Coisas boas a dois
No seu blog “Um Lugar de Silêncio", o meu amigo Rui lançou, a 26 de Janeiro, um desafio interactivo interessante: digam-me coisas simples e boas de se fazer a dois!
Dos muitos e pertinentes contributos, alguns mereceram-me um particular sorriso: deitar no chão a ver a lua, contando segredos; partilhar o último cigarro; dançar abraçado, de costas, com a mão dele na barriga…
Dos muitos e pertinentes contributos, alguns mereceram-me um particular sorriso: deitar no chão a ver a lua, contando segredos; partilhar o último cigarro; dançar abraçado, de costas, com a mão dele na barriga…
Todavia, no fim de tudo, agora penso: haverá melhor do que partilhar um sonho em forma de convite? Ou aceitar um convite em forma de sonho?...
Facto é que achei a ideia tão simpática, que não resisto a plagiar-lhe o repto. E começo por copiar aquele que foi o meu comentário ao seu post:
Falta o raio da luz de repente, e lá se vão horas de empenho em frente ao PC… E o trabalho era “para ontem”! Haverá pior, naquele momento???... E eis que ele nos surpreende, com uma vela a iluminar-lhe o rosto, e nos diz: “Amo-te”.
Ah, sim… A vida tem coisas boas a dois!...
- Trocar, com prazer, o jantar queimado por biscoitos com champanhe;
- Curtir a gripe (e o recobro!) debaixo dos lençóis, experimentando todo o tipo de chá, com mel e aguardente, ou nada disso;
- Afugentar-lhe os fantasmas em noite de bruxas;
- Provar o salgado das suas lágrimas;
- Desenhar um segredo no seu peito;
- Assistir ao nascer do dia, de mão dada e em silêncio, do alto da Serra da Arrábida;
- Pescar o mesmo peixe, cantar a mesma canção, dormir o mesmo sono;
- Usar a sua camisa e emprestar-lhe o creme de rosto;
- Cozer-lhe o botão daquela camisa que ele vai ter que vestir nesse dia importante, com o prazer de um gesto cúmplice, e sem qualquer pudor pós-moderno;
- Fazer-lhe uma maldade e fugir…;
- Jogar um xadrez sem regras… E sem fim.
E, claro (!)… Um banho em chá de tília, com cascas de laranja, pau de canela e uma flor de baunilha, tomado às escuras, em noite de trovoada, ao som da poderosa melodia de Wagner ou de Strauss…
Facto é que achei a ideia tão simpática, que não resisto a plagiar-lhe o repto. E começo por copiar aquele que foi o meu comentário ao seu post:
Falta o raio da luz de repente, e lá se vão horas de empenho em frente ao PC… E o trabalho era “para ontem”! Haverá pior, naquele momento???... E eis que ele nos surpreende, com uma vela a iluminar-lhe o rosto, e nos diz: “Amo-te”.
Ah, sim… A vida tem coisas boas a dois!...
- Trocar, com prazer, o jantar queimado por biscoitos com champanhe;
- Curtir a gripe (e o recobro!) debaixo dos lençóis, experimentando todo o tipo de chá, com mel e aguardente, ou nada disso;
- Afugentar-lhe os fantasmas em noite de bruxas;
- Provar o salgado das suas lágrimas;
- Desenhar um segredo no seu peito;
- Assistir ao nascer do dia, de mão dada e em silêncio, do alto da Serra da Arrábida;
- Pescar o mesmo peixe, cantar a mesma canção, dormir o mesmo sono;
- Usar a sua camisa e emprestar-lhe o creme de rosto;
- Cozer-lhe o botão daquela camisa que ele vai ter que vestir nesse dia importante, com o prazer de um gesto cúmplice, e sem qualquer pudor pós-moderno;
- Fazer-lhe uma maldade e fugir…;
- Jogar um xadrez sem regras… E sem fim.
E, claro (!)… Um banho em chá de tília, com cascas de laranja, pau de canela e uma flor de baunilha, tomado às escuras, em noite de trovoada, ao som da poderosa melodia de Wagner ou de Strauss…
"Also Sprach Zarathustra", Richard Strauss
Fazer-lhe um espectáculo ousado, sobre o capot do jipe, debaixo de chuva intensa...
Nota: No século 19, o compositor, poeta e dramaturgo Richard Wagner inventou um novo estilo de ópera. Ao lado do húngaro Franz Liszt, promoveu a chamada "música do futuro", que influenciou músicos de outras gerações, como Richard Strauss, maior nome da música alemã no início do século 20. Strauss compôs a obra "Also Sprach Zarathustra", baseada na obra homônima do filósofo Nietzsche. Na década de 1960, os acordes dessa composição ficaram populares por se tratarem do tema de abertura do filme "2001: Uma Odisseia no Espaço", do cineasta inglês Stanley Kubrick.


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