Anima Pluviae
Ia forte a tempestade, quando saí de casa. Poucos metros percorrera ainda, quando reparei numa senhora em caminhada oblíqua, desviada pela intensidade do vento, em busca de uma parede que lhe permitisse reequilibrar-se. Ainda assim, a cada passo, o vendaval parecia mais severo.
No cais da estação de embarque, uma paisagem desoladora: tudo em redor era dilúvio, restando apenas uma nesguinha onde permanecer a coberto da queda de água directa, porém indefesa à morrinha com que as fortes rajadas de vento nos açoitavam a cara, traiçoeiras.
A viagem foi toda ela feita ao som das impiedosas chicotadas de uma chuva pesada sobre o metal da carruagem, gerando, no seu interior, um silêncio reverencial .
Chegada à estação de destino, percebo que a intempérie se adensara. Através do amplo vidro panorâmico que a percorria, nada mais observava senão, a cinza, os grossos traços da chuvarda, derrarrumados pelos ventos ciclónicos veramente ameaçadores e esbatidos por uma espécie de fumo criado pelo atrito das águas embatendo contra o chão. E um outro cinzento, mais escuro - meras manchas em excitado corrupio -, que eram pessoas fugidias, em busca desesperada por resguardo. Tudo isso acompanhado por um ruído infernal, que abafava passos e emudecia vozes, tornando a atmosfera um tanto lúgubre.
Não tive hipótese: adiantada que ainda estava, optei por aguardar, aproveitando para descontrair um pouco e saborear alguma leitura. Sentei-me na esplanada interna, num lugar perfeitamente estratégico, de onde me era possível ver o relógio afixado na parede e apreciar, da gigantesca janela, os avanços ou recuos do magnífico temporal. Optimista que sou quanto a coisas mundanas, cuidei que não tardaria muito para que abrandasse significativamente.
Ainda bem não eram cinco da tarde. Por entre o burburinho, consegui ouvir o altifalante anunciar: - "Atenção senhores passageiros: vai dar entrada, na linha nº 4, o comboio com destino a tal sítio. Efectua paragem nas estações de tal, tal e Tal"!
... Parava Lá!!! Sorri-me. Pedi um café, acendi um cigarro e iniciei a leitura de um livro que a minha amiga de infância há dias me emprestara.
É possível que no meu património genético exista o gene da espera, herdado das avós das avós das minhas avós, séculos a fio repletos de gerações de mulheres que viveram toda a sua vida à espera dos homens, desde a reconquista de Portugal, escondidas nas pequenas aldeias do norte sob a protecção do condado. (…) Penélope, a sábia e sensata mulher de Ulisses, que esperou vinte anos pelo marido, sem permitir que nenhum outro homem se casasse com ela e usurpasse o trono de Ítaca, (...) nunca cedeu ao medo, nunca deixou de acreditar que um dia Ulisses voltaria.
Como é incompleta a Odisseia! A história devia ter contado os milhares de trabalhos de Penélope a tentar defender a sua casa e o seu coração, e não os doze trabalhos de Ulisses. De que valem Cíclopes aterradores, ilhas encantadas, cercos de guerras que duram dez anos e sereias hipnóticas e malvadas que fazem naufragar navios, comparados com a luta pela sobrevivência de um amor incerto e sem garantias durante mais de vinte anos, num tempo em que a ausência não tinha outra resposta que não o silêncio e o desconhecimento? Penélope era forte. Não desistiu de esperar, mesmo sem telefones, e-mails ou mensagens escritas.
No cais da estação de embarque, uma paisagem desoladora: tudo em redor era dilúvio, restando apenas uma nesguinha onde permanecer a coberto da queda de água directa, porém indefesa à morrinha com que as fortes rajadas de vento nos açoitavam a cara, traiçoeiras.
A viagem foi toda ela feita ao som das impiedosas chicotadas de uma chuva pesada sobre o metal da carruagem, gerando, no seu interior, um silêncio reverencial .
Chegada à estação de destino, percebo que a intempérie se adensara. Através do amplo vidro panorâmico que a percorria, nada mais observava senão, a cinza, os grossos traços da chuvarda, derrarrumados pelos ventos ciclónicos veramente ameaçadores e esbatidos por uma espécie de fumo criado pelo atrito das águas embatendo contra o chão. E um outro cinzento, mais escuro - meras manchas em excitado corrupio -, que eram pessoas fugidias, em busca desesperada por resguardo. Tudo isso acompanhado por um ruído infernal, que abafava passos e emudecia vozes, tornando a atmosfera um tanto lúgubre.
Não tive hipótese: adiantada que ainda estava, optei por aguardar, aproveitando para descontrair um pouco e saborear alguma leitura. Sentei-me na esplanada interna, num lugar perfeitamente estratégico, de onde me era possível ver o relógio afixado na parede e apreciar, da gigantesca janela, os avanços ou recuos do magnífico temporal. Optimista que sou quanto a coisas mundanas, cuidei que não tardaria muito para que abrandasse significativamente.
Ainda bem não eram cinco da tarde. Por entre o burburinho, consegui ouvir o altifalante anunciar: - "Atenção senhores passageiros: vai dar entrada, na linha nº 4, o comboio com destino a tal sítio. Efectua paragem nas estações de tal, tal e Tal"!
... Parava Lá!!! Sorri-me. Pedi um café, acendi um cigarro e iniciei a leitura de um livro que a minha amiga de infância há dias me emprestara.
