Once upon a time at Christmas
Passeavam no parque. Estava frio.
Estava frio e passeavam no parque.
Estava frio e não estava frio. Passeavam no parque, mas não estavam lá… Não apenas lá.
Se lhe tivessem dito, uns tempos antes, que havia de passear-se naquele parque, com aquele frio, ele rir-se-ia. E se imaginasse que ali estaria, caminhando lado a lado com ela, tão juntos e aconchegados que o frio não era frio, e o parque não era o parque, decerto que poria aquele seu ar sério e incorruptível, a fazer de conta que isso seria tão impossível quanto a razão disso o tentara convencer.
De resto, só nos filmes existem tolos que se passeiam num parque da cidade por entre a bruma gelada do Inverno. E apenas nesses, duas pessoas se querem ao ponto de estarem seja onde for sem sentirem frio algum.
Porém, ao contrário de outras vezes (tantas!...), ele não tinha ido tomar o mais que costumeiro café apressado sem nada para dizer, na sua presença ausente, apenas como forma de deixar passar o tempo ao lado das coisas sérias, suas, essenciais, esgotando-o num vazio viciante já sem início ou fim.
Ele estava ali… Com ela!
Passeavam no parque. Uniam certezas, igualavam sonhos, firmavam votos.
Estava frio e passeavam no parque.
Estava frio e não estava frio. Passeavam no parque, mas não estavam lá… Não apenas lá.
Se lhe tivessem dito, uns tempos antes, que havia de passear-se naquele parque, com aquele frio, ele rir-se-ia. E se imaginasse que ali estaria, caminhando lado a lado com ela, tão juntos e aconchegados que o frio não era frio, e o parque não era o parque, decerto que poria aquele seu ar sério e incorruptível, a fazer de conta que isso seria tão impossível quanto a razão disso o tentara convencer.
De resto, só nos filmes existem tolos que se passeiam num parque da cidade por entre a bruma gelada do Inverno. E apenas nesses, duas pessoas se querem ao ponto de estarem seja onde for sem sentirem frio algum.
Porém, ao contrário de outras vezes (tantas!...), ele não tinha ido tomar o mais que costumeiro café apressado sem nada para dizer, na sua presença ausente, apenas como forma de deixar passar o tempo ao lado das coisas sérias, suas, essenciais, esgotando-o num vazio viciante já sem início ou fim.
Ele estava ali… Com ela!
Passeavam no parque. Uniam certezas, igualavam sonhos, firmavam votos.
... ... ...
Assim havia sido ontem, mesmo no meio da confusão das compras de Natal, que tinham que ser feitas porque as vidas o requeriam... No meio de tantos outros, porém fora do mundo deles, ambos com um sorriso imune a tudo o resto, atravessando a multidão sem dar por ela, sem ver ninguém.
De vez em quando havia quem os observasse. Porque dava gosto vê-los. Eram bonitos. Eram diferentes. Diferentemente bonitos. Mas eles não viam quem os via, e parecia que seguiam um caminho novo, secreto, por entre uma miríade de trilhos alheios repassados.
À saída, deu-se pela falta do cartão do parque de estacionamento. Haviam-no perdido, e que maçada isso poderia ser, tendo em conta que era já a segunda vez que tal lhe acontecia, o que daria direito a uma multa elevada.
Por breves segundos, invadiu-lhe a memória o episódio anterior - passado num outro tempo, numa outra existência, e como um outro alguém vociferara amargamente: - “Era só o que me faltava agora, para piorar as coisas!”.
Francamente, não se conseguia lembrar o que de grave ocorrera então, que justificasse esse tal “piorar” que mencionara. Se calhar nem havia um motivo em concreto, apenas que a sua vida corria mal já antes disso, e até antes e antes e…
Mas lembrava-se dos esgares amuados, da troca de culpas e dos silêncios castigadores. Ah, sim!, disso lembrava-se bem, de habituais que se haviam tornado, já quase não ferindo.
Tudo isso era agora o seu passado. Um passado longo, contudo menor.
De vez em quando havia quem os observasse. Porque dava gosto vê-los. Eram bonitos. Eram diferentes. Diferentemente bonitos. Mas eles não viam quem os via, e parecia que seguiam um caminho novo, secreto, por entre uma miríade de trilhos alheios repassados.
