sábado, junho 30, 2007

Maravilhas & Silêncios...

Ora, estava eu muito sem jeitos de escrever coisa alguma, deambulando por um blog cuja leitura sempre me acrescenta algo de bom acompanhado de um sorriso, quando descubro que o seu Legível autor me havia arrolado na sua lista-maravilha (vd. regulamento).
- O meu Camuflas?! - pensei para mim mesma, ainda de olhos piscos - ... Esse meu cantinho de onde há tanto não brotam palavras? Como é possível, isso? Só mesmo à conta de uma maravilha qualquer, cujo agradecimento não posso e não quero deixar passar em branco!...
De entre as coisas boas que ficam de se andar por aqui, sem dúvida que estão os momentos em que alguém nos lembra que nos lembra. Vinda de onde vem, é uma maravilha sim, senhor! E assim me vejo a passá-la a outros maravilhosos:

Pirâmides de Gizé
A mais antiga das maravilhas da antiguidade, porém a única que ainda se mantêm!

Jardins Suspensos de Babilónia
Das 7 maravilhas, aquela de que menos se conhece. Um oásis talhado pela mão humana.

Estátua de Zeus, em Olímpia
De marfim e ouro, seus olhos eram feitos de pedras preciosas...

Templo de Artemis, em Éfeso
O maior templo do mundo antigo, em honra de Diana, deusa da caça e protectora dos animais selvagens.

Mausoléu de Halicarnasso
Construído sobre os restos mortais do Rei Mausolo, pelos artistas mais talentosos da época.

Colosso de Rodes
... Empunhava, na sua mão direita, uma tocha que guiava os barcos à noite.

Farol de Alexandria
No seu interior uma chama, que através de espelhos iluminava a grande distância.

A todos, aqui deixo uma maravilha:

(The Sound of Silence, tema com que Simon & Garfunkel alcançariam a fama, em 1965. Produzido em 1964, este é considerado um dos precursores do vídeoclip).

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sábado, maio 19, 2007

É meme isso!

O meu prezadíssimo José Duarte, dos blogs Mel no Frasco e O Suor da Abelha, e bem assim o Jorge Rebelo, do Madrigal, encomendaram-me um "meme" (se assim posso fazer o predicado). A quem não souber do que se trata, é fazer como eu fiz, e ir ver, porque parece que isto se quer curto. Inspirou-me a escolha um comentário que deixei, esta semana, numa foto subordinada ao tema Solidão:

"Estou condenado a ser livre"
(Jean-Paul Sartre, O Ser e o Nada, 1943)

É isto, a náusea*. Este sentir crónico da contingência de tudo. De que temos existência antes da essência. Ser sem razão de ser. Existimos, tão só. Irremediavelmente livres de ser o que formos. Responsáveis pelas nossas escolhas e consequências. A sós na nossa angústia de existir.
Qual Roquentin, observo as minhas mãos, e o que vejo?
Vejo que existem. Nestas mãos eu existo.
Eu, e(m) tantas formas de (me) ser.

Uma Mão Cheia de Nada e Outra de Coisa Nenhuma!... Contudo, nelas está o meu destino.
Nas minhas mãos, o que sou!
Eis-me, moi même!______________________E eis mom meme!

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* A Naúsea (1938), primeiro romance de Sartre, escrito em 1931, de seu título original "Melancolia".

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terça-feira, maio 01, 2007

Feeling Blogger Awards


Bom... Isto já todos sabem o que é, n'é? Por isso: obrigada à Maria (d'O Cheiro da Ilha) por ter dispensado este mimo a um blog que nem mais o vem sendo, bem como à Letícia (do Som & Tom), sempre presente (apesar dela ter atribuído a honra a um outro trilho ou recanto, espécie de camuflagem do Camuflagens, e por isso mais camuflado). A ela também um agradecimento especial pela melodia que me dedica na sua voz [ei!, aquela foto lá, tirámos juntas, num foi?;-)))].