É possível que no meu património genético exista o gene da espera, herdado das avós das avós das minhas avós, séculos a fio repletos de gerações de mulheres que viveram toda a sua vida à espera dos homens, desde a reconquista de Portugal, escondidas nas pequenas aldeias do norte sob a protecção do condado. (…) Penélope, a sábia e sensata mulher de Ulisses, que esperou vinte anos pelo marido, sem permitir que nenhum outro homem se casasse com ela e usurpasse o trono de Ítaca, (...) nunca cedeu ao medo, nunca deixou de acreditar que um dia Ulisses voltaria.
Como é incompleta a Odisseia! A história devia ter contado os milhares de trabalhos de Penélope a tentar defender a sua casa e o seu coração, e não os doze trabalhos de Ulisses. De que valem Cíclopes aterradores, ilhas encantadas, cercos de guerras que duram dez anos e sereias hipnóticas e malvadas que fazem naufragar navios, comparados com a luta pela sobrevivência de um amor incerto e sem garantias durante mais de vinte anos, num tempo em que a ausência não tinha outra resposta que não o silêncio e o desconhecimento? Penélope era forte. Não desistiu de esperar, mesmo sem telefones, e-mails ou mensagens escritas.
::: ::: :::
O relógio de parede avançara muito, quando me lembrei de o consultar. Lá fora, tudo continuava igual a quando eu ali chegara. Rente a mim, quase tocando, passava, de quando em vez, uma multidão muito apressada e invariavelmente encharcada da cabeça aos pés.
Tanta gente há neste mundo!... Pessoas tão diferentes, que não sabemos quem são, para onde vão, o que as move. E, das que chegamos a conhecer, poucas são as que nos merecem o de mais valioso. Para tão poucas guardamos o melhor de nós! Ao menos saberemos escolher?...
Não me perguntes como, mas sinto que é possível. Gosto de acreditar que tenho o dom de tornar realidade as minhas ficções. E, neste momento, tu és a minha mais bela ficção, um sonho que acalento como uma criança que cresce, sabendo que a espera será grande, será arriscada e ninguém sabe se será frutífera. (…) Baltazar, Belchior e Gaspar não chegaram a Jesus guiados pela estrela polar num tempo em que não existiam bússolas nem companhias aéreas? Naquele tempo, como agora, só a fé pode vencer todos os medos.
Espero por ti porque acho que podes ser o homem da minha vida. E espero por ti porque sei esperar, porque nos genes ou na aprendizagem da sabedoria mais íntima e preciosa, há uma voz firme e incessante que me pede para esperar por ti. E eu gosto de ouvir essa voz a embalar-me de noite antes de, tantas e tantas vezes, te encontrar nos meus sonhos, e a acalentar-me de manhã, quando um novo dia chega e me faz pensar o quão longa e inglória pode ser a minha espera.
Tanta gente há neste mundo!... Pessoas tão diferentes, que não sabemos quem são, para onde vão, o que as move. E, das que chegamos a conhecer, poucas são as que nos merecem o de mais valioso. Para tão poucas guardamos o melhor de nós! Ao menos saberemos escolher?...
Não me perguntes como, mas sinto que é possível. Gosto de acreditar que tenho o dom de tornar realidade as minhas ficções. E, neste momento, tu és a minha mais bela ficção, um sonho que acalento como uma criança que cresce, sabendo que a espera será grande, será arriscada e ninguém sabe se será frutífera. (…) Baltazar, Belchior e Gaspar não chegaram a Jesus guiados pela estrela polar num tempo em que não existiam bússolas nem companhias aéreas? Naquele tempo, como agora, só a fé pode vencer todos os medos.
Espero por ti porque acho que podes ser o homem da minha vida. E espero por ti porque sei esperar, porque nos genes ou na aprendizagem da sabedoria mais íntima e preciosa, há uma voz firme e incessante que me pede para esperar por ti. E eu gosto de ouvir essa voz a embalar-me de noite antes de, tantas e tantas vezes, te encontrar nos meus sonhos, e a acalentar-me de manhã, quando um novo dia chega e me faz pensar o quão longa e inglória pode ser a minha espera.
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Não posso esperar mais. O fiel relógio da estação avisa-me que são horas de me fazer ao caminho, de outra forma atrasar-me-ei.
Guardo o livro, visto o casaco, desço as escadas rumo à saída.
Ainda antes de abandonar a gare, já uma violenta lufada de vento húmido me cortava a respiração.
Fui andando, e apreciando o impacto daquelas forças todas sobre mim. Aquela não era uma chuva qualquer… Era feita de gotas grossas, maciças, contínuas, impossíveis de dominar porque mancomunadas com a poderosa ventania. Por todo o lado se viam chapéus-de-chuva ao abandono, estraçalhados; o meu seria o próximo, se logo o não fechasse.
Ao cabo de segundos, toda a roupa se ensopara, da indumentária à interior, e os cabelos escorriam para cima da pasta de estimação que apertava contra o peito, livro lá dentro.
Nada tão mau assim!... Como tudo, estranha-se enquanto se receia e se tenta evitar, porém, se o enfrentamos, revela-se mais fácil do que parecia, e podemos dar tréguas a nós próprios.
Talvez por isso mesmo algumas pessoas se me sorrissem ao cruzarem-se comigo. Retribuí.
Avançando, o cenário apresentava-se mais e mais apocalíptico: estradas inundadas por velozes caudais de água, ambulâncias frustrando em furar o trânsito paralisado, com suas sirenes desesperadas a ecoar na escuridão, ruas intransitáveis, quer pelas enormes poças que se criaram, quer por ondas que se formavam à passagem, mesmo que branda, de um automóvel.