À saída, deu-se pela falta do cartão do parque de estacionamento. Haviam-no perdido, e que maçada isso poderia ser, tendo em conta que era já a segunda vez que tal lhe acontecia, o que daria direito a uma multa elevada.
Por breves segundos, invadiu-lhe a memória o episódio anterior - passado num outro tempo, numa outra existência, e como um outro alguém vociferara amargamente: - “Era só o que me faltava agora, para piorar as coisas!”.
Francamente, não se conseguia lembrar o que de grave ocorrera então, que justificasse esse tal “piorar” que mencionara. Se calhar nem havia um motivo em concreto, apenas que a sua vida corria mal já antes disso, e até antes e antes e…
Mas lembrava-se dos esgares amuados, da troca de culpas e dos silêncios castigadores. Ah, sim!, disso lembrava-se bem, de habituais que se haviam tornado, já quase não ferindo.
Tudo isso era agora o seu passado. Um passado longo, contudo menor.
Desta vez, porém, foi tudo tão diferente!... Ela sorriu-lhe e disse-lhe, convicta e feliz: - “Isso não tem importância nenhuma”.
E não tinha. A multa seria partilhada, como tudo. E, como tudo também, seria um preço extremamente baixo para o que lhes havia sido permitido ganhar na lotaria da vida.
Toda essa certeza vinda dela o invadiu e, bem para lá da simplicidade do facto, sentiu, de uma forma muito forte, profunda e absoluta, algo que nunca antes sentira: que, acontecesse o que acontecesse, ela não o deixaria só.
E porque pensava nisso agora? Porque a sua memória continuava a trabalhar na lembrança daquele remoto dia (daquela remota vida) em que o cartão se perdera pela primeira vez: chegados a casa, haviam dado pela falta de um dos sacos algures, e ele voltara a sair, dessa vez sozinho, com a responsabilidade de o encontrar. Horas depois regressava... Sem saco, sem esperança e sem calor à chegada. Ainda os esgares amuados, a mesma troca de culpas, os silêncios castigadores…
Durante quanto tempo pode alguém sobreviver sem um abraço à sua espera, um afago e um sorriso, um tanto no olhar, um alguém inteiro que o aguarda, o deseja, o envolve?...
E não tinha. A multa seria partilhada, como tudo. E, como tudo também, seria um preço extremamente baixo para o que lhes havia sido permitido ganhar na lotaria da vida.
Toda essa certeza vinda dela o invadiu e, bem para lá da simplicidade do facto, sentiu, de uma forma muito forte, profunda e absoluta, algo que nunca antes sentira: que, acontecesse o que acontecesse, ela não o deixaria só.
E porque pensava nisso agora? Porque a sua memória continuava a trabalhar na lembrança daquele remoto dia (daquela remota vida) em que o cartão se perdera pela primeira vez: chegados a casa, haviam dado pela falta de um dos sacos algures, e ele voltara a sair, dessa vez sozinho, com a responsabilidade de o encontrar. Horas depois regressava... Sem saco, sem esperança e sem calor à chegada. Ainda os esgares amuados, a mesma troca de culpas, os silêncios castigadores…
Durante quanto tempo pode alguém sobreviver sem um abraço à sua espera, um afago e um sorriso, um tanto no olhar, um alguém inteiro que o aguarda, o deseja, o envolve?...
Lembrava-se disso, e ao mesmo tempo sentia-se mal por não conseguir parar de se lembrar disso, quando foi acordado pela voz dela dizendo suavemente o seu nome.
O seu nome!... Um dia notara que deixara de gostar de o ouvir. Tinha sido gasto. Há muito que era usado para pedidos e exigências, críticas e queixumes, ou gritado para o chamar para a mesa. Nunca para procurar o homem por detrás do nome. E assim se esvaziara o nome. E o homem.
Porém, quando o ouviu pela primeira vez da boca dela, fora como se lhe resgatasse a vida, ganhando finalmente sentido e de novo se tornando seu.
Ela não o chamava de longe. Ia sempre ao seu encontro. E por isso, de cada vez que a ouvia proferi-lo, ao olhá-la percebia ainda o brilho do olhar que o chamava.
Saíram do carro e dirigiram-se ao guiché de atendimento. Adiantando-se-lhe, ela explicou o sucedido à funcionária, que imediatamente lhe esticou um cartão, dizendo: - “Tiveram sorte… O cliente que foi pagar logo a seguir aos senhores, viu-o na máquina e veio aqui entregá-lo. Disse que isso já se tinha passado consigo, e que gostaria que tivessem feito o mesmo por ele”.
