Segredo
Na verdade, Cintra guardava uma confidência que, muito tempo antes de a termos tomado, cifrei para ti, deixando-te sentir-lhe o aroma sem lhe captares o traço:
(APC, excertos de projecto literário pendente, Agosto 2000)
Fonte de imagem: people.netscape.com/ tcrowe/europe/sintra2.htm
“(...) Depois subimos a magnífica serra num coche, quedamo-nos a contemplar os raios de sol a invadirem, poderosos, uma neblina fiel e os fios de água a jorrarem da fonte genuína, vertendo sobre o lustro das pedras e seus recantos, e perdendo-se no mais profundo de uma terra fértil, que retribui com um espectáculo de êxtase: o arvoredo a sussurar, a folhagem a debater-se ao vento; o grito de uma ave que anuncia, feliz e exausta, a sua chegada...”.
(APC, excertos de projecto literário pendente, Agosto 2000)Fonte de imagem: people.netscape.com/ tcrowe/europe/sintra2.htm
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4 Comments:
Sensualíssimo!
Sintra
Aqui, onde a terra é verde e o respirar é manso, mendigam vozes de suadade humana, passado e presente germinam flores de futuro.
E tú sintra? como ficais? se essas vozes são das arvores e o teu vento generoso embala transeundes apressados de espanto, estúpidos olhares, euforias do breve e novo...
Aqui,(diz a serra) onde o brincar salta dentro da alma de quem não tem medo de olhar
E os risos...silêncio fundo como o poço da regaleira
Eu, o presunçoso e solitário te vejo feita de escadas velhas com sombras e olhares romanceiros,
Janelas podres de tanto esperar ternurosamente... sedentas quedaram de um sintilar de vida (uma euforizante estupidez.
As ruas estreitas e ermes com azulejos de histórias azuis partidas.
Paradas e largos recebem de braços loucos transeundes, sem folego nem surpresa, sem comendos nem chinfrim, quais estradas putas e gastas de tanto matraquear.
Sintra dir-te-a se naõ a olhardes
como ela merece. "Leva o pó nos digitos de um tocar leve e merdoso e volta quando limpo estiverdes..."
Eh lá!... Quem te fez "mal"?...
Diz-me quem foi, que eu vou lá e bato-lhe ;-)
]*[
Eu podia dizer que Sintra não tem tempo, tem um só momento que se guarda no fôlego da memória.
A sua história, contada pelas ruas que a enfeitam, pelas ramagens alegres e felizes, pelos sorrisos de admiração das flores que nela dormitam...
Sintra não é uma serra, é uma ode à beleza, à pureza, à sadia forma de saborear o viver.
Mas tu disseste-o magnificamente.
Beijos
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