Um ou outro indivíduo tentava sincronizar-se com as pequenas marés, preparando o salto bem intencionado. Mas pouco a pouco, não havia como nem porquê; nada a proteger já.
A enchente tornara-se efectiva e incontornável. Olhando em redor, toda a cidade se alagara e as ilhas haviam submergido, não mais sendo possível atravessar, senão por onde o nível da água chegava já a metade das rodas dos carros.
Ao meu lado, um velhinho aguarda pelo verde do semáforo. Calça uns ténis claros e procura no horizonte, até onde a vista lho permite, uma alternativa. Logo desiste. Olha-me com um ar patusco e doce e, sorrindo resignado, diz-me: - “Vai ter de ser…”.
Para que nos não reste qualquer dúvida, confirmo veemente: - “Vai ter mesmo de ser!”.
Tinha que ser! Por vezes há que atravessar caminhos hostis para chegarmos onde queremos, porque nenhum outro caminho nos leva lá.
Que importa que chova e a gente se molhe?
A vida tem estações. E, se estamos vivos, vivemo-las!*
Apetecia-me inundar a tua vida de sonhos (…), mas controlei-me como pude, porque já aprendi que não podemos dar mais aos outros do que eles estão habituados a receber.
(...) O amor é isto, dar espaço e tempo a quem se ama, saber esperar, saber estar quieto, saber abrir os braços sem pedir nada em troca (…).
(...) O amor é mesmo assim; damos aos outros o nosso melhor sem sequer o saber. E tudo o que damos nunca se perde, nada se perde, apenas se transforma e se guarda numa caixa que só o futuro conhece e desvenda.
(...) Quando se ama alguém, tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. E aprendemos a respirar na espera, a viver nela, aperfeiçoando-nos a um sonho como se fosse verdade. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. (...) É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver.
(…) Penélope esperou vinte anos. Não esperou nem muito nem pouco, apenas o tempo que tinha de esperar.
É quando já não esperamos nada das pessoas, que elas morrem no nosso coração e eu espero por ti ainda e sempre o melhor.
Guardo o livro, visto o casaco, desço as escadas rumo à saída.
Ainda antes de abandonar a gare, já uma violenta lufada de vento húmido me cortava a respiração.
Fui andando, e apreciando o impacto daquelas forças todas sobre mim. Aquela não era uma chuva qualquer… Era feita de gotas grossas, maciças, contínuas, impossíveis de dominar porque mancomunadas com a poderosa ventania. Por todo o lado se viam chapéus-de-chuva ao abandono, estraçalhados; o meu seria o próximo, se logo o não fechasse.
Ao cabo de segundos, toda a roupa se ensopara, da indumentária à interior, e os cabelos escorriam para cima da pasta de estimação que apertava contra o peito, livro lá dentro.
Nada tão mau assim!... Como tudo, estranha-se enquanto se receia e se tenta evitar, porém, se o enfrentamos, revela-se mais fácil do que parecia, e podemos dar tréguas a nós próprios.
Talvez por isso mesmo algumas pessoas se me sorrissem ao cruzarem-se comigo. Retribuí.
Avançando, o cenário apresentava-se mais e mais apocalíptico: estradas inundadas por velozes caudais de água, ambulâncias frustrando em furar o trânsito paralisado, com suas sirenes desesperadas a ecoar na escuridão, ruas intransitáveis, quer pelas enormes poças que se criaram, quer por ondas que se formavam à passagem, mesmo que branda, de um automóvel.
Um ou outro indivíduo tentava sincronizar-se com as pequenas marés, preparando o salto bem intencionado. Mas pouco a pouco, não havia como nem porquê; nada a proteger já.
A enchente tornara-se efectiva e incontornável. Olhando em redor, toda a cidade se alagara e as ilhas haviam submergido, não mais sendo possível atravessar, senão por onde o nível da água chegava já a metade das rodas dos carros.
Ao meu lado, um velhinho aguarda pelo verde do semáforo. Calça uns ténis claros e procura no horizonte, até onde a vista lho permite, uma alternativa. Logo desiste. Olha-me com um ar patusco e doce e, sorrindo resignado, diz-me: - “Vai ter de ser…”.
Para que nos não reste qualquer dúvida, confirmo veemente: - “Vai ter mesmo de ser!”.
Tinha que ser! Por vezes há que atravessar caminhos hostis para chegarmos onde queremos, porque nenhum outro caminho nos leva lá.
Que importa que chova e a gente se molhe?
A vida tem estações. E, se estamos vivos, vivemo-las!*
Apetecia-me inundar a tua vida de sonhos (…), mas controlei-me como pude, porque já aprendi que não podemos dar mais aos outros do que eles estão habituados a receber.
(...) O amor é isto, dar espaço e tempo a quem se ama, saber esperar, saber estar quieto, saber abrir os braços sem pedir nada em troca (…).
(...) O amor é mesmo assim; damos aos outros o nosso melhor sem sequer o saber. E tudo o que damos nunca se perde, nada se perde, apenas se transforma e se guarda numa caixa que só o futuro conhece e desvenda.
(...) Quando se ama alguém, tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. E aprendemos a respirar na espera, a viver nela, aperfeiçoando-nos a um sonho como se fosse verdade. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. (...) É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver.
(…) Penélope esperou vinte anos. Não esperou nem muito nem pouco, apenas o tempo que tinha de esperar.
É quando já não esperamos nada das pessoas, que elas morrem no nosso coração e eu espero por ti ainda e sempre o melhor.