Ela sorriu-lhe. E nesse momento percebeu que ele a olhava já, sorrindo-lhe também, como que à espera que os sorrisos se encontrassem.
O seu nome!... Um dia notara que deixara de gostar de o ouvir. Tinha sido gasto. Há muito que era usado para pedidos e exigências, críticas e queixumes, ou gritado para o chamar para a mesa. Nunca para procurar o homem por detrás do nome. E assim se esvaziara o nome. E o homem.
Porém, quando o ouviu pela primeira vez da boca dela, fora como se lhe resgatasse a vida, ganhando finalmente sentido e de novo se tornando seu.
Ela não o chamava de longe. Ia sempre ao seu encontro. E por isso, de cada vez que a ouvia proferi-lo, ao olhá-la percebia ainda o brilho do olhar que o chamava.
Saíram do carro e dirigiram-se ao guiché de atendimento. Adiantando-se-lhe, ela explicou o sucedido à funcionária, que imediatamente lhe esticou um cartão, dizendo: - “Tiveram sorte… O cliente que foi pagar logo a seguir aos senhores, viu-o na máquina e veio aqui entregá-lo. Disse que isso já se tinha passado consigo, e que gostaria que tivessem feito o mesmo por ele”.
Ela sorriu-lhe. E nesse momento percebeu que ele a olhava já, sorrindo-lhe também, como que à espera que os sorrisos se encontrassem.
... ... ...
Sorria assim quando, tarde na noite, o despertou um pensamento que lhe advinha do sonho e lhe dizia que amanhã acordariam com o tempo... E com tempo. Com a infinitude espelhada nos rostos que tanto diziam do que queriam, do que davam, do que recebiam, e do quanto isso era pleno e justo… Revalidando, a cada dia, a certeza de que a felicidade está na descoberta da vida, na coragem de mudar, de reiniciar…
E amanhã seria um novo dia. Mais um dia inteirinho para viver!
E todos os dias eram novos desde há pouco tempo, depois de tanto tempo de dias velhos.
Subitamente, apercebeu-se de que ela não estava ali ao seu lado. Ainda pouco habituado a crer naquilo em que sempre descrera, sentiu um aperto no peito, como que um receio de que tudo fosse apenas sonhado, como sempre fora, e que nada nunca tivesse acontecido (pois, afinal – tantas vezes o dissera – “era impossível!”).
Mas os seus olhos negros logo a encontraram, junto à janela entreaberta, reflectindo a lua na sua nudez. Aproximou-se no silêncio, enlaçou-a uma outra primeira vez, e tomando em suas mãos todas as luas do seu corpo, trouxe-a de volta, para partilhar mais algumas das suas certezas.
E amanhã seria um novo dia. Mais um dia inteirinho para viver!
E todos os dias eram novos desde há pouco tempo, depois de tanto tempo de dias velhos.
Subitamente, apercebeu-se de que ela não estava ali ao seu lado. Ainda pouco habituado a crer naquilo em que sempre descrera, sentiu um aperto no peito, como que um receio de que tudo fosse apenas sonhado, como sempre fora, e que nada nunca tivesse acontecido (pois, afinal – tantas vezes o dissera – “era impossível!”).
Mas os seus olhos negros logo a encontraram, junto à janela entreaberta, reflectindo a lua na sua nudez. Aproximou-se no silêncio, enlaçou-a uma outra primeira vez, e tomando em suas mãos todas as luas do seu corpo, trouxe-a de volta, para partilhar mais algumas das suas certezas.
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43 Comments:
És uma contadora de histórias nata.
Quando se ama verdadeiramente, não há frio, chuva, sol, vento ou tempetades que nos faça recuar ou bater o queixo de frio!!!
Assim é o verdadeiro amor :-)
... e hoje fui o primeiro a chegar. Quero uma medalha!!!
Ai! Que as tuas histórias se confundem com os meus sentires....
no meio da confusão das compras de Natal, que tinham que ser feitas porque as vidas o requeriam... - como é verdade, no meu caso, só porque tem de ser.
Nunca para procurar o homem por detrás do nome. E assim se esvaziara o nome. E o homem. - gostei tanto...
Para glosar o Sérgio Godinho poderia comentar «A vida é feita de pequenos nadas!...»
Não é sempre assim.
