Kairos (III)
"O objectivo da vida é o desenvolvimento próprio, a total percepção da própria natureza, é para isso que cada um de nós vem ao mundo. Hoje em dia as pessoas têm medo de si próprias. Esqueceram o maior de todos os deveres, o dever para consigo mesmas. É verdade que são caridosas. Alimentam os esfomeados e vestem os pobres. Mas as suas almas morrem de fome e estão nuas. A coragem desapareceu da nossa raça e se calhar nunca a tivemos realmente. (…)
O indivíduo deixa de pensar com os seus próprios pensamentos ou de arder com as suas próprias paixões. As suas virtudes não lhe são naturais. Os seus pecados, se é que existe tal coisa, são tomados de empréstimo. Torna-se um eco de uma música alheia, o actor de um papel que não foi escrito para ele. (...)
E todavia (…) – acredito que se um homem vivesse a sua vida plenamente, desse forma a cada sentimento, expressão a cada pensamento, realidade a cada sonho, acredito que o mundo beneficiaria de um novo impulso de energia tão intenso que esqueceríamos todas as doenças da época medieval e regressaríamos ao ideal helénico (…).
A mutilação do selvagem sobrevive tragicamente na autonegação que nos corrompe a vida. Somos castigados pelas nossas renúncias. Cada impulso que tentamos estrangular germina no cérebro e envenena-nos. (…)
Degeneramos em grotescos fantoches, atormentados pela memória das paixões que tivemos tanto medo de perseguir, e das aberrantes tentações a que não tivemos coragem de ceder. Juventude! Juventude! Nada mais há no mundo além de juventude!"
(In O Diário de Dorian Gray - Oscar Wilde, cap. II)
… E a juventude, é a capacidade de impedir a morte em vida.
(In O Diário de Dorian Gray - Oscar Wilde, cap. II)
… E a juventude, é a capacidade de impedir a morte em vida.
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35 Comments:
Minha linda,
Como sabes adorei o livro, tem passagens de génio consciente e a mensagem final é transparente, realista e conduz à reflexão.
E a luta entre os sinais da pele e a frescura da vida, é absolutamente desnecessária. É um duelo perdido. Ganha a vida se a soubermos viver em harmonia, conjugando juventude e rugas no melhor dos charmes.
E se esta juventude significar imaturidade, que fiquem apenas os sinais do tempo e a sabedoria que ele nos traz.
Beso
Acredito mais na juventude do espírito que é o que conta quando a juventude da carne se esvai e a beleza já começa a se decompor.
Pobre Dorian!
Olá APC:
Um texto retirado de um romance que li aos 20 anos, de uma actualidade espantosa e que me aguçou o desejo de o reler.
Beijo
Olá!
Depois de ler a correr (para não perder a juventude...eh eh) os três Kairos, concluo que estás muito meditativa.
Mas isso é o normal, não é?
Beijinhos
Nes: ganha a Vida, se tivermos sede dela! :-*
Letxi: a beleza esvai-se ou transforma-se?...
Papoila: não à toa, ele é considerado um dos melhores escritores do mundo... É perfeito!
António: é, meu querido; é o normal, sim! :-)
PS - Pois, pois... Se calha alguém ler as tuas novelas à pressa, é ver-te para aí todo enxofradito, amuadito, arrufadito e... Tenho dito! :-)
Acho que era o Fernando Pessoa que dizia qualquer coisa como “morrer é apenas não sermos vistos, é como uma curva na estrada”. De facto, não vivemos tempo suficiente para dividir a nossa vida em “escalões”, devemos apenas encará-la como um todo, esquecendo idades. Curiosamente, o próprio “Dorian Gray” – que ia envelhecendo, intelectual e espiritualmente, fisicamente é que não – se calhar queria o mesmo que as pessoas querem, ou seja, manter o físico nos 20, a inteligência nos 30, a experiência nos 40, o conhecimento nos 50, a sapiência nos 60,... Mas, já que não dá, o único truque (acho eu...) é estarmos bem connosco próprios em qualquer idade que tenhamos, aproveitá-la ao máximo e esperar que, quando chegar a nossa hora, já estejamos tão fartos e cansados disto tudo que digamos calmamente: “ok, ‘bora lá, já estava a precisar de uma mudança de ares”
Amigapoema,
Sim, sim, a beleza se transforma. Cada idade tem a sua beleza.
Beijão.
É verdade sim k as nossas almas estão nuas, morrem n só de fome mas tb de afecto. Vive se hoje a pensar nos outros e nunca a pensar em si próprio (salvo raríssimas excepções). Se a vida fosse vivida na sua plenitude o mundo seria difrente,o homem seria completamente racional, seguiriamos o impulso k tantas vezes é retraído, para dar lugar ao "politicamente correcto". E a nossa juventude poderá seguir nos até à nossa partida, para isso basta querer.