Vídeo: "Haja o que Houver"- Madredeus; in O Paraíso, 1997.
* Nota: trata-se, evidentemente, de um recurso estilístico, que não esquece jamais o respeito e a solidariedade para com aqueles que sofreram acidentes graves, cujas habitações sucumbiram, ou que vivem desabrigados, sofrendo na pele os efeitos nefastos, por vezes fatais, dos excessos climatéricos.
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40 Comments:
Haja o que houver...... a chuva lava e o vento varre!
Um post muito bem construído! Lindo!
Cordis anima...
Beijo.
Haja o que houver... espero por ti! Ontem estive debaixo do dilúvio que não saberia descrever como o fizeste! Beijo
A espera não se coaduna comigo...haja o que houver!
Nem sequer me permite a concentração para ler um livro que descreva a história de Penélope, bem mais interessante, sob o meu ponto de vista, que a de Ulisses!
Porém... tudo muda quando se quer esperar, mesmo sabendo que a tempestade continua!
ola a.
ja percebeste o dilema da ana e da leonor, as duas juntas.
pois, de vez em quando alterno embora ja tenha passado algum tempo desde a ultima vez que me servi das duas...
bom! tu no meio do temporal ainda lês, fumas, bebes café. nessas vezes penso em deixar de ser agnostica, rsss
beijinhos da leonoreta
Essa temática da saudade, do carácter místico do ser português e o universo estilístico dos Madredeus são grandes interesses meus. De facto essa imagem da mulher que esperava o seu amado que partira em batalha ou numa caravela para terras distantes ainda está impregnado no nosso imaginário nacional, sendo realmente fascinante. A saudade e a melanclia são necessários para podermos disfrutar do melhor modo os breves momentos de felicidade que a vida nos dá. A propósito deste tema aconselho-te umas leituras sobre o mentor dos Madredeus: Pedro Ayres Magalhães.
Excelente!
Uma lágrimazita teimosa quer manifestar-se também, mas eu não deixo. Porque de esperas eu percebo...Porque de renúncias e abnegação, eu percebo...e de tentações (que as temos que evitar...)mas que fazem doer a alma...
Que digo eu? Só queria mesmo dizer-te mesmo que o teu texto está excelente!
Grata por o partilhares...
Um abraço carinhoso ;)
"...Espero por ti porque acho que podes ser o homem da minha vida. E espero por ti porque sei esperar, porque nos genes ou na aprendizagem da sabedoria mais íntima e preciosa, há uma voz firme e incessante que me pede para esperar por ti. E eu gosto de ouvir essa voz a embalar-me de noite antes de, tantas e tantas vezes, te encontrar nos meus sonhos, e a acalentar-me de manhã, quando um novo dia chega e me faz pensar o quão longa e inglória pode ser a minha espera."
... A Mulher... na sua forma mais pura de se manifestar, quando ama de verdade.
Sabes, o Amor é uma coisa estranha. Tanto tempo esperamos por ele... um dia cai-nos na alma e não pode ficar...
"...Espero por ti porque acho que podes ser o homem da minha vida. ..."
A Vida faz-se de esperas...mas a Vida, espera por nós?
Excelente o teu texto (não me canso de o ler e repetir o mesmo)
Um abraço carinhoso e bom domingo ;)
Para já, continuas. Óptimo. Adoro ler-te :-)
Não gosto da M.R.P. porquê? Sei lá...
Adoro os Madredeus e o "Haja o que houver é a minha preferida. Foi numero 1 no México!!! Ao vivo? lindo, lindo!!!
Gosto deste texto por várias razões:
Definição de um carácter que, suncintamente, corresponderá à escolha e à fidelização uma vez estabelecida.
Para isso é apontado o exemplo de Penélope -- a sua linga espera -- como podia ser indicado o exemplo do Frei Luis de Sousa -- D. Madalena também esperou. Adiante
Só não concordo com o detalhe de lamentares não podermos saber se Penelope se manteve sexualmente abstinente. Ficámos sem saber isso de propósito. Sabê-lo seria diminuir a mitificação de Ulisses, apoucar Penelope e dar asas ao voyeurismo...aliás, simbolicamente retratardo nas enormes janelas que te fazem interromper a leitura: haverá melhor zapping?!
Quanto ao amor, sabemos que vale ou não longamente consoante o investimento que as partes fazem nele e no resultado da relação que constroeme mantêm viva
Bom texto
:)
"Haja o que houver"... gostei muito do texto, da "tempestade", da sensação de estar num café de estação á espera que o tempo melhore.
Obrigado pela visita ao "Castelete Sempre".
Vou colocar o "Camuflagens" nos links.
"Haja o que houver"...eu também vou esperar, também consigo ouvir essa voz, espera.
Excelente texto!!Escrito de uma rajada só, aposto!
Bravo, Miga:)
li: sem pressa de chegar ao fim.
li: como quem espera a chuva na longa estiada.
li: como quem aprecia a manhã ensolarada depois de dias e dias de chuva.
li... e te agradeço pela leitura que me proporcionaste.
