Naquele dia
Frio...
O frio que sentia
Naquele dia
E permanecia
Ao relento
Naquele momento
E via o inverno
Que viria
Naquele dia
Por dentro...
A errante lentidão
Condição de um mundo lento
Que o era... Naquele momento
Frio...
O frio que gelava o vento
Naquele momento
E o meu intento,
O de ficar fria
Naquele dia
E buscar o pensamento
Que fugia com o vento
Naquele momento
Por dentro...
A divagação, a vadiagem
Imagem desta vadia
Que o era... Naquele dia

O frio que sentia
Naquele dia
E permanecia
Ao relento
Naquele momento
E via o inverno
Que viria
Naquele dia
Por dentro...
A errante lentidão
Condição de um mundo lento
Que o era... Naquele momento
Frio...
O frio que gelava o vento
Naquele momento
E o meu intento,
O de ficar fria
Naquele dia
E buscar o pensamento
Que fugia com o vento
Naquele momento
Por dentro...
A divagação, a vadiagem
Imagem desta vadia
Que o era... Naquele dia

(APC, "Frio" - Janeiro 1989)
.jpg)


2 Comments:
Simplesmente encantador este poema que transborda de singeleza,de amor e de generosidade. O "Camuflagens" é um recreio para os espíritos que procuram a contemplação, o silêncio e a ternura das coisas.
Nunca páres.
Quem lê quem sente
assim o frio,
sente um arrepio,
e fica mais quente.
jorge
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