Sininho: só que o homem completamente racional não é de seguir impulsos!... Mas que se dane, parabéns pela nova imagem! :-)
Ei, Cuote: "Dorian Gray" não lembra, assim de repente, Grisalhos Dourados? Lolololol ;-)))
Como é complicada a simplicidade...
não concordo nada com Oscar Wilde
a juventude é tempestuosa onde normalmente existe a experimentação e não a calma necessária à reflexão. Quando não se morre na juventude por coisas tão parvas como acidentes de automóveis, motas.
Se cada um de nós se nega, bom, é-se tolo. Acima de tudo tento não o fazer.
Aliás, prova-o usando o meu nomenum blog. Nem isso nego. O nome associado ao que digo.
Mas acredito que Wilde escrevesse desse modo (ele não negou, pelo contrário, assumiu-se como homosexual perante uma sociedade hipócrita e que acabou por condená-lo) para chamar simplesmente a atenção de quem o lesse.
Boa tarde
Olá boa tarde!
Ainda não a li estive a ler a sininho e vi ke me tinha deixado um colinho xeio de beijinhos, vim agradecer-lhos e prometo voltar.
Olá Teresa!
Antes de tudo, sabemos que as palavras que evoquei saem da boca de apenas uma das personagens da história em referência. No caso em apreço, trata-se do Lord Henry, que, contudo, dialoga ora com o pintor Basil, ora com o modelo Dorian, que o autor dotou de personalidades e ideias diferentes, impondo-se lembrar que confundir-se o escritor com as suas personagens faz-nos incorrer no erro de uma interpretação excessiva, as mais das vezes (não tanto neste caso, efectivamente).
Todavia, folgo em concluir que, ao contrário do que lhe poderia parecer, existe uma enorme sintonia entre o que me diz e o que o texto expressa, pois que dele se não retira a apologia da reflexão sobre a experimentação, mas sim, e precisamente, o inverso: a coragem de seguir desejos e impulsos (“acredito que se um homem (…) desse forma a cada sentimento, (…) realidade a cada sonho (…)”. Esta passagem integra-se num discurso libertário (algo inconsequente, à época, para alguns), também patente no lamento crítico de que “O temor à sociedade, que é a base da moral, e o temor a Deus, que é o segredo da religião, são as duas coisas que nos governam” (afirmação que permeia o trecho que escolhi).
Na minha modesta opinião, Wilde dá expressão a um grito contra a hipocrisia da sociedade vitoriana em que vive, independentemente da sua intenção pessoal de querer suceder enquanto escritor (porque essa só a poderemos saber perguntando-lhe!;-)
Por fim, já quanto à utilização da verdadeira identidade nas nossas produções, não tenho opinião firmada, aceitando a diversidade de opções assente numa miríade de razões pessoais. No entanto, facto é que cada vez mais encontramos, por entre as malhas da virtualidade, desconhecidos mal intencionados, cujo objectivo acontece ser o de perseguir os outros, chegando ao cúmulo de comprometer o seu bom nome com base em fantasias doentias em que tão só se projectam; pelo que algum zelo se impõe, por vezes, na defesa da privacidade, mais ainda em se tratando de uma preocupação natural em não misturar as criações próprias com o nome profissional que se utiliza (por exemplo). Ainda assim, creio que nem sempre tal discrição de deve à falta de coragem; podendo ser atribuída até a alguma humildade, evitando-se assim a publicidade directa a ideias (e por vezes aos dotes), e o seu progressivo desvelar a quem der mostras de o merecer e saber respeitar. Mas é como lhe digo: cada qual...! :-)
Agradada fiquei, Teresa, pela sua presença e opinião sincera!
Obrigada e um abraço!
Oscar Fingal O’Flahertie, pseudónimo de Óscar Wilde, nasce em Dublin, em 1854. Após concluir os seus estudos em Londres, rapidamente se converte, graças ao seu talento e às suas atitudes excêntricas, numa das figuras mais carismáticas e queridas da alta sociedade, precisamente o alvo da acutilante ironia das suas peças teatrais.
