Irra!
“Recordo-me bem de que foram poucos os que, nessa ocasião, falaram sobre o assunto” – são palavras de Marques Mendes, na pág. 2 do Correio da manhã de hoje.
Ele pode recordar algo; ele pode recordar- se de algo; e também pode recordar-se que algo lhe aconteceu. "De que", é que não pode, por muito boa memória que tenha.
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“As chamas eram enormes e tivémos algum medo, relatou Joaquim Sá Silva, cujo neto deu o alerta para as autoridades”, - lê-se na pág. 11 do mesmo jornal.
Pode dar-se o alerta para algo, mas alerta-se alguém e dá-se o alerta a alguém: no caso, às autoridades.
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“Durante muitos anos acreditou-se que os flamingos eram cor-de-rosa por causa de ingerirem muito camarão” – aparece na pág. 11 da revista Domingo do CM.
É por causa de algo (substantivo, e não verbo); i.e., por causa da ingestão ou devido à ingestão. A alternativa seria "por ingerirem muito camarão". Todavia, a causa até parece nem ser essa, afinal...
Aproveito para fazer um alerta para os jornalistas do Correio da Manhã, recordando de que há jornais que irritam os leitores por causa de darem tantos erros!
Etiquetas: Ando assim, contestatária...
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3 Comments:
Se pensarem bem, pode ser que estejam de Acordo que lhes faz (mais) falta uma Gramática...
abraço
Temos a purista da língua portuguesa de volta. Bem precisados estávamos. Espero não ter dado aqui nenhum erro.
Não diria que é purismo seguir as regras de uma língua. Senão será purismo dizer façamos, digamos e ponhamos ao invés de fáçamos, dígamos e pônhamos; pu-lo ao invés de púzi-o; hás-de em vez de há-des; quaisquer em vez de qualqueres, enfim. E prontus!
:-) Demorei alguns meses a vir aqui e responder (outros valores mais altos se levantaram) mas vim. E abraço-te.
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