sexta-feira, outubro 20, 2006

DDT - Debriefing & Defusing Thursdays

Olha, olha, querem lá ver!?...
Então não é que me levaram o doutor?... Aquele charme de anti-herói meio marado, bastante ousado e, no fundo, inadaptado (para além de handicapado).
Aquela alminha de inabalável, incontornável e intolerável irreverência, impertinência e intransigência que nos desarmava, perturbava e deliciava...!
[E o que eu precisava de tratar esta minha doença rara... Aumentar a imunidade...!].
Em troca, deixam-me um jovem puro, génio brutal da matemática, com ar de cachorrinho perdido, a cuja mente brilhante os Fed's devem o sucesso das investigações criminais mais arrojadas.
Varia, necessariamente, a essência dos instintos em acção, mas - nada está perdido! - mantêm-se a instabilidade, a imprevisibilidade e a excentricidade da personagem.
Ok... Aceito experimentar a mudança. Quem sabe eu consiga sobreviver sem aquele desprezo, aquela deselegância, aquelas defesas?...
;-)

Nota: House x Numbers

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quinta-feira, junho 29, 2006

Novas Cores

Belas cores existem. Sempre existiram. Sempre existirão.
Vai de nós as vermos!

("Vaca Paradisíaca", Cimpor - Cimentos de Portugal, Rossio)

Seria a última aula. A última caminhada obrigatória até ao campo dos saberes que me hospedou durante cinco anos. A última consulta oficial acerca do trabalho que venho desenvolvendo e que há bem pouco me decidi a completar com brilhantismo. As últimas palavras professorais. E, nessas, algum poder de abalar ou reforçar a motivação que se ergueu em mim, decidida a recolorir os cinzentos que antes me abateram. Reforçaram, creio; que a tela que eu levava toscamente pincelada bem merecia o crédito de que necessitam os aprendizes de uma qualquer arte.

(Manjerico num quiosque de venda de flores, Rossio)

No regresso, Alfama assava sardinhas e ensaiava o arraial nocturno a S. Pedro, fechando assim mais uma época de santos populares. De longe chegava música, entrecortada p'lo resto: "When the saints go marching in"...
Sorri-me, aliviada da tensão de tantos dias sem rumo. Inspirei o entardecer inteiro e respondi-me: "I wanna be in that number"!

[Yes, I'm coming Doc!]

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quinta-feira, junho 22, 2006

Dia Não

Foi chegada a hora de tomar a decisão: volto a adiar o culminar de um investimento académico que me é de importância vital e me permitirá corresponder a várias oportunidades que se me vêm abrindo, ou faço-me a ele com unhas e dentes, comprometendo-me, para tal, a pagar uma pipa de massa que, na realidade, não tenho nem prevejo vir a ter nos tempos próximos?

A coisa tá preta!
A par disto, e assumindo que opto pela loucura de andar com as coisas para a frente (é esse o meu tipo de loucura!) importa também especular sobre a probabilidade de conseguir concluir o trabalho a que me proponho no prazo estipulado, e que é, só para não variar, apertadíssimo.
Hoje, por ser quinta-feira, foi também dia de aula de seminário de monografia, pelo que exigentes contas me foram pedidas, e bem menos que suficientes por mim dadas.
Claro que aqui não figura a miríade de bizarros detalhes que compõem esta triste história. É só para dar uma pequena ideia. E para tornar aceitável que eu tenha andado numa ansiedade paranormal, a cada dia que passava, por cada vez mais se aproximar o dia que hoje passou.
Estará, talvez, melhor para quem se empoleire!?

Todavia, eis a boa notícia: Passou!!!... O diabo do dia finalmente chegou ao fim!
Fôra na ida como a quem espera a forca, mas eis que para cá tomei o pequeno-almoço, já à hora do lanche, e regressei, calmamente, misturada entre os turistas, fruindo do sol tardio, vagarosa e pensativa, aliviada de uma carga que só voltará depois.
Pairou-me uma moínha na cabeça, daquelas em que apetece um trapo molhado sobre a dita (uma "trapia", portanto). E de tão raro, tão raro, tão raro (o que me anda esta vida a fazer?!), estou certa de tratar-se de um caso para o Dr. House (!).

Olhei para o Martinho da Arcada e apeteceu-me sentar-me.
Consegue-se dali misturar a ilusão de um outro tempo, com um ruído de fundo internacional e mais umas cruas imagens de indigência urbana.
Bebi o primeiro café do dia, fumei o único cigarro, e percebi que fumar nem é tão bom quanto isso.