Os blogues que me fazem Pensar? Ena pá, deixa cá ver... Juro que tou de mal com as escolhas, mas enfim... Aqui vai uma mancheia deles:

Nuno Júdice - porque há dias em que só aquele homem tem algo para me dizer (mas, se lá forem, vão de mansinho, como quem entra num templo, apreciando devagar...);

Cuotidiano - porque sim, e também pelos capítulos que não estão publicados, e ainda porque fez um aninho aquando do meu (isto, claro, se uma homenagem pública não estragar as outras...);

Palavra Puxa Palavra, da Manuela - e o seu magnífico "Fotodicionário", no qual tenho o privilégio de participar com um carinho especial... Pela partilha: de olhares, de cores (e as "cores de Abril" foram lindas!), de palavras, da gente!;

O Sítio do Poema, de Licínia Quitério - mais do que por esse blogue, mais do que pelo facto de ele ter completado um ano no mês que agora prescreve, mais do que pelo seu poema de hoje...;

Papel de Fantasia, do Legível - É que este rapaz é mesmo jeitoso, prontxxx! E porque:

"O homem é um deus quando sonha e um mendigo quando pensa".
(Friedrich Hölderlin)
"Aqueles que sonham acordados têm consciência de mil coisas que escapam aos que apenas sonham adormecidos".
(Edgar Allan Poe)

PS - Desculpem-me a batotice... Acabei a escolher blogues que me fazem Sentir! Mas lá diz o povo que "quem não sente não é filho de boa gente".

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segunda-feira, novembro 20, 2006

Manias



Inaugurada a contagem decrescente, durante a qual não prevejo acrescentar muito mais do que de camuflado venho guardando, reparo que fui “rasteirada”. Assim, cumprindo com o papel que me cabe enquanto elo de uma corrente que me chega de um diabinho de cueiros de nome Francis, dono de uma Churrasqueira especializada em actualidades assadas na brasa comentarista, e da minha mui querida Lu do Pipocas e Carochas e do Arteminorca (ali há gato, ali há arte!), é com muito gosto que aceito responder ao desafio de ambos, pois não se recusam convites simpáticos como estes.
Trata-se, então, de um repto interactivo, ao género daqueloutro, o das Etiquetas (que consistia em listar algumas características peculiares), mas, desta feita, enumerando 5 MANIAS [e depois de escrever este rol, notei como umas e outras se assemelham], o que para mim é sinceramente difícil, porque me considero uma pessoa com muito poucas. Mais depressa aborreceria os demais com a falta de manias do que com elas, creio (é mais live and let live!). Mas vou tentar:

1. Da língua
[não Francis, não é o que a primeira leitura aparenta]:

Amigos, colegas, conhecidos, familiares, formandos e desprevenidos são as minhas vítimas, em se tratando da expressão oral ou escrita. Um "á"(!), um "vou-vos", um "há-des", acentos em advérbios de modo terminados em “mente”, palavras esdrúxulas por acentuar ou deficiente pontuação, coloca-os mesmo a jeito como receptores da [mais elegante que eu consiga] rectificação. Isto, claro, apenas a quem costume escrever benzoca e seja capaz de acatar a observação com naturalidade, que emendar quem não tem [quer] emenda é tempo perdido (está bom de ver que também aprecio que dêem pelas minhas gralhas antes que se difundam). Já os “percebestes”, “prontos”, “a gente fomos”, “farei-lhe”, “fáçamos”, e outros da família, fazem-me por demais infeliz e abandono a missão, revoltando-me com os próprios, com as escolas, com as famílias, com o país e ainda acaba por sobrar para mim, não sei muito bem como. É uma mania, claro!... Como se os problemas de comunicação entre os seres humanos tivessem alguma coisa que ver com isto!...
Discurso escorreito, prolífero, fluente, com um adequado recurso à estilística e um agradável cunho pessoal, deixam-me bem disposta, seja lá a forma como me apareça ou o conteúdo que veicule.

2. Dos contextos:

Associo amiúde determinados locais e circunstâncias às pessoas com quem me agradou partilhá-los, e assim os aconchego na memória, gostando de os repetir: o café com natas com a Sandra no Saldanha, as imperiais nas tardes solarengas da esplanada frente ao rio, o chá com a minha querida Cila no CCB, as refeições inventadas à pressão, com a minha irmã Ester (pois-pois, tenho a mania de não seguir receitas!), os filmes com scones e champanhe com meu mui especial Rui, em Santarém… Coisas cuja repetição não são rotina (pelo contrário), mas uma espécie de culto!
Eu não ligo a castanhas, mas uma vez terá que ser, para que seja Outono. Eu abomino sardinhas, mas sabem-me magnificamente nos Santos Populares. Sei que voltaria a comer formiga-de-asa no eirado à beira-mato, se regressasse hoje à minha terra. E alguém teria que me meter dentro de uma camisa de forças (já bem ocupada, de preferência) para me impedir de provar qualquer iguaria que um determinado povo acolhedor me oferecesse, por mais duvidosa que essa fosse (olha, apanhei-me!: sou é uma experimentalista!... Entro em tudo o que é buraco, mexo em tudo o que é animal (irracional!)... Que mania, pá!).

