Novas Cores
("Vaca Paradisíaca", Cimpor - Cimentos de Portugal, Rossio)
Seria a última aula. A última caminhada obrigatória até ao campo dos saberes que me hospedou durante cinco anos. A última consulta oficial acerca do trabalho que venho desenvolvendo e que há bem pouco me decidi a completar com brilhantismo. As últimas palavras professorais. E, nessas, algum poder de abalar ou reforçar a motivação que se ergueu em mim, decidida a recolorir os cinzentos que antes me abateram. Reforçaram, creio; que a tela que eu levava toscamente pincelada bem merecia o crédito de que necessitam os aprendizes de uma qualquer arte.
(Manjerico num quiosque de venda de flores, Rossio)
No regresso, Alfama assava sardinhas e ensaiava o arraial nocturno a S. Pedro, fechando assim mais uma época de santos populares. De longe chegava música, entrecortada p'lo resto: "When the saints go marching in"...
Sorri-me, aliviada da tensão de tantos dias sem rumo. Inspirei o entardecer inteiro e respondi-me: "I wanna be in that number"!
[Yes, I'm coming Doc!]
Etiquetas: Diários de Quinta


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3 Comments:
É extraordinário como conseguimos pegar num tempo cinzento e pintá-lo de todas as cores! E conseguimos isso quando as coisas nos correm bem. Viva a alegria!!!!
a 1ª fotografia tá muito boa!
- Eu fiz batota, Luísa. "Pintei", para ver se acreditava depois... Shiu!;-)
- Muito obrigada, Mónica :-) Também gostei do contraste das imagens (urbe com e sem cor), pese embora o excessivo brilho.
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