Ser um bom ser humano deveria chegar para se ser feliz!
Com a saúde do nosso lado, bem entendido. E amigos, claro, sempre; dos bons! Já agora, um pouco de inteligência e cultura, sff. E, se não fosse pedir muito, um quêzinho de bom aspecto, sendo porém certo que a melhor vem de dentro.
O dinheiro, esse jamais deveria contar para coisa alguma!
E, na verdade, para mim não conta. Ou conta hoje tanto quanto contava no tempo em que o tinha a sobejar.
Só que há dias em que o raio do assunto teima em aparecer-nos como sendo importante, e quase disso nos convence. A tal ponto, que nos arriscamos a não reparar em como a vida é mais do que isso!
E nós não queremos esse tipo de distracção!
De resto, manhã é um novo dia, e não há um dia igual ao outro.
Digo eu, que já vou percebendo destas coisas...

Vacas (Rossio): 1) "Perigo Vaca" - Smart; 2) "Vaquinha Piu-piu" - Campo Aves)

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quinta-feira, junho 01, 2006

Mr. Clown

Hi Mr. Clown!
I want you to know that there's a photo of you at my blog.
Can't give you any money today, 'cose I don't have it for my own.
Have a nice day!

And then she fold the little piece of paper and put it into his silver can, while he was distracted with a tourist girl.
Totally portuguese flag dressed that day, he looked at her and offered another lolypop, which she gratefully refused this time.
"He'll certainly understand why I did it, when he goes and sees that was not a bill I put in there" - she thought.

...And she kept on walking...


1. Que tempos estes... Não anda o burro atrás da cenoura, põe-se esta atrás da vaca
(Coisas da"Santal", provavelmente)
2. E esta parece amuuuuuada :-)

3. Teatro D. Maria
4. Bebedouro para pássaros (contra-luz)

Hell, I'm exhausted!
And again, the very same thursday thing:
I'd say I could much use a "House" in the country!
(Oh me, oh my...)

Vacas (R. Augusta): 1) "CowDiwéo", Lyberdade; 2) "Vaca Portuguesa" - Flora)

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quinta-feira, maio 25, 2006

Um mês

O Camuflagens completa hoje
o seu primeiro mês de existência!!!

- Ora então, muitos parabéns!
- Obrigada, não era preciso ;-)

Saio de casa, apanho o comboio para Sete Rios... Distraída, vou parar a Entrecampos. Apanhar o metro para o Cais do Sodré e logo o autocarro para Santa Apolónia era uma hipótese, em vez dos habituais metro para os Restauradores e daí o autocarro. Mas contava reflectir e fruir do sol, calcorreando a pé este último percurso, e assim me decidi. Porém, distraída, apanhei a linha na direcção contrária, e lá tive que sair e trocar. Saio finalmente para a superfície, mas, distraída, dou por mim dentro da camioneta. Lá se foi o passeio pedestre! Por fim, distraída, deixo passar a paragem onde deveria sair e acabo por descer mais à frente. E a dúvida instalou-se-me: estará na altura de iniciar a medicação para a artereosclerose?

("Máquina de Fazer Leite" - MecenatoNet-AMI, Rua Augusta)

- O que é que tu queres? Nunca viste? Vai fotografar outra, pá!

De regresso (e o salto sobre os entretantos não é inocente), a capital fervilha de gente, ruído e cor... E um calor que faz suar as estoupinhas (alguém me sabe dizer o que são estoupinhas?).
Por entre a confusão de turistas, deambulam desvalidos e alguns profissionais do gamanço, para além dos simplesmente parvos (ó condutor do autocarro da Carris de matrícula 9259ZM, que passou pela Rua do Ouro pl'as 19 horas: o que o senhor disse ultrapassou os limites do foleiro!).
Escuto, de passagem [ler com sotaque, s.f.f] : - "Eu tambêm ténho uma vaquinha iguau a essa lá êm casa... Vou dá ela pró lêlão".
Eta, brasuca atrevido, nénão cara?

("A Vaca que Ri" - A Vaca que Ri, Rua Augusta)

- Olha lá, heim?... Tô dji olho em ocê!

Mas por falar no bom povo de terras de Vera Cruz, tenho a dizer que, na correspondência do metro do Jardim Zoológico com a estação de caminhos de ferro de Sete Rios, acabei às falas com um casal muito simpático que vendia - imaginem! - bouquets de rosas artesanais em plástico cristalizado.

