In Porto (me)
Se uma gaivota viessetrazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
(Alexandre O'Neill, na voz de Amália Rodrigues)
“O que eu queria dizer-te nesta tarde
Nada tem de comum com as gaivotas”
(Sophia de Mello Breyner Andresen - No Tempo Dividido, Tarde, 1954)
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Fotos: 1 - Ribeira, 09/04/2007; 2 e 3 - Foz, 16/04/2007; 4 a 8 - Jardins do Palácio de Cristal, 11/04/2007; 9 a 11 - Foz, 10/04/2007.
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24 Comments:
Estranhamente, estás a fazer-me gostar do Porto, coisa que não faz muito sentido (piada mal conseguida ao "Porto sentido", do Carlos Tê) depois de tantos anos de sentimento inverso.
Seja como for - e "semi-parafraseando-te" -, quando "apresentado" por ti, passei a gostar do "Porto (tu"
Beijo
PS - Reli e está muito mal escrevinhado - mas que se lixe, biba o Puerto!
Gostei das fotografias e ainda mais da ideia que possas ter regressado a "postar" :) E não resisto a comentar as datas: tu estás avançada porque hoje é Domingo dia 13 e o Cuotidiano está atrasado porque no seu comentário aparece Maio 8. Ou então pode ser magia e também o meu comentário poderá aparecer avançado ou recuado no tempo...
Que lindas palavras.
isso esmorece meu coração.
Lindo. As imagens, perfeitas.
:)
beijos
a ultima do lado esquerdo...
alimentava algo que eu fazia muito com o meu pai
nao teria mais de 10 anos
um delicio banho quente salgado
logo a seguir uma das belas pastelarias do porto
nao teria eu mais de 10
na verdade eu nao sou de lordelo
sou de cedofeita.
É tudo lindo, P, mas estou tão triste, falta-me um olhar. Bj
Olá APC!
Apresentas um trio de escelência: Amália, O'Neill e Sophia
Muito bem.
(Tenho ums reservas, assim pequenas, relativamente ao fado, mas não relativamente à poesia. Gostava de ouvir Amália, aquela maneira inigualávele de cantar.)
AS fotografias estão excelentes.
Bjs
EXCELÊNCIA
Claro que é assim que deve ser escrita a palavra.
Bjs para ti APC
Amiga-poema,
Da próxima, vou ao Porto. Vamos?
Beijocas
Já tive o prazer de andar e conhecer esas "paragens" e adorei.
Bjs Zita
Claro que(me)im_porto...
Im_portas(-te)?
Abriste-me ao (bom)Porto...
Beijo.
... conheço muito bem o Porto que visito com regularidade. É uma cidade que pouco a pouco se vai libertando de algum cinzentismo cromático e não me admira muito que um dia destes dispute com Lisboa, a cor ideal para fotografar. Havendo um rio à mão de semear (e uma gaivota) tudo é possível...
No Porto mais moderno, uma visita a Serralves, alimenta por uns tempos o ego lusitano...
E porque contemplar estas imagens, saboreando a poesia que as acompanha me enche a alma por instantes, não me canso de cá vir...
Na esperança por certo de os somar e transbordar.
Beso
O Porto tão perto...Abracinho moça.
és capaz de criar o mundo conforme o meu olhar.
Ela tá rino dimi...
Tome lá
numa associação livre, por automatismo
http://www.esnips.com/doc/85b5bc57-e810-4fc8-a6b4-84afc825356e/Amalia-Rodrigues---Fado-Portugues
versos de José Régio
voz de Amália
Cuote: Estranhamente, tudo depende de como se nos apresenta (that's just me guessing!). ;-)
Redonda: Bom... Como explicar-te isto? É que eu e o Cuotidiano, sabes?... A gente costuma correr um atrás do outro mas em tempo invertido: eu escrevo antes, ele comenta antes do antes, depois eu tento alcançá-lo ainda lá mais para trás, e assim sucessivamente, em busca do reino do "Oditrevni Opmet". E passamos a noite nisto, como calcularás. Coisa de crianças, não ligues! E não contes a ninguém! Muito menos aos nossos pais!
;-)
Alf: Bom que cê gostou! :-) Um grande abraço!
Art: Olha lá, que boa memória, essa! :-) Como eu gostava de ter experimentado... Mas não fui tão cedo_feita! ;-)
Bettips: Um abraço especial, num sétimo dia que tu entendes.
JPD: Gosto de Amália desde menina. Na infância sentia-me única, porque não encontrava quem gostasse, nem em casa nem no grupo de amigos. E a verdade é que escutei mesmo esse fado ali na Ribeira, enquanto bebia uma imperial ao fim da tarde, n'O Muro, onde a gaivota poisou. Registei-o num livro de visitas onde deixo sempre algumas palavras.
Letícia: Vamu nessa, garota! Mais uma voltinha, mais uma viagem. Crianças não andam mas também não pagam!... :-)
Zita: A primeira vez tem um sabor; o(s) regresso(s), outro! :-)
Daniel: Naquele dia importava-me, sim; num duplo sentido.
Legível: O segundo dia na Foz começou por uma passagem pelo Museu Casa de Serralves. Infelizmente, era segunda-feira e estava fechado. Por isso, fui dali a ver o mar! 'Para a próxima! :-)
Nes: Poesia de quem lê!... :-)
João: Mas tão de passagem. Abracinho, moço.
Alexandre: Bonitas palavras, que agradeço.
Maria: Eheheheh :-)))
Pois claro que gostei muito destas fotografias!...
Abraço!
Excelentes fotos
Os meus parabéns
Gostei muito desta tua cascata de fotos. Conheço muito bem o Porto e quem não gosta desta cidade não tem plastiCIDADE no olhar! É uma aguarela viva...
Abraço,
FM
P. S. Obrigado pela porta e pelas tuas palavras no meu «Labirinto de Olhares». As fotos que tiro são vossas. Já agora: como é que fizeste esta cascata de fotos? Onde é que temos de ir para podermos carregar nas fotos e aumentar? Obrigado pela atenção!
Vim ver "o olho" redondo da gaivota e rever as tuas imagens, dum olhar belo sobre a cidade. Tantas coisas que quereríamos guardar, com o encanto de ver pela primeira vez! Bjinhos
Linda a “tua” gaivota.
Tem qualquer coisa de especial, as gaivotas, não têm?
Esta está acompanhada dessa grande voz e grande mulher, a nossa sempre viva Amália, desse grande homem e senhor das palavras Alexandre O'Neill, e ainda dessa outra grande mulher e grande poetisa a nossa muito querida Sophia de Mello Breyner Andresen.
Obrigada por me teres indicado mais este caminho.
Indicaste-me já tantos caminhos e nem sabes isso.
Obrigada por toda a beleza aqui e por toda a beleza que adivinho em ti.
Um enorme abraço
Isabel
I have been a loyal reader for sometime now, this will probably be my first comment. I thought it was eventually time. Thanks
Porreiro, pá! Um anónimo que decidiu atentar contra a minha inteligência. E logo numa edição que me é tão querida e especial! Quão justo poderá isto ser? Um anónimo especialíssimo, que não tem Português suficiente para escrever três palavras, mas que lê o que escrevo na minha linguagem hermética, quando não mesmo cifrada. Especialíssimo anónimo, esse! Fixe!
Tks a lot, loyal reader... U R sth!
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