terça-feira, agosto 08, 2006

8 - Último momento

- "Porque sim, porque tinha de ser!"
- Porque não, porque não pôde sê-lo!

Esta(*) fecha-se por dentro. Por fora não tem trinco ou fechadura.
Mas tem frinchas, e a sua cor alegre não disfarça a erosão sofrida.
Não se sabe se está trancada, se volta a abrir. Eu não quero saber.

(4 Agosto, 16:37)
(*) Vide post "Closed", 28 de Julho (ao CS, pelo seu comentário).

16 Comments:

Blogger Sofia Freitas said...

É verdade, a cor alegre não disfarça a erosão sofrida. Mas já pensaste que apesar de toda a erosão sofrida a cor continua alegre?!
A erosão jamais poderia ser apagada. Ela não tem que ser má. Simplesmente acontece. Há que saber viver com ela e conseguir vestir na pele uma cor tão alegre como esta porta.

Quanto à fechadura ela deve existr. Apenas está num sítio em que só quem realmente conhece a porta sabe que a fechadura existe.

As frinchas, essas deixam perceber, num ou outro momento, aquilo que se passa dentro...

Quem diria que estamos simplesmente a falar de uma porta? Ainda me chamam de louca. Mas que (im)porta?

Beijinho,

sofi

agosto 08, 2006 9:54 p.m.  
Blogger APC said...

Se pouco houver mais intrincado que uma porta amarela...
Se tudo for tão simples quanto ela...

LOL ;-)))

agosto 09, 2006 5:22 a.m.  
Blogger António said...

Querida APC!
Cá estou eu!
De facto, há aqui um enorme hiato (de Abril a Agosto) e, tanto quanto percebi, a sua causa foi a monografia de licenciatura.
Depois há umas férias não propriamente planeadas...eh eh.
Espero que tudo tenha corrido bem.
Atrevo-me a dizer que não tenho dúvidas que tudo correu bem!

Escreveste quasi uma tese ao comentar o meu artigozinho sobre o Guerra no Médio Oriente.
Obviamente que tudo ficou por dizer.
Tudo menos o essencial: a minha posição quanto ao assunto e a respectiva justificação, ainda que minimalista.
Mas se pequenos e simples textos não são muitas vezes entendidos, que se poderia dizer de outros mais longos e complexos.
Nem eu os saberia escrever, não tanto por me faltar o engenho e a arte mas sobretudo por não ser conhecedor profundo dos assuntos.
Mas sei o suficiente para ter uma opinião. E que me orgulho de ser a minha opinião.

Beijinhos

agosto 09, 2006 11:17 p.m.  
Blogger APC said...

Hiato? Como assim? Pois se eu criei o blog em Abril e não parei de escrever até hoje...!...
O que tá o menino António a dizer, que eu já não entendo é nadica? Temos que tirar isso a limpo, meu jovem!
E - ena! - lá veio sua excelência ao meu blogas; mais très bien!!! (ainda que quasi por uma orelha, eheheh:-)
Já do teu blog me recusarei a falar neste meu aprendiz de'... Não aguentaria tamanha concorrência, e prontosssss!
Mas, meu querido António, como não passar por lá, a partir do momento em que me anuncias um post polémico? Poder-lhe-ia eu resistir?
Abracinhooooo :-)

agosto 09, 2006 11:56 p.m.  
Blogger Unknown said...

Que bom abrir o meu blog e ler o teu comentário, adorei, e se por um bocadinho fui tua presença nas férias que bem que me sinto, obrigada. Em relação ao cãozinho, provávelmente bem melhor deixá-lo no Parque, tem liberdade, tem comida (acredito que sim), e quem sabe alguém que o possa recolher irá aparecer e lhe dará um lar digno, a doença é tratável, tudo é tratado, até mesmo esse abandono, fico triste quando isso acontece, abandonar, e também tantas vezes fui abandonada, mas como ser racional sobrevivi, e eles não o conseguem... Em relação ao mail vou tratar dele amanhã, prometo, e férias em Setembro, só tive uns dias poucos, em Setembro vou de malas e bagagens até ao Douro, e quando vier postarei algumas fotos como tu tão bem fizeste. Beijos

agosto 10, 2006 12:04 a.m.  
Blogger APC said...

Apaixonante Douro!...
Guardo sagradas recordações de um cruzeiro perfeito numa época feliz! :-)))
Sê feliz também!!!

agosto 10, 2006 12:43 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Espreitaste pelas frinchas? Hum? Hum? Era a primeira coisa que eu fazia...
(Não me orgulho... Ahahahahahahah)
:-*

agosto 10, 2006 4:18 p.m.  
Blogger lobices said...

...obrigado pela visita, pelas palavras e pelo texto do Romualdo sobre a sua Rosa (do qual gostei)
...a minha rosa é rosa mas não de nome; amar a minha rosa não é dificil nem dói excepto nos hiatos dos tempos que nos separam
...beijinho

agosto 10, 2006 8:33 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Bonita porta.
Bonita mensagem.
Bonita traquilidade.
Bonito post.

* - Comentário menos bonito, mas é o que se arranja!

Besos e mais besos

agosto 10, 2006 10:05 p.m.  
Blogger APC said...

A tranquilidade do lado de cá da porta ;-)

Sejas bem regressada, miúda!:-)))
]X[

agosto 10, 2006 11:16 p.m.  
Blogger Carlos Sampaio said...

Essa porta, assim descrita, parece bastante assimétrica.
Julgo, no entanto, ser uma característica tipicamente feminina conviver mal com portas simétricas, não será?

agosto 11, 2006 12:01 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Com que então uma maldadezinha no meu post, andaste a espreitar por entre as fresta da porta amarela?
Abraço

agosto 11, 2006 9:25 p.m.  
Blogger Unknown said...

Tens um desafio no meu cantinho. Beijos e boa semana

agosto 14, 2006 9:26 p.m.  
Blogger Unknown said...

Fikei feliz pelo cãozinho, ainda bem k existem pessoas com bom coração. E k bom de regresso ao nosso convivio, embora seja mau porque terminam mais uns dias de férias. Espero pela resposta ao desafio

agosto 16, 2006 11:56 p.m.  
Blogger APC said...

Carlinhos, felizmente conversámos sobre isso, ou ter-te-ia missentendido:-)
Entendes por assimétrica qualquer decisão tomada por um, que envolva dois. Pois sim, mas não é esse o preço por cada um de dois ser, em última instância, e apesar de tudo, um?
Quando algo em ti grita ou se cala, se dá ou nega, nasce ou perece, és tu - que és teu inteiro antes de mais - que o sentes, sem concílios, compromissos, negociações.
Assim como ninguém pede licença para se apaixonar, também não carece de autorização para assumir seja o que for que sinta. Se assim não fosse, nem o pouco de liberdade que te apraz ter terias.
No final das contas, a vontade de viver a intimidade a dois é, primeiramente, individual, ou não seria tão genuína, tão visceral, por vezes tão dolorosa.
E, apesar de tudo, há sempre algo de um lado e do outro de uma porta: duas realidades, vários movimentos em potência... Longe de ser assim tão unilateral, entre o que se quer fechado ou não tanto.
Eu desta, nem sei do trinco...
Um grande abraço.

agosto 17, 2006 8:28 p.m.  
Blogger Fernando Pinto said...

Realmente possui uma plasticidade que me atrai.

Gostei muito!

Quero ver mais destas, pode ser?

Abraço,
FM

junho 08, 2007 1:51 p.m.  

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