Sabemos que podem pesar, que podem merecer um excessivo empolamento, dilacerar-nos até, mas de um instante para o outro, transfigurarem-se e perderem a importância, deixarem de nos causticar, de tornar o nosso quotidiano num inferno...Revertendo toda a esperança, alegria, sentido da vida.
Neste casal, ela tolerante e paciente, tenta mostrar que o azedume eos demónios antigos dele, não podendo ser esquecidos, podem ser relegados para que a nova relação que ensaiam esteja livre de ressentimentos e não se converta num convívio reclacitrante. Esforça-se por isso, apesar de não parecer muito determinada. Ele, por estar fortemente ligado a um passado que o atormenta, não aproveita a oportunidade de construir a relação em moldes diferentes, mais gratificanetes para ambos.
É do exterior que surge a mágica solução para um problemazinho que ameaçava tornar-se um adamastor -- isso mesmo, com letra pequena!
Bela estória.
Gostei muito.
Bjs.
FELIZ NATAL!
Pois eu... escolho: "(...) enlaçou-a uma outra primeira vez, e tomando em suas mãos todas as luas do seu corpo (...)".
Bem, não vou escrever mais nada para não estragar a magia do momento!
Beijinho, Lu
verdadeiramente um conto de renascimento, de crença na vida... acendendo em nós um doce questionamento: por que não?... por que permanecer sem a possibilidade de sentir alegria ao ouvir o próprio nome?
um beijo carinhoso. tudo de bom, amiga.
Reencontro com certeza dum par que não tinha a certeza do que esta a acontecer. Fico-me pelo passeio encantado pelo parque...
É bom passear no parque com esse calor durante esse frio! (O tempo dirá quem ganha!)
Os sorrisos que subsistem às pequenas contrariedades... são dos que eu gosto de ver! E um abraço é o calor que se deseja... em qualquer época!
É óptimo ter Tempo para ter tempo para nos darmos... sem tempo!
Obrigado por este lindo postal de Natal!
Isto sim... isto é Natal!
Vou tentar outra vez entrar nesse teu parque coberto de neve caída na noite que ameaça não acabar.
Combatendo o azul do céu, como se todo ele fosse meu, escondendo-o na passagem que precisava para, com ela, abrir a porta que me permita libertar os raios de Sol que incidem aí à frente dos olhos que se adivinham por detrás das mãos que fingem cobri-los
Excelente a forma como descreves o retorno. Fazes-me quase sentir inveja "dele".
Beijo
Fantástico!
Adorava partilhar uma multa assim!
Beijoca Miga:)
"...Durante quanto tempo pode alguém sobreviver sem um abraço à sua espera, um afago e um sorriso, um espaço, um olhar, um silêncio, um alguém inteiro que o aguarda, o deseja, o envolve?..."
... faço essa pergunta a mim mesma, todos os dias...
Extraordinário texto! Adorei ler-te!
Um abraço carinhoso e que tenhas um Feliz Natal, com mil sorrisos e felicidades.
Bj ;)
Quero deixar-te uma festinha no rosto. Pela história doce-amarga que nos contas com tanto domínio da escrita. Pelo que sabes dos meandros da vida e do amor. Por andares por aqui connosco.
... Eu gosto que me diga o meu nome (apesar de não gostar do meu nome) porque raramente mo diz... (truques!) :)
Texto 5 estrelas.
Subiu os degraus dois a dois. Estavam cobertos de folhas castanhas: secas de vida, húmidas do orvalho da madrugada.
Do ipod chegaram-lhe os primeiros acordes de It's a Long Way to The Top e não resistiu a um sorriso. Nunca tinha ligado à versão original*, mas aquela que agora ouvia, tão diferente, tão... sentida, tinha tudo a ver consigo.
O nevoeiro começava a deixar perceber o cenário que tão bem conhecia: as árvores, os arbustos, a pista de terra batida por onde corria.
Uma dúvida entreteve-a durante os exercícios de aquecimento: seria a versão original da música menos sentida que esta que agora ouvia?
Achou que não, que era ela que sentia mais esta. Seria isso, com certeza.
Alongamentos, flexões e uma massagem às coxas. O bafo quente que, ao sair-lhe da boca, se tornava névoa, indicou-lhe que estava pronta. Inspirou o mais fundo que conseguiu e deu início à corrida.
It's a long way to the top if you wanna rock 'n' roll...
