terça-feira, maio 09, 2006

Naquele dia

Frio...
O frio que sentia
Naquele dia

E permanecia
Ao relento
Naquele momento
E via o inverno
Que viria
Naquele dia

Por dentro...
A errante lentidão
Condição de um mundo lento
Que o era... Naquele momento

Frio...
O frio que gelava o vento
Naquele momento

E o meu intento,
O de ficar fria
Naquele dia
E buscar o pensamento
Que fugia com o vento
Naquele momento

Por dentro...
A divagação, a vadiagem
Imagem desta vadia
Que o era... Naquele dia









(APC, "Frio" - Janeiro 1989)

2 Comments:

Blogger SILÊNCIO CULPADO said...

Simplesmente encantador este poema que transborda de singeleza,de amor e de generosidade. O "Camuflagens" é um recreio para os espíritos que procuram a contemplação, o silêncio e a ternura das coisas.
Nunca páres.

agosto 20, 2007 3:32 da tarde  
Blogger jorge esteves said...

Quem lê quem sente
assim o frio,
sente um arrepio,
e fica mais quente.


jorge

janeiro 20, 2015 5:20 da tarde  

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