quinta-feira, novembro 22, 2007

- Não tenho nada *

Há já muito que anda por aí o desafio: abrir o livro que temos em mãos, ou que mais perto de nós se encontra, na página 161, e transcrever a 5ª frase completa. Vim agora da Casa de Maio, e apeteceu-me prolongar a corrente. Não vou enunciar eleitos, mas fico curiosa para ver o resultado de quem aceite brincar! :-)

* "Não Entres Tão Depressa Nessa Noite Escura", António Lobo Antunes, 2000, p.161

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Com as aves aprende-se a morrer.
Também o frio de Janeiro
enredado nos ramos não ensina outra coisa
(...)

(Encontro no Inverno com António Lobo Antunes, Eugénio de Andrade,
In "Não Entres Tão Depressa Nessa Noite Escura").

domingo, novembro 11, 2007

(...)

Talvez nada.
Ou só um olhar
Que na tarde fechada
é ave.

Mas não pode voar.


(Rumor, Eugénio de Andrade.
In «Os Amantes sem Dinheiro», 1950)


Um dia, quem sabe, és tu
A ver que a vida não basta
Se não rompermos o peito



quinta-feira, novembro 01, 2007

«Sim, às vezes o pensamento mais louco, aparentemente mais impossível, enraíza-se tão fortemente no nosso espírito, que acabamos por acreditar que é realizável... Mais ainda: se essa ideia está ligada a um desejo violento, apaixonado, acolhemo-la finalmente como algo de fatal, de necessário, de predestinado, como algo que não pode deixar de acontecer! Talvez haja nisto qualquer coisa mais: uma combinação de pressentimentos, um esforço extraordinário da vontade, uma auto-intoxicação pela imaginação, ou qualquer coisa ainda...»
(Dostoiévski, O Jogador, XIV)
Desde Fevereiro de 2007