Dia Não
A coisa tá preta!Hoje, por ser quinta-feira, foi também dia de aula de seminário de monografia, pelo que exigentes contas me foram pedidas, e bem menos que suficientes por mim dadas.
Claro que aqui não figura a miríade de bizarros detalhes que compõem esta triste história. É só para dar uma pequena ideia. E para tornar aceitável que eu tenha andado numa ansiedade paranormal, a cada dia que passava, por cada vez mais se aproximar o dia que hoje passou.
Estará, talvez, melhor para quem se empoleire!?Todavia, eis a boa notícia: Passou!!!... O diabo do dia finalmente chegou ao fim!
Fôra na ida como a quem espera a forca, mas eis que para cá tomei o pequeno-almoço, já à hora do lanche, e regressei, calmamente, misturada entre os turistas, fruindo do sol tardio, vagarosa e pensativa, aliviada de uma carga que só voltará depois.
Pairou-me uma moínha na cabeça, daquelas em que apetece um trapo molhado sobre a dita (uma "trapia", portanto). E de tão raro, tão raro, tão raro (o que me anda esta vida a fazer?!), estou certa de tratar-se de um caso para o Dr. House (!).
Olhei para o Martinho da Arcada e apeteceu-me sentar-me.
Consegue-se dali misturar a ilusão de um outro tempo, com um ruído de fundo internacional e mais umas cruas imagens de indigência urbana.
Bebi o primeiro café do dia, fumei o único cigarro, e percebi que fumar nem é tão bom quanto isso.
Ser um bom ser humano deveria chegar para se ser feliz!
Com a saúde do nosso lado, bem entendido. E amigos, claro, sempre; dos bons! Já agora, um pouco de inteligência e cultura, sff. E, se não fosse pedir muito, um quêzinho de bom aspecto, sendo porém certo que a melhor vem de dentro.
O dinheiro, esse jamais deveria contar para coisa alguma!
E, na verdade, para mim não conta. Ou conta hoje tanto quanto contava no tempo em que o tinha a sobejar.
Só que há dias em que o raio do assunto teima em aparecer-nos como sendo importante, e quase disso nos convence. A tal ponto, que nos arriscamos a não reparar em como a vida é mais do que isso!
E nós não queremos esse tipo de distracção!
De resto, manhã é um novo dia, e não há um dia igual ao outro.
Digo eu, que já vou percebendo destas coisas...
Vacas (Rossio): 1) "Perigo Vaca" - Smart; 2) "Vaquinha Piu-piu" - Campo Aves)
Etiquetas: Diários de Quinta
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8 Comments:
A centopeia era feliz, muito feliz, até ao dia em que um sapo brincalhão lhe perguntou: "Diz-me cá, peço-te, por que ordem moves as tuas patas?" Isto preocupou-a tanto e tanto que deixou de saber como andar e acabou por ficar imobilizada no seu buraco...
Moral da histótia: Há coisas que não são importantes. É mais fácil viver relativizando os pormenores.
E o menino era infeliz, muito infeliz porque não tinha sapatos, até ao dia em que encontrou um outro menino, que não tinha pés ;-)
Moral da história: podia ser pior!
Logo hoje...virei por cá navegando nas tuas reflecções em viagem, e, se "amores morrem" outros renascem...Não existem amores perfeitos, só flores frágeis...
Abraço com mar em fundo e praia sem gentes...
"Uma vontade enérgica é a alma de todos os caracteres. Onde ela existe há vida; onde não existe, há apenas fraqueza, impotência e desalento" (Samuel Smiles).
Amiga, tu tens essa vontade enérgica e sei que vais conseguir ultrapassar essas situações que te entristecem.
Quero-te muito FELIZ, tu mereces!!!
Gostei do blog..jinhos
Jaci
:)
Olá!
Depois da monografia que venha o resto!
Como se diz sempre:
"prá frente é que é o caminho"
Portanto, a tua opção terá de ser a de seguir em frente.
(digo eu...eh eh)
Obrigado pelo magnífico comentário que fizeste ao meu texto sobre o S. João.
Beijinhos
Na verdade, António, quis seguir em frente indo lá atrás (são coisas!). E talvez seja hora de inverter a marcha, se me esgotei nos actos e me paralizei na espera. É que, esgotado e paralizado, não se segue para parte alguma.
Obrigada sou eu :-)
A tua própria Place de l'Étoile, percebi. :-)
Felizmente, pelo que li mais acima, quer-me parecer que a coisa se equilibrou. O que me alegra. :-)
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