Fotoescrita!
Quem ainda não conhece este blog, não sabe o que perde, com S. a partilhar magníficas fotos provindas do seu irresistível Diafragma e M. (também ela exímia captadora de imagens e promotora do Palavra Puxa Palavra) a comentá-las com a sua sensibilidade... Muito rico!
domingo, outubro 01, 2006
Temporal
O tempo - esse, o do calendário - é um intrujão. Vale o da alma, que é o nosso!
Podem passar-se anos, sem se passar nenhum, entre o momento que foi e aquele em que o lembramos.
Porque não houve corte; a linha continua, sem início ou fim; feita de um sentimento, um só punhado de momentos, um só tempo...
É o tempo do amor; porque o amor não tem um tempo. Por isso temos todos tempo de amar.
A questão nunca há-de ser temporal. A questão são os temporais!
Podem passar-se anos, sem se passar nenhum, entre o momento que foi e aquele em que o lembramos.
Porque não houve corte; a linha continua, sem início ou fim; feita de um sentimento, um só punhado de momentos, um só tempo...
É o tempo do amor; porque o amor não tem um tempo. Por isso temos todos tempo de amar.
A questão nunca há-de ser temporal. A questão são os temporais!
"Os grandes navegadores devem a sua reputação aos temporais e tempestades"
(Epicuro)
Nota: este texto, primeiramente um comentário meu, teve honras de ter sido publicado pela Menina Marota em Cartas de Marinhar, gesto que lhe agradeço uma vez mais.
(Foto de RP, 16 Ago, trabalhada por APC)












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