Pois é... Nunca tal havia visto; mas a verdade é que gostei muito do que vi.
Sobre o negócio, apenas se confirmou o que já se sabe : o pessoal passa a correr, a bolsa tá rota, a altura do mês não aproveita a ninguém. Para piorar, não se prevêm ocasiões festivas para breve, sendo que a esperança reside agora na participação desta parelha de artífices na FIA - Feira Internacional do Artesanato que, para quem não sabe, decorre anualmente na FIL - é já em Junho, está quase! - e vale a pena visitar (para os menos adeptos, há sempre as boas paparocas, e eu recomendo vivamente o restaurante Açoreano).
Quando lá forem, não deixem, pois, de atentar nestes arranjos florais, que existem em quatro cores translúcidas: rosa, amarelo, azul e verde, cada qual com o seu aroma. Belíssimo trabalho criativo, que resulta em peças decorativas estéticas, originais e duradouras.
E uma boa ideia para presentear a mãe, a avó, a filha, a neta, a irmã, a amiga, a esposa, a namorada ou a outra, sem esquecer aquele amigo cuja sensiblidade é capaz de apreciar a peça e o gesto.

Para encomendas de rosas perfumadas e de madeira,
o contacto da D. Leid Mar (bonito nome!) é o 968663275.

Et, voilá, c'est tout! Pois sim, que até houve o que não escrevo, mas isso é um direito que me assiste. Acima de tudo, e seja lá isto o que for, "não há espiga" :-)

(Menino de Leste tenta vender os últimos raminhos alusivos ao Dia da Espiga,
na estação de comboios da Amadora)

Caminho para casa num contra-luz que cega.
E, olhando para dentro, ocorre-me que venho andando contra, sim.
Contra algo que não sei, mas sempre, sempre contra... Sempre contra.

Ou é isso, ou hoje estou do contra!

Doctor, doctor (House), give me the new
It's gotta be sometinhg I can do!

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quinta-feira, maio 18, 2006

Promenade

I just love to do the walk... Of live!
1. E não resisti a mais uma bovina, já que esta veste a nossa bandeira e até vem aí o Mundial, e tal. Será este o gesto máximo de patriotismo que consigo conceder-me, quer-me bem parecer. E não volto à manada nem que a Vaca Tuga! :-)

("Portucow" - SIC, Rossio)

Já agora, e para esgotar o tema, parece que andam a faná-las no Campo Pequeno, eheheheh. Ai Portugal, Portugal!...

2. De volta o mercantilismo arcaico da troca directa: tirei-lhe uma foto, dei-lhe umas moedas; ele deu-me um chupa e eu dei-lhe um bacalhau.

É a sério... Este nórdico palhacinho-estátua deu-me mesmo um chupa (na nossa infância era "chupa-chupa", mas os imperativos da aceleração do tempo parecem ter simplificado a expressão). Ainda me ocorreu que tivesse algum estupefaciente misturado - e bem que eu estava a precisar de umas inspirações extra para a minha monografia! - mas era apenas glicose e aroma de limão :-(

A quem possa interessar, informo que um chupa-chups pode durar da R. Augusta até Stª Apolónia... Obviamente dependendo do passo e... da voracidade (no way!; I shell not let may blog to "descambate" ;-)

3. Arrival at Tabaco's Garden (que jardim não é), e desta vez não foi o imenso horizonte fluvial que me captou a atenção, mas - e como resistir à interpretação psicanalítica? - uma imagem de ruína e abandono (e vandalismo).

E sim, fui à aula de seminário. Roubando a um agradável (re)encontro (de ideias, de ideias!), mas fui.

O dia começara cedo: mais uma voltinha, mais uma viagem nesta labuta pedagógica, lançando mão a um novo grupo, ainda inocente ;-)

Dam, I'm tired!

[Luckly today's my dearest Dr. House day!]

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quinta-feira, maio 11, 2006

O Infinito...

... Fica para lá das amarras.

(APC, Cais do Jardim do Tabaco, 11/05/2006, 14:30)

Dói esta corda vibrante
A corda que o barco prende
à fria argola do cais
Se uma onda que a levante
vem logo outra que a distende
Não tem descanso jamais.

(António Gedeão - Vidro Côncavo, 2ªestrofe)

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sábado, abril 29, 2006

Regresso ao ISPA (após longa ausência)

… E na esplanada do Jardim do Tabaco o dia vibrava de azul.

(27/04/2006)

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