3. Da escrita:

Escrever, escrever, escrever… Cartas, artigos, poemas, impressões, ideias vagas, momentos, projectos, sinopses… Em cadernos, folhas brancas, guardanapos de papel, rascunhos de sms, bilhetes, post-it, jornais, nos livros que leio... E os lembretes, a lápis, no tampo da secretária!… Escrever!!! [Ah, e entretanto, a mania de deixar tudo por aí, em qualquer lado, acabando perdido, pois é!].
É mais do que gostar de escrever. Eu gosto de viajar, de ler, de dançar, de gastronomia de fusão, de línguas estrangeiras, da evolução do pensamento e do comportamento do Homem, de me inteirar do progresso da medicina, de rir, de privar com pessoas interessantes… Mas escrever é mais que isso: é uma tentação, uma necessidade… Uma forte mania!

4. Das refeições:

Há muito que perdi a noção de como se faz para cumprir com essa coisa de pequeno-almoço, almoço, lanche, jantar e ceia. Na verdade, comer é quase sempre o último afazer da lista (qual lista?, e porque não me ocorre escrever uma lista? Ah, sim, claro: porque acabaria por perdê-la!...), e não raras vezes acaba esquecido. Daí que seja habitual perguntarem-me: - "Comeste alguma coisa?" ou "o que é que já comeste?" (com tanta coisa que gostaria que me perguntassem!...), ao que a resposta poderá ser: - "Não deu tempo; não tinha fome; como depois", ou "xi!, esqueci-me de todo!". É claro que o alarme do organismo acabará por chegar inoportunamente, e as mais das vezes afino com a interrupção: - "O que é que foi, agora, hem?... Até parece que ainda não comeste hoje!...”. E depois dou a mão à palmatória: - "Pronto, O.K., ainda não comeste hoje. Havemos de tratar disso!".
Esta mania de não comer conta?

5. Das manias:

Não gosto nadica de manias. Ça veut dire, não tenho muita paciência para a maioria das manias dos outros. Principalmente aquelas muito obsessivas e restritivas, de ter que ter aquilo sempre no mesmo lugar, ou que fazer aquela coisa àquela hora ou daquela maneira, e o diabo a sete. Do que gosto mesmo, é da capacidade de corresponder aos apelos do dia-a-dia espontaneamente, de forma flexível, liberta, adaptável à mudança e aceitando a surpresa.
Tenho a mania que as pessoas têm manias a mais para feitos a menos. E – já agora - que não se esforçam lá muito por aquilo que querem; que se findam na sua pobreza de espírito, encostadas às rotinas desmaiadas e amarelecidas, ao queixume cobarde e inepto, à crítica injusta e ignorante, à monocordia dos passos e das palavras, a regras que se lhe não vestem com harmonia, a falsas premissas que nunca questionaram, a uma forma cinza e muito incompleta de ser e de ser para os outros. Tenho essa mania, sim… Apesar de tentar compreender (ou escolhera a área errada) em cada caso o que a isso leva, e o sofrimento de quem consigo convive mal, e a existência de sonhos maiores mas castrados, e a dificuldade em instituir a mudança...
Digamos que até tenho um lado solar tolerante. Mas o meu lado lunar tem a mania! ;-)

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E agora, o Francis vai ter que listar os sonhos mais escaldantes que teve este último ano [brevemente, num blog perto de si: “366 devilish hot dreams”! - Terá este sido um ano comum para o autor? Não perca!]. E à Philú caberá discorrer sobre o Tratado das Paixões p'los Animais, aplicado a todos quantos com ela têm a sorte de viver (por ordem alfabética e de comprimento dos bigodes).

E, chegado o momento de fazer reféns, deixem-me cá pensar... Huummm...

Da última vez desinquietei apenas meninas, pelo que esta será a vez dos rapazes.

Pois os excelsos contemplados com a passagem deste inqualificável testemunho são:

Cuotidiano – Porque o quotidiano ficou diferente! ;-)

Malefícios da Felicidade (do Rui) – porque os adultos também pedem histórias de embalar.

Mel no Frasco (do JPD) – porque o meu blog gostou do dele.

Papel de Fantasia (do Legível) – porque nos lê a fantasia do real! (sei que o teu estilo é bem outro, mas tenho a certeza de que conseguirás encontrar o perfeito ponto de encontro).