"De profundis amamus
Ontem às onze fumaste um cigarro encontrei-te sentado ficámos para perder todos os teus eléctricos os meus estavam perdidos por natureza própria
Andámos
dez quilómetros
a pé
ninguém nos viu passar
excepto
claro
os porteiros
é da natureza das coisas
ser-se visto
pelos porteiros
Olha
como só tu sabes olhar
a rua os costumes
O Público
o vinco das tuas calças
está cheio de frio
e há quatro mil pessoas interessadas
nisso
Não
faz mal abracem-me
os teus olhos
de extremo a extremo azuis
vai ser assim durante muito tempo
decorrerão muitos séculos antes de nós
mas não te importes
não te importes
muito
nós só temos a ver
com o presente
perfeito
corsários de olhos de gato intransponível
maravilhados maravilhosos únicos
nem pretérito nem futuro tem
o estranho verbo nosso"
Mário Cesariny, que morreu hoje (aliás, ontem)
Palmas.
Vénias.
E tudo e tudo.
Camufladaaaaaa o que eu gostei deste post.
Sim senhor! :P
"Que importa que chova e a gente se molhe?
A vida tem estações. E, se estamos vivos, vivemo-las!"
Vou roubar esta linha. Posso?
.. ops já roubei!
Um abraço enorme para ti e nada camuflado mas desassossegado
e hoje foi mesmo.
plok! (isto é som das "tretas" que me cairam)...
gostei da tua paciencia que nao é penitencia.
vais continuar a luta e a narrativa
e como tu mereces este mundo e o outro...
estou seguro que alguem encontrará o comboio, a estaçao, os braços os abraços e mais "tesouros".
pronto luminosa
abraços
c.
Vim ler-te. Não me canso de ler este texto.
Deixo um abraço carinhoso e desejo que tenhas uma boa semana ;)
Sabes que Lisboa é linda, e nunca estás...
Abraço, porque me farto de correr pra Lisboa.E chove!!!
Bem descrito o dilúvio, sinceramente nunca o tinha lido tão bem escrito, mas eu e achuva n nos damos bem, temos uma relação muito estranha... todo o texto está divino, beijinhos de boa semana
Cara amiga.
Gostei, como sempre, do teu texto. Apesar de termos estilos díspares, formas diferentes de abordar temáticas que nos doem, confundem ou, pura e simplesmente mexem connosco,é na diversidade da escrita de cada um que, afinal, redescobrimos que somos unos, íntegros, e temos uma coisa tão importante que se chama «marca».
É isso, porventura, que faz de nós um nadinha únicos e, quem sabe, originais, pois reconhecemo-nos ( e reconhecem-nos), através dos nosso escritos, e da forma como prespectivamos o que nos contorna.
Um beijinho.
El Madrigal
Sabia que o caminho era aquele, apesar de o não ver, submergido que estava pela água. Água suficiente para um alerta laranja. Muita água.
A certeza inerente às situações inevitáveis, fê-la contrair os músculos e impulsionar-se no ar.
Saltou sem saber onde iria cair. Tinha de ser.
No tempo que durou o seu salto, vieram-lhe à ideia algumas das decisões difíceis que tinha enfrentado nos últimos tempos. No quanto lhe tinha custado. Logo ela, que queria apenas viver a vida aproveitando o que de melhor tinha. Ah, se tudo fosse tão fácil como saltar por cima de uma poça de água...
Teve ainda tempo para sorrir com a ingenuidade do seu pensamento. Viver era também tomar decisões, claro. E depois ficou encharcada até ao tornozelo.
aaAPC,
Li-te num intervalo, não tendo por isso tempo para 'te' comentar. Fui dar uma aula pautada por números rebeldes e mascarados. Levei-te comigo. Sentia as sensações do teu 'escrito' como se de pulsações se tratassem. Tão irregulares como familiares.
A música embalou-me o pensamento, primeiro porque é especial (foi-me deixada, um dia, gravada no voicemail por alguém igualmente especial)e depois, porque é o culminar de uma metáfora brilhante, tirada com mestria e enquadrada num quotidiano real, de sabor agridoce pelo peso que carrega.
Homenagem sentida.
Sobretudo porque quem a escreveu consegiu que quem a lê a sentisse sua.
E não necessito de mais palavras.
Sei que consegues ler o meu pensamento.
Beso
Esperar um acto de hulmidade, fazer esperar umn acto de soberba. Gostei da tua prosa sobre o temporal o itálico....
Bjs
Minha querida, haja tempestades ou brilhe um sol radioso, a vida é sempre feita de esperas!...
Um beijo!
"... ficou encharcada até ao tornozelo." Entrou na primeira pastelaria que encontrou, sentou-se e logo uma dúvida a assaltou: "estaria encharcada do tornozelo para cima, ou do tornozelo para baixo?" Se não era crível -porque andou a pé debaixo de chuva intensa, que a intempérie lhe poupasse os pés (e os tornozelos) de uma valente molha, também não seria de estranhar que a chuva (que habitualmente?! cái de cima para baixo)não a encharcasse da cabeça... aos tornozelos. Ou seja: os tornozelos eram a zona-limite (diria mesmo "a terra-de-ninguém") entre os tornozelos-para-baixo e os tornozelos-para-cima.. Embrenhada neste profundo dilema, nem deu conta que a chuva deixara de cair e que já eram horas de almoço. A voz do empregado "despertou-a" «O que vai querer a senhora para o almoço?». Respondeu de imediato «Um pratinho de feijão branco com chispe; do tornozelo para baixo... »
(... "pegando" nas palavras finais do meu amigo Rui.)
Daniel: pior é quando tudo é varrido para um canto, e por lá fica até que nova tempestade o volte a espalhar pelo chão (raios!, tou a plagiar!).
Outro... Ex Corde.
"Uma papoila no Dilúvio" - que belo título! :-)Obrigada pelas tuas palavras.
MFC: também comigo a espera nunca se coadunou... (...!...).
