quarta-feira, junho 21, 2006

Caminhar

Anda, vamos caminhar...
Seguindo o vento
Esquecendo o tempo.

Depois de te encontrar,
Partir é chegar
A cada momento.

(APC; fotos avulsas na net)

11 Comments:

Anonymous Nes said...

E que, apenas as vidas dos que caminham até onde os séculos se contam como segundos, envelheçam...

junho 21, 2006 8:28 da tarde  
Anonymous Nes said...

E que apenas os que caminham para onde os séculos se contam como segundos, envelheçam...

junho 21, 2006 8:51 da tarde  
Blogger joão marinheiro said...

Olá, existe uma primeira vez para tudo na vida, até para a morte né... Ainda bem que gostaste do texto que postei, eu acho-o belo por isso lá está
abraço com mar ao fundo

junho 22, 2006 1:47 da tarde  
Anonymous polistes said...

Mulher,
Considerando os ditos e as fotos, sugiro-te que:

Num belo dia de Outono próximo,
Levantas-te bem cedo e bem descansada, pela manhã.
Encaixas no estômago um copo de leite e uma bolacha,
tomas o trem que já não é lento nem fumarento
e segues de olhos bem fechados até à Portela,
como quem quer esquecer a agora feia e desfigurada paisagem da velha via.
Apeias-te no cais da última estação.
Sem olhares para trás, segues pelo caminho sinuoso
que vai dar à vila velha de Sintra e,
no largo principal,
tomas um bom pequeno-almoço, que acabas com um café.
De forças revigoradas,
armada do teu telemóvel fotográfico e de um lanche no saco,
calcorreias dia sem fim e sem tempo
as velhas e estreitas estradas das faldas da Serra,
ladeadas de belos e altos muros de pedra velha,
cobertos por musgos e trepadeiras multicolores,
e encimadas por árvores amareladas ou, com sorte, tintas,
que se despem para adormecer no frio Inverno.
Para quem tanto gosta de se passear,
certamente virás aconchegada por aquilo que encontraste e guardaste,
nas tuas fotos avulsas.

junho 23, 2006 5:02 da tarde  
Blogger APC said...

Ai, Sintra, Sintra!!!... (post Segredo, 22 Maio). Qual Byron, me perco nela, se nela estou ou se apenas espero o momento próximo.
E fizeste-me lembrar mais: o barulho do silêncio de uma Chãs d'Égua (Piódão) acima dos pássaros; o percurso matutino de um Douro de margens verdejantes e o regresso tardio num combóio de outros tempos, que desaparece e reaparece por entre e de entre a pedra...
Que pedra! ;-)

junho 23, 2006 6:29 da tarde  
Blogger footprints said...

Por caminhos, vejo que finalmente o teu blog está no bom caminho. Cheio de visitantes.
Só posso concluir uma coisa: foi a mudança da tua foto de apresentação :D

Beijo

junho 23, 2006 7:06 da tarde  
Blogger APC said...

Tu és é muita doido, miúdo :-!
Quantas vezes precisarei dizer-te (com que gestos, com que variações de voz?...) que o bom caminho para algumas pessoas nada tem que ver com popularidade???
Sou ('tou?) selectiva e preservadora; não imediatista e quantificadora.
Irra, chiça, bolas!...
Safa, livra, fogo!...
(...!...)
E se ao fim de dois meses achei que poderia abrir, lentamente, as comportas a outros que não os mais próximos, isso foi um processo natural, logo um "bom caminho" progressivo, porque caminhar é isso mesmo; já chegar é o fim.
Raios! (U make me curse, god dam it!)... Pára lá com isso, que não sei se te agradeça, se te morda!
;-)

junho 24, 2006 2:05 da tarde  
Blogger APC said...

Adenda: apesar de tudo, é "caminhar" [pela vida fora] o título do poema, e não "passear" [por alguns sítios]. A diferença de sentido dispensará explicações.

junho 24, 2006 2:05 da tarde  
Blogger Luisa said...

Lindos caminhos e lindos versos!

junho 25, 2006 4:19 da tarde  
Anonymous polistes said...

Silogismo a propósito da Adenda acima:

"Caminhar" diferente de "passear"
"Passear" diferente de "se passear"
Logo, "Caminhar" diferente de "se passear"?

junho 26, 2006 4:03 da tarde  
Blogger APC said...

Meu caro,
Se atendermos à coerência silogística, é evidente que A e C podem ser diferentes de B e iguais entre si (ou diferentes, também), o que permitiria que "caminhar" e "passear-se" fossem, ou não, sinónimos, mas se excluísse o "passear", o que, do ponto de vista semântico, não está correcto (e do ponto de vista morfológico, os elementos são todos diferentes).
Ou seja, o exercício foi lúdico (tê-lo-ia sido mais com os operadores "todos" e "alguns", claro), porém alheio ao foco, para não falar no facto de que as premissas foram tiradas a saca-rolhas e são dubias ;-)
But now, the million dolar quest: é mesmo por aí que queremos ir, ou mantemos a parada no registo das emoções (os meus "caminhos" são desses) imune a quaisquer lógicas aristotélicas?
Em preferindo a 1ª das hipóteses, ainda assim te digo que:
Caminhar ou passear(-se) pela vida, é diferente a caminhar ou passear-se pela rua, por exemplo.
Mas isso eu já tinha dito.
E tu também já sabias.

E estiveste bem; eu é que tou de birra! ;-)

junho 26, 2006 8:31 da tarde  

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