Dessas, considera-se como a mais importante Salomé (1893), criada de propósito para Sarah Bernhardt e mais tarde traduzida para o inglês por Lord Alfred Douglas. Ao que parece, o pai deste acabaria por expor e atacar a relação que Wilde mantinha com o seu filho, desencadeando um processo escandaloso que culminaria na condenção do escritor - por homossexualidade - a dois anos de trabalhos forçados, experiência da qual surgiriam as suas obras De Profundis (1905, publicada postumamente) e A Balada do Cárcere, o seu poema mais celebrado. Wilde sai da prisão em 1897, arruinado e desprezado pela mesma sociedade que antes o aclamara, e instala-se em Paris, onde sobrevive graças à caridade de alguns amigos, até 1900, ano em que falece.
eu li o livro :)
e o exercício do livro é esse mesmo, a minha primeira frase estava errada, acabando por no fim dizer exactamente o contrário.
aqui ou ali ou no trabalho há sempre alguém mal intencionado.
a hipocrisia no tempo de Oscar Wilde em nada mudou. Basta alguém experimentar dizer que é homossexual. Não vai preso mas se poderem é despedido. Ou pelo menos não leva promoção.
e se for homossexualidade feminina, Sida, ou... ainda pior.
Penso (e de alguma maneira um tanto trapalhona talvez) é que se cada um não se tenta afirmar nunca chegamos a lado nenhum. Por estas e outras Portugal teve uma ditadura que durou tanto tempo. (um dos meus hobbies é estudar História, principalmente desde o fim do império romano na península até à formação do que é hoje Portugal)
O que mais vejo na nossa história são invasões atrás de invasões que foram sucessivamente derrotando as tribos que aqui existiam até que definitivamente fomos invadidos por um punhado de duques e um deles declarou-se Rei e cá estamos.
Um povo subjugado com medo do tal inimigo que nos vai fazer mal, passados mil anos.
(bom, um povo que eram um conjunto de tribos juntas pela força)
Quando será o fim do medo?
Boa noite e obrigada pela visita ao Voando
Ele sabia... Oscar Wilde conhecia bem a natureza humana.
Hello again, Teresa!
Tive a feliz oportunidade de apanhar o "Voando" com uma estrada para andar e uma imagem para voar!... :-)
Concordo no essencial, até porque tive um amigo [falo dele, por outro motivo, num comentário ao post “Memórias Loucas” (23 Jul) do blog Folhas Soltas: http://folhasssoltas.blogspot], cuja vida foi fortemente prejudicada exactamente por ser homossexual e seropositivo (espero que daqui a uns anos nos leiam e se espantem: - “O quê?!, no tempo dos blogs, ou lá o que era aquilo, usava-se fazer a distinção entre homo e hetero?!!”). No entanto, verifico diariamente uma grande mudança, sendo que em várias situações a diferença mal parece ser sentida já. Claro que essa naturalidade de que falo está ainda muito fechada em guetto (em alguns contextos laborais e académicos) e fora dali o pesadelo recomeça, fruto desta sociedade medieval que usa o preconceito como escudo para proteger a sua ignorância e com uma incapacidade empática que me assusta sobremaneira (julgo ter sido n'A Lista de Schindler que ouvi algo como "a falta de empatia é a razão de todas as guerras"... E bem o creio!).
Já agora, e em analepse, quando refere "a juventude (...), onde normalmente existe a experimentação e não a calma necessária à reflexão", estará a referir-se "à juventude" como substantivo colectivo (que usamos para enunciar os mais novos) ou abstracto (como característica potencial em quaisquer sujeitos)? Isto porque o que penso é o seguinte: de bebé, a criança, a adolescente, a adulto e depois por aí afora, seguimos um gradiente de maturidade, i.e. (sem dicionário) de capacidade de reflectir e de agir tendo em conta as (e responsabilizados pelas) consequências desses actos. Contudo, imaginando que esse processo se prolongaria ad infinitum, deixaria de servir ao homem, na medida em que equivaleria à sua incapacidade de arriscar, de responder aos desafios que a vida lhe propõe (e impõe) sem suficientes dados para análise ou tempo para o fazer (e quantas vezes as nossas melhores escolhas se dão à margem da razão, até por nada terem a dever a ela?); e então tanta racionalidade só o tornaria inapto, já que a vida não pode ser toda reflectida antes de ser vivida. Daí que alguma dessa tal "juventude" (para este efeito conceptualizada por nós como o foi), não só poderá como deverá coexistir com todo o legado vivencial do indivíduo (seu saber teórico, sua experiência, sua cognição, suas competências sociais...). Faz sentido?
Bom… Mas cada conversa que hoje começamos ganha vida própria e já fizemos um bom périplo!... Mais um pouco e estaríamos on-line! ;-)
Termino confessando que uma das minhas mais sentidas lacunas tem que ver, precisamente, com a História de Portugal, donde (não só mas também) terei muito a aprender consigo.
Até breve, Teresa! :-)
PS - Já agora, um dos meus hobbies é o estudo aprofundado da língua portuguesa!
PPS - E a minha resposta tinha uma gralha que aproveito para ressalvar: "evitando-se assim a publicidade directa a ideias (e por vezes aos dotes), e permitindo-se o seu progressivo desvelar (...)".
Ainda perguntas que outros sinais?!