Leonoretta: não fosse o temporal, e não teria feito nada daquilo (nem o café era certo).
Eu respiro bem no meio da(s) crise(s)! :-)
PS - Imagina esta tua passagem fora do contexto: “de vez em quando alterno, embora já tenha passado algum tempo desde a última vez que me servi das duas.” (joke:-)
Um segredo, Capitão: nada por aqui é isento ou inócuo; tudo é viajado, processado, insuflado... A prendê-lo, sempre um fiapo de alma que se articula com o resto; nada se isola. E se te disser que muitas das vezes em que a Teresa Salgueiro adolescente treinava as suas primeiras técnicas vocais, eu estava bem do outro lado da parede?... :-)
Do Pedro Ayres de Magalhães sei o básico (baixista dos Heróis do Mar, com Rodrigo Leão, baixista dos 7ª Legião – que eu adorava!; a igreja de Madredeus onde ensaiavam... Pouco para além disto, confesso. Por tal te agradeço, que o giro-giro são essas trocas e dicas que nos permitem mais! :-)
Menina: lágrimas e tentações… Evitá-las como e para quê, se a mera proibição as acicata e prolonga?...
Fiquei feliz de saber o meu texto nas tuas mãos! :-)
Rosa Brava: “Um dia cai-nos na alma e não pode ficar”.
“Não pode”. Poderia mas não pode. Deveria haver um nome para um não pode que poderia! Não há, mas há um sentimento… Um conflito cósmico jogado na interioridade… Que poderia acalmar-se mas não se acalma.
Francis: Não sei se te deste conta que mancionaste o título do primeiro livro da MRP: “Sei lá”. E olha que "não há coincidências"! ;-)))
Eu não lhe conhecia nada, mas era tempo de extinguir a lacuna, até porque detesto preconceitos, literários incluídos. Devo dizer-te que não escreve como eu gosto, não tem a riqueza lexical e estilística que nos embevece e permite imagens maiores, e, aqui e ali, achei-lhe algo de naif que não sei explicar. Mas lê-se de uma assentada e não é nada desagradável. Não aconselho nem contra-indico. Naquele dia, a tempestade e a espera casaram-se em mim dessa forma. Poderia ter sido de outra - ou de nenhuma, mas foi dessa. :-)
PS - Ao vivo, claro!... Mais genuíno, com menos truques, menos montagens, menos operações de cosmética...
JPD: Eu lamento não saber? Euuu?... (lol). O que de mais grato há, é não saberem o que é nosso, e o de menos útil é sabermos o dos outros. Eu não lamento rien! Para começar, são palavras da autora, ainda que, ao citá-la, em parte me responsabilize. Mas sabes que pensei em nem colocar esse pedacito? É verdade! Porque quebra o fluxo emocional em que somos levados; como que acutila o bom tom da narrativa, parece-me. Mas optei por manter o trecho, assim à laia de lembrete de que há vários esperares; várias formas de esperar. Porque enquanto se espera tudo pode acontecer, e da importância que o que acontece tem para quem espera, só quem espera sabe (toma uma lapaliçada!). E esse tal de amor não é (e nunca poderá ser) o que o que os outros observam e dizem, ou o que as histórias contam. Logo, isso das provas de amor confirmadas por outros olhos que não os que de amor cegamente vêem, não é de nada. Por tudo isto, e porque daquele pedaço se pode voar por aqui e por além, lá achei por bem não o banir. Todavia, fizeste-me repensar (e re-sentir).
Eheheh… Esse teu voo interpretativo através da análise de conteúdo do discurso foi muito à frente. A da janela e do voyeurismo então!… Nem a metodologia projectiva (psicanalítica) lhe pega assim. Vejamos: quando te defendes de um perigo, ficas em alerta, logo, é claro que o olhar procuraria sempre apurar do estado da ameaça, não fora de uma grande janela, seria através de um pequeno buraco. Tratar-se-á, talvez, de um instinto básico de sobrevivência. Não? :-)
Mas certamente que teríamos muito por onde analisar a coisa, não desminto! ;-)
Dizes: Quanto ao amor, sabemos que vale ou não longamente consoante o investimento que as partes fazem nele e no resultado da relação que constroem e mantêm viva.
Inteiramente confortável quanto à primeira oração, sublinho apenas que a ausência da segunda nada invalida. Por vezes, o valor que atribuímos ao que sentimos nada tem que ver com a outra parte. Se na presença de uma relação tens a soma do que cada um sente pelo outro, tens já, antes disso (melhor dizendo, por detrás disso), dois sentimentos individuais - que se cruzam, que se jogam, que se dão, mas que não deixam de ser autónomos. Agora: até que ponto um sentimento desaparece, necessariamente, quando não é validado pelo [e no] outro? Não há, então, amor sem reciprocidade? Só amas se és amado? Não!... E que seria da arte se assim fosse! ;-)
Bom comentário, como não poderia deixar de ser. Obrigada!
PS – O meus comentários aos teus viram posts. Isto assim não pode ser! :-P
José: um pouco tardiamente te retribuí a cortesia. Mas fui, gostei e voltarei! :-)
Maria: xi!… Olha que a espera é tragicamente paralisante! Não esperes, se podes agir. Já ouviste a expressão “faz o que eu digo, não faças o que eu faço?”… ;-)
[E sim, de um trago. Nota-se muito? //cora].
Baptista: é muito bom saber que a minha escrita valeu o tempo que a ela dedicaste. Obrigada! :-)
Cuotidiano: uma escolha PERFEITA...!!!
[Apenas isto!].