Por entre o nevoeiro - cerrado em algumas zonas do percurso - pensava agora se seria capaz de correr de olhos fechados. Afinal, conhecia perfeitamente aquele caminho, cada curva, cada lomba, cada buraco. Mas, conhecendo-se tão bem a si própria, não deveria saber bem o que queria da sua vida, o que fazer a seguir? Não era a mesma coisa? Então porquê tantas dúvidas, tantas incertezas?
E se corresse de costas, seria capaz? Por certo, veria a sua vida acenar-lhe adeus.
Well it's a long way
It's a long way, you should've told me
It's a long way, such a long way...
Silêncio.
Ainda estou a reflectir...
"Durante quanto tempo pode alguém sobreviver sem um abraço à sua espera, um afago e um sorriso, um espaço, um olhar, um silêncio, um alguém inteiro que o aguarda, o deseja, o envolve?..."
Não sei.
Talvez uma vida em troca de um pedaço de verdade.
Beso
Querida amiga!
Uma história de Natal.
De um Natal frio, que poderia não ser frio nem Natal.
Uma história de reencontro que poderia ser de desencontro e de encontro.
Uma história superiormente contada e magnificamente escrita.
Parabéns!
(e obrigado pelos comentários ao meu velho presépio...chiu)
Beijinhos
Olhares, felicidade,outras vidas, outras situações, outras pessoas e a vida pode ser muito mais agradável, que bela história, como me senti bem ao ler te, e ao voltar a reler melhor ainda melhor me senti. Tu sabes fazer sentir bem, parabéns por ti, beijos
Já foi tudo dito...
Sei lá... olha o que te posso dizer é que já há muito tempo que não lia algo que me fizesse sentir assim.
Assim como?
Deves ter muito com isso ehhehe
Cusca!
:P
Algures num post qualquer, escrevi "pela primeira vez, outra vez" - é que só assim poderá haver uma segunda oportunidade para nós mesmos, para o que sentimos; a "segunda oportunidade" ser sentida como se fora a primeira.
Reciclagens é que não, que uma relação quando acaba, acaba mesmo, já que sempre que se pretende "ressuscitar" algo que já morreu, com a dor acumulada, com os fantasmas acumulados e com o "aparecimento" apenas das más recordações, é sempre a descer! (funciona tipo pudim instantâneo - é só juntar mágoa)
Minha querida amiga, não é só nos filmes que existem tolos que passeiam na bruma gelada dos parques, no Inverno. Estás na presença de um desses tolos, que garanto que só está ligado ao cinema pelas duas ou três sessões de cinema que vê nas salas e nos mais de 20 filmes que vê por semana. Não sou um tolo do cinema, mas sou um maluquinho os filmes. E para além disso nasci e moro em Sintra, onde não falta, parques parques, como sabes, onde existem brumas e onde o frio é constante. Para além disso tudo o conto é excelente. Estou de acordo com o Francis, és uma notável contadora de histórias. Para quando o livro? Ou já há e eu não sei? Agora a propósito de cinema, reformolei alguns blogs, e vou contar a minha história cinematógráfica no Animatógrafo. É que o Pinóchio é o Gui, ou Ti Guilherme, como preferires. Um abraço forte e um santo Natal.
Adorei esta história APC!
Como me encantei com esta história que recebi como um presente de Natal
FELIZ NATAL!
Beijos
Boas Festas, Santo Natal e Próspero Ano Novo, são os meus sinceros votos.
Como lês bem a alma dos homens!
Dir-se-ia que há em ti um Pai (Natal) bem escondido!
Só tu me fazes ler um texto deste tamaaaaaaaaaaaaaaanho... mastingando palavra a palavra1
Só porque escreves muito bem!
Adourei(-te)!
(Não é gralha nem erro ortográfico...)
Abraço.
Vim para me "perder" nas tuas palavras, que adoro...
Saio maravilhada, mais uma vez e deixo um grande abraço de desejo que tenhas um Feliz Natal.
Li devagar, ao ritmo de um suspeito e viciado tempo e, no fim, lembrei-me de ter lido, um dia: 'O tempo tudo o consume e apenas o Amor o aproveita'.
Votos de Natal com Paz
Ò rapariga, deixas-me sem palavras. Habituas-me mal e qualquer dia quando esgotares a adjectivação, quero ver como é que descalças a bota :-)
Obrigado por tudo. Desejo-te um Feliz Natal para ti e para os teus e toda a felicidade deste e doutros mundos.
