quinta-feira, junho 29, 2006

Novas Cores

Belas cores existem. Sempre existiram. Sempre existirão.
Vai de nós as vermos!

("Vaca Paradisíaca", Cimpor - Cimentos de Portugal, Rossio)

Seria a última aula. A última caminhada obrigatória até ao campo dos saberes que me hospedou durante cinco anos. A última consulta oficial acerca do trabalho que venho desenvolvendo e que há bem pouco me decidi a completar com brilhantismo. As últimas palavras professorais. E, nessas, algum poder de abalar ou reforçar a motivação que se ergueu em mim, decidida a recolorir os cinzentos que antes me abateram. Reforçaram, creio; que a tela que eu levava toscamente pincelada bem merecia o crédito de que necessitam os aprendizes de uma qualquer arte.

(Manjerico num quiosque de venda de flores, Rossio)

No regresso, Alfama assava sardinhas e ensaiava o arraial nocturno a S. Pedro, fechando assim mais uma época de santos populares. De longe chegava música, entrecortada p'lo resto: "When the saints go marching in"...
Sorri-me, aliviada da tensão de tantos dias sem rumo. Inspirei o entardecer inteiro e respondi-me: "I wanna be in that number"!

[Yes, I'm coming Doc!]

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3 Comments:

Blogger Luisa said...

É extraordinário como conseguimos pegar num tempo cinzento e pintá-lo de todas as cores! E conseguimos isso quando as coisas nos correm bem. Viva a alegria!!!!

julho 02, 2006 12:31 da manhã  
Blogger * said...

a 1ª fotografia tá muito boa!

julho 02, 2006 8:42 da manhã  
Blogger APC said...

- Eu fiz batota, Luísa. "Pintei", para ver se acreditava depois... Shiu!;-)

- Muito obrigada, Mónica :-) Também gostei do contraste das imagens (urbe com e sem cor), pese embora o excessivo brilho.

julho 03, 2006 3:53 da manhã  

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