Estranha e desasossegada pessoa: os teus roubos nada retiram e muito acrescentam! :-)))
Hole: “Alguém”? Alguém não é substantivo próprio, é demasiado comum. Os alguéns são os vários passageiros de um comboio, entrando e saíndo em qualquer estação. É do maquinista que notamos a falta. Um grande abraço! :-)
Menina: Como gostei que gostasses! E de te ter merecido, a minha escrita, tal entrega. Porque és uma alma cheia... E é como se as palavras escolhessem quem as lê.
Obrigada. Ainda melhor para ti!
Marinheiro: naquele dia eu estava!...
Mas tens razão... Não estava!
Sininho: uau, que bom!... Um divinilúvio! ;-) Para quando, as pazes com a chuva? :-)
Madrigal: formas diferentes de perspectivar o que nos contorna... Pois sim, que as teremos, amigo. Todavia, alerto para o facto de não ter escrito um manifesto. Sequer se trata aqui de uma forma de ver a vida (indo até num sentido diferente de escritos meus anteriores). Aliás, é quase sempre da egodistonia que surge a minha inspiração; de banalidade fica a folha branca. É que a vida tem momentos, e nós não somos "como somos" a tempo inteiro. Ela continua a surpreender-nos e nós a descobrir-nos. Ter uma posição sobre as coisas nem é difícil, mas sentir de acordo com elas nem sempre é fácil. Momentos, momentos...!
Beijinhos para ti! ;-)
Rui: oba-oba!!!... Mereci até uma sequela, ao bom estilo Rui & Legível, Cia. Lda.! Sinto-me honradíssima! :-)))
"Saltou sem saber onde iria cair. (...). Teve ainda tempo para sorrir com a ingenuidade do seu pensamento" - mas, mas... Rui, conhecemo-nos? ;-)))
Nes: bela msg na caixa de voz! :-)
Só espero ter ficado sossegadita na tua aula, e não te ter envergonhado - eu que não sou muito dada às maths! (já a números rebeldes...!;-)))
E é isso mesmo! (digo-te eu, que li o meu pensamento lido pelo teu!;-)
Jo: parei para pensar, ao ler-te! Obrigada! :-) Beijinho.
Frog: mais ou menos longas, mais ou menos relevantes, mais ou menos compensatórias...! :-)
Legível: oba-oba! (bisando). Porém:
Fazendo troça dos meus dilemas existencias, né? Ficam-te muito bem esses sentimentos! :-P
Gostei particularmente do facto de, pouco depois das cinco da tarde, serem já horas de almoço. Ahahahahaha!... ;-P
Obrigada-obrigada, pela fantasia que trouxeste ao meu papel! :-*
PS - E, naquele dia, só mesmo dos tornozelos para os lados estava seca! :-)
Arigatô.
'tá dito 'tá dito eheheh
;)
Vim ler-te mais uma vez... e, dizer-te que estou a actualizar os linkes e as minhas "casas" que estavam abandonadas. O Inverno faz disto. Gosto de estar no cantinho, especialmente com quem estimo...
O nick é o mesmo, mas a casa é diferente... vai lá por favor, ouvir um poema no feminino dito pela voz de um homem, que diz que não sabe ler poesia no feminino...
Um abraço carinhoso e continuação de boa semana ;)
Jesus!, que maldade tão bela me fizeste!
"Se eu pudesse banir a melancolia,
porque me atormenta,
me afunda,
me reduz ao desespero de não saber viver!"
... !!! (A minha voz não sai. A tua fica... Pela voz - que linda voz! - de quem por ti o diz, de quem fala de ti... Sussurando a universalidade de um rogar tão íntimo, a intimidade de um poema universal!).
SUBLIME!
http://roseiraldoamor.blogspot.com/2006/11/se-eu-pudesse.html
Minha amiga, estou com tanta rpessa.MAs aqui venho te deixar um enorme jardim de flores.
Muita luz no seu caminho.
beijos
;)
Prefiro mil vezes ler-te do que a MRP. Ela não descreveria a tempestade sem lhe meter um amante qualquer como insinuou no caso da Penélope.
Nas tempestades é sempre melhor esperar porque se acredita que vem a bonança. Com o amor também. É próprio da Mulher saber esperar pelo seu amor que mais tarde ou mais cedo há-de voltar!
Amigapoema,
Tuas palavras e as inserções do texto da Margarida formam a leitura mais sob medida pra mim que poderia imaginar encontrar aqui nesse mundo dos blogs (Só que vindo de você, não era de de me espantar que me servisse tão bem).
A mulher, a espera, o dilúvio de emoções que cai sobre as nossas cabeças inundando-nos a alma....tudo ao som do Madredeus!
Estamos enxarcados, porém vivos.....haja o que houver.
Perdoa a falta de jeito...hoje estou meio down.
Um grande beijo, querida amiga.
A tempestade deu bons frutos ;) Belo texto!
Olá!
Uma narrativa de acção intercalada com meditações.
Soberbo o tema!
Magnífica a escrita!
Vais longe rapariga!
(especialmente se não perderes o combóio...eh eh)
Beijinhos
Alf: grata! Para ti também, tudo de bom! :-)
Luísa: Ahahahah… Não é raro isto acontecer: eu gostar do teu comentário sem partilhar, necessariamente, a mesma visão.