Obrigado e desta vez levas mesmo um beijo.
Chuuuac!!! :-)
Que contadora...
Lindo querida.
beijos
;)
Amigapoema,
Por favor, me internem num local de repouso ou outros afins. Ando sem conseguir me concentrar pra ler qualquer texto que tenha mais de dez linhas. Será isto um vírus antiliterário? Será uma alergia? Já nem sei o que pensar!
Só te peço que vá ao Som&Tom pra receber o teu presente de Natal, em forma de violões.
Ainda me curo desse mal que me aflige.
Grande beijo.
Vim aqui apenas(?!) para te desejar as "boas festas" da praxe (porque estou "de férias" do virtual... ) mas não deixei de ler este texto-conto-era-uma-vez-no-parque-com-sabor-a-filme.
És uma realizadora nata. E permite que te diga (que te escreva): cartão por cartão,sorrisos por se encontrarem por sorrisos que se confundem este teu conto bem poderia dar a mão à minha "história de natal" e irem pelo parque fora -sem receio do frio que se faz sentir, ao encontro da felicidade. Que ela poderá não existir, mas que se deva procurar, ah! isso deve-se...
um abraço amigo, festas felizes e um óptimo ano novo!
Feliz Natal APC!
Que o verdadeiro espírito de Natal, nesta época de partilha de coisas boas, prevaleça com infatigável desejo na nossa amizade e, num golpe de gesto redondo repleto de magia, deixo-te um cabaz de aromas, esperança, felicidade e um voto para que sempre o amor te inunde com a sua companhia.
Boas Festas!
PiresF
Obrigada pela visita e pelas belas palavras deixadas. Vou ter pena quando o teu blog acabar. Habituamo-nos a certas pessoas e custa-nos vê-las desaparecer. É como a Morte!
Mas quem sabe se, afinal, te encontrarei na montra de qualquer livraria...
Ora cá está um post comprido e cumprido...
natal... frio... lareira... dois...
amor... e o que é o amor? ... que aquece..., acredito que sim, sei que o Borba e a lenha aquece... o amor também... desde que bem escrito... yayaya
ainda não tive tempo de rectificar o slogan do meu blog... espero que em 2008 o faça...
yayayaya
besos navideños, em português: kisses
Venho deixar o desejo que o Natal deste ano seja, o mais possível, o reflexo dos valores do Presépio de há dois mil anos. João Lopes
Gostei de lêr e isso merece que dize ficar os desejos de um Feliz Natal sem camuflagens algumas.
ola apc.
troca de culpas, silencios castigadores - dizes tu
que o tempo traz e nao leva deixando feridas abertas - digo eu
dias novos em vez de dias velhos - dizes tu
uma imagem bonita. um retornos ao principio mas agora mais sapiente - digo eu.
minha apc, feliz natal para ti.
beijinhos da leonoreta
Votos de um feliz Natal.
Feliz Natal minha querida.
Beso
Prendaaaaaa!!!!!!
Perdem-se tempos em coisas de nada.
perdem-se tudos em coisas de nada.
perdemos-nos nos nadas.
e esquecemos que os sorrisos nos são siameses e não os damos...por causa dos nadas.
perdemos uma vida, muitas vezes, nas contrariedades dos nadas.
Um sorriso, um abraço, um carinho faz tanta falta... e não custa a dar nem a receber...
( quando o meu pai faleceu eu tinha 26 anos. só nessa altura me dei conta que tinha sido o meu único problema na minha parca vida. o tempo que andei a perder em coisas menores... ).
Confesso que me faz falta vir ao teu cantinho de palavras :-)
Desejo-te tudo de bom... aliás, de BOM!!!
E deixo-te no sapatinho um sorriso, um abraço e um carinho.
Bom Natal!
Beijinhos
Venho deixar os mais sinceros votos de um Santo e mágico Natal, recheado de presentes de esperança, saúde e paz.
Beijinhos natalícios. ***
"...Durante quanto tempo pode alguém sobreviver sem um abraço à sua espera, um afago e um sorriso, um espaço, um olhar, um silêncio, um alguém inteiro que o aguarda, o deseja, o envolve?..."
Quem fizer esta pergunta já tem um problema: A solidão é o seu mundo. A solidão dos sentimentos. A pior solidão.
Parabéns para quem consegue traduzir em palavras o mundo das emoções.
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