Pé-de-meia (do MFC) – porque o seu blog respeita uma ordem incorruptível e adoraria poder merecer que ele abrisse uma excepção.

Faço esta selecção como forma de destacar alguns dos mais agradáveis espaços que descobri tardiamente. Nesse sentido, o Churrascos & Co. do Francis seria, sem qualquer dúvida, um dos meus eleitos (o que aliás se nota, pela frequência com que o chateio!!!). E havia a elencar outros mais, bem entendido.
Aliás, têm mesmo que ser só cinco? Não pode antes ser a meia-dúzia, e sempre fica mais barato? Eu até já tenho o sexto elemento no banco à espera para entrar! Vá láaaa!!!...
Não, não pode? Bom, então lá terei que guardar para mim o nome que se seguiria; 'nada a fazer! ;-)

Et voilá!

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sexta-feira, agosto 18, 2006

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Aviso à navegação:

A Sininho "etiquetou-me" (!?!). Digo já que não doeu nada, e para que me não acusem de falta de etiqueta, vou tentar corresponder ao desafio, apesar de nunca me ter imaginado em semelhante situação. Para isso, elenco 7 afirmações aleatórias sobre mim (porque 7 é um número mágico!) e passo o testemunho a outros 7 camaradas bloguistas. A lista de "acorrentados" (que é mais isso) segue no final. & Here I go:

1. Até ao fim dos meus dias terei que treinar a tolerância. Não tanto em relação à liberdade dos outros, mas à falta de tolerância dos outros para com ela. Sou para-etária, agnóstica e apátrida… Demais para caber em preconceitos, tabus, dogmas e ortodoxias fundamentalistas. Contudo, tenho fé nos valores intrínsecos do ser humano ("you may say I'm a dreamer...").

2. Sou complexa por dentro e simples por fora. Tantas são as “coisas grandes” que me não importam, como as “pequenas coisas” que me dizem muito (embora creia que sejamos todos um pouco assim, uns mais que outros).

3. Gostaria de viver perto do mar, por uns tempos... Onde pudesse escutar o uivo do vento e o latido das gaivotas, andar em frente sem estradas nem paredes, sentir o cheiro a torradas e café pela manhã, perder-me na bruma salgada de um dia frio com a alma quente. E escrever, escrever, escrever…
Meanwhile, seria assídua nas missões da AMI worldwide.

4. Considero a escrita afrodisíaca! A expressividade, lato sensu, em primeira instância – o que se diz, como se diz, o que se não diz, e logo os requintes literários a condizer. Um homem que não saiba dizer, nada me diz.

5. Aborrece-me que insistam no contacto: o telefonema não atendido que se repete várias vezes, o convite lembrado a toda a hora…! Tenho um lado solar extremamente dado, mas a minha lua mora sozinha, e gosta disso. E o momento é tudo! E a pessoa!

6. Envelhecem-me certas rotinas; gosto do que me transforme, transtorne, transborde. Sou intuitiva, sensitiva e impulsiva; não acalento rancores e perdoo tudo quanto que não haja tido má intenção, privilegiando a genuinidade: de actos, palavras, atitudes, vontades…

7. Sou noctívaga. Quando a noite avança, encontro o espaço perfeito entre cognição e emoção, o ponto exacto em que o devaneio oscila entre possíveis que não posso e impossíveis que prescruto. O sono desexiste e desiste; o sonho persiste. E quantas vezes não me esqueci já de dormir!...

And the nominees (only girls today) are:

1. Cláudia - http://nadaeaquiloquepareceser.blogspot.com/ (10 Set.)
2. Luísa e Jo -
http://ecosdotempo.blogs.sapo.pt/
3. Leonor -
http://leonoretta.blogspot.com/ (accomplished 25 Ago.)
4. M. -
http://notasazuis.blogspot.com/
5. Navel -
http://navel.blogspot.com/
6. Nes -
http://dalytria.blog.com/ (accomplished 23 Ago.)
7. Sofia -
http://folhasssoltas.blogspot.com/ (accomplished 7 Set.)

Ça y est! Resta-me pedir desculpa aos que gostaria de ter incluído e não incluí, bem como aos que, eventualmente, não gostariam de ter sido incluídos (porque é uma possibilidade, e aceitam-se trocas;-).

E deixo beijos com fartura, para compensar o tempo durante o qual este blog ficará em banho-maria!

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