Na verdade, não creio que seja mais próprio da mulher de hoje, do que do homem, isso de esperar por quem se queira, nem que deva sê-lo, bem entendido. Tenho apanhado sofredores de longa duração nas duas bandas (mas schh, é segredo!), e mais não digo! ;-)
Na verdade essa pavidez não aproveitará particularmente a nenhum dos géneros, quer-me parecer, sendo que cada qual é dono e senhor de escolher os seus actos a cada momento, mediante a sua forma de sentir e de pensar. Já aquele antigo esperar eternamente por alguém que “há-de vir” não por vontade própria, mas porque se lhe findaram todas as hipóteses (em último recurso, tão pouco dignificante), espero que não seja próprio de ninguém, independentemente do seu sexo. Ainda assim, fa-lo-á quem queira, já que - repito - cada um vive a sua vida à sua maneira, que viver à maneira dos outros seria certamente pior.
Por fim, se puseres de parte a literatura cujo enredo é protagonizado por amantes, redu-la a uma minoria. E porque será isso, heim? :-)
De resto, é até possível que nem discordemos assim tão grandemente. AMANTE é uma das mais belas palavras, contudo tão incompreendida!...
Muito obrigada pela tua leitura, pelas tuas palavras e pela tua presença de há já tanto tempo! :-)
Minha querida Letícia: se falta de jeito houvesse em tuas palavras, o difícil não seria perdoar-te, mas reconhecer-te! ;-) Upa! :-))) Um beijo meu.
Magarça: Tks a lot! [E grata pel'"A Neve" ;-)].
António: puxa!, que um elogio de um mestre é sempre qualquer coisa! :-)
E o que é isso aí em cima do comboio, meu santo? É uma chaminé? O teu ainda é a vapor? ;-)))
Não creio!, que tu não és de pouca-terra, não! Um grande abraço.
Penélope, a espera, o amor e a espera, a chuva que n espero pk n gosto, e tantas vezes esperei que desesperei, mas ainda continuo a sorrir mesmo por entre pingos de chuva ou mesmo chuva torrencial que a espera seja curta e que um dia eu viva sem espera e sem ansiedade. Tão belo o teu texto, que n tenho mais palavras para te dizer, tu já as disseste todas e de que maneira mais bela e subtil.
O relógio dos Clérigos toca as 19h30 e, mentalmente, mando-o calar porque a única coisa que me ocorre dizer-te, no meio do turbilhão de pensamentos é: UAU!
É curioso que só hoje, passados tantos dias, tenha vindo ler, decidida, com tempo e sem pressa, o teu post "Anima Pluviae". Logo hoje, depois de ter publicado mais um texto no meu... Porque é o teu blog que visito logo depois de "mexer" no meu... E as temáticas encontram-se... Eu, pelo menos, encontro um fio condutor, talvez só meu, mas que me faz ficar plenamente feliz...
E o tanto que na minha vida persegui os Madredeus... E o tanto que esta música que já roda pela terceira vez me perseguiu a mim... Nesse já longínquo, no entanto tão intenso, ano de 1997...
Hoje, mandei a minha vida calar-se e dize-lhe para esperar por mim... porque tinha de te ler... algo em mim dizia que tinha de vir aqui...
Entendo-te, sabes?
Assim, com todas as minhas célulazinhas...
Gostei muito de ter ler hoje.
Particularmente hoje... Neste fim de tarde já noite, completamente só na agência, ao som de um música que me enche a alma, preparada para mergulhar nas ruas do Porto decoradas toscamente com iluminações de Natal...
Sabes o que estou a pensar agora? Gostava de ler um livro teu...
Vou ficar à espera...
Podes ficar muito tempo sem cá vir, sem me leres e sem escreveres o que eu leia, mas o tempo de entretanto pouco importa, se a cada regresso parece que sempre por "cá" estivémos. Isso é, claro, razão mais que suficiente para muito me alegrarem as tuas visitas, espaçadas ou não.
E obrigada: quem eleva o som das minhas palavras acima do das badaladas dos Clérigos [és muit'a doida!;-)], eleva-me muito com as suas, e com a generosidade que elas contêm.
E ainda mais com a empatia e o respeito que nos vem ligando, desde o primeiro momento...
Um grande-grande abraço, Cláudia.
É um privilégio ter-te desse lado! :-)
Bem, uma coisa tenho de corrigir: as sucessivas gralhas que cometi no meu comentário, tal era a pressa e a vontade que tinha de te escrever...
Onde está escrito "dize-lhe para esperar por mim..." deverá ser lido "disse-lhe"...
E onde está "Gostei muito de ter ler hoje.", deverá ser lido "de te ler."...
E mais adiante "uma música"... Ou seja, lapsos de emoções em catadupa...
:-D
Tens-me deste lado e eu a ti desse... ;-)
Que bom que isso é.
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E eu que pensava que a chuva lavava tudo...até as dúvidas.
Fiquei sem ar ao ler o que escreveste e olha que a chuva até tem oxigénio.
Uma espera para não te molhares e afinal lá foste, mesmo esperando...
Quem anda à chuva molha-se, dizem...
Eu gosto de andar à chuva, fico com a sensação de pureza e até gosto do seu contacto.
Eu nunca sei se espero para poder viver ou se a espera o impede e o raio do tempo que é tão curto!
Beijinhos
Apesar de completamente desadequado no tempo, não posso deixar de tecer um comentário, que corre o risco de ficar aqui perdido!
Nem sempre entendo o que aqui leio. Confesso que às vezes fico um pouco confusa e percebo que me escapa um mundo ao qual não pertenço.
Mas é por causa de textos como estes que volto!
E eu que nem gosto de MRP (com conhecimento de causa) dou por mim impressionada com os excertos misturados por ti!
:)
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