"Juventude, capacidade, impedir, morte, vida"
Mistura tudo.
Depois de ler o texto e os comentários e de pensar em algumas vidas que eu conheço, fiquei a pensar na juventude como incapacidade - que ela também é isso.
Gostei do post, boa a lembraça, um abraço...
A postura "Políticamente correcto" chega a ser desagradável em quase todas as situações.
Determina nas pessoas posturas esteriotipadas que só fomentam o afastamento e a frieza social.
Disso e muito mais -- pela coragem de ousar dizer o pensava e praticar -- OW soube cedo e com muito sacrifício pessoal o que significava.
Belo post.
(Já lá está novo post: espreita)
Bjs
Pois... também há quem diga que a juventude é uma doença que vai passando com o tempo!...
Um beijo...
Gosto particularmente de Oscar Wilde,e tenho como referência em épocas diferentes de vida contos fantásticos dele, dos quais sobresai para mim "The pearl of love", um menos conhecido, mas que é uma história de amor que raia a crueldade, mas feito de uma forma tão única que o torna uma obra prima. Logo, obviamente ler estes excertos do retrato de Dorian Gray, deu-me prazer.
Oscar Wilde teve esse talento mto raro de nunca cair em sentimentalismos bacocos, e ser um profundo conhecedor da natureza humana para o melhor e o pior.
Bjs
TD
Temos aqui quase que um tratado de filosifia sobre o homem e a juventude. Apetece-me dizer que concordo com todas as opiniões que aqui estão expressas e também com as ipiniões contrárias. E agora relembro, com saudade, as noites de tertúlia que na minha juventude se viviam à mesa do café com acesas discussões sobre tudo e sobre nada. Recordo o meu amigo Catita que defendia com calor as posições mais absurdas. Era capaz de defender e arranjar argumentos para nos demonstrar que aquilo que todos viam que era branco, afinal era verde ou amarelo. Fazia-o, dizia ele , para fomentar a discussão, porque se todos estivessemos de acordo a conversa tornar-se-ia uma "chatice" pegada. E não é que ele tinha razão. Vocês fizeram-me com o vosso "debate", recordar alguns momentos da minha juventude. Afinal é disso qyue se trata não é verdade? Uma achega final: eu bem me quero convencer que me mantenho jovem...de espírito. Mas os ossos são tão difíceis de convencer. Este post e os comentários são um momento alto do universo bloguista. Um beijo grande minha amiga, e respondendo à tua pergunta, " eu vou andando por aí". Onde é que eu já ouvi isto?
"E a juventude, é a capacidade de impedir a morte em vida."
Uma frase tão simples e com um significado tão amplo. Acrescentaria apenas a dignidade e nobreza de carácter para cnduzir nossas vidas.
Bolas! A Dorian Gray que fale por si!
e agora vais começar a levar comigo, ehe,ehe,ehe... apesar da moderação... moderatta... ainda não tentaste aquilo que te dei, marota... ai APC,APC... and about youth, trusse, mousse, und küss? CHUAC!
"... a juventude é a capacidade de impedir a morte em vida."
"Nunca gozaremos a juventude em pleno; só lhe saberemos o significado prático quando atingirmos os cinquenta anos de vida."
Ricardo Z., 15 anos, estudante do secundário e precocemente interessado em práticas obscuras existencialistas.
......................
A minha juventude foi-se, é história antiga. Agora quero é
gozar a minha reformazinha de duzentos e cinquenta euros, descansado(?!) da vida.
Silvério Viola, 73 anos, reformado.
.....................
O que eu mais gostei na minha juventude foi quando o Manuel José -meu marido e que já está na terra da verdade!, me deu um beijo. Tinha vinte e dois anos e quase morri de vergonha.
Cesaltina M., 72 anos, antiga operária textil.
.....................
A juventude
é uma coisa tramada;
passamos por ela
e não damos por nada.
Legível do Ópraeles!, alguns anos a "virar frangos",segundo-oficial rimador a tempo inteiro e operador de viagens por tudoquésítio aos fins-de-semana dos meses terminados em "a".
Daniel: !!! :-)))
Gina: deixei, pois! Ainda bem que chegaram! :-) Se ao menos curassem...! Sê valente!!! :-*
MFC: ... Não há muitos, não!...
Maria: sua malvada... Tás tu a descamuflar aqui os sinais que deixo na tua casa, e eu é que misturo, né? :-P
Rui: também pode ser, sim!
E não! :-*
PS – Também já me aconteceu ficar a pensar depois de te ler... Logo, estamos quites! ;-)
Juda: Outro para ti, poeta! :-)
Frog: Uma outra onda, essa! :-)
JPG: Por vezes a coragem paga-se cara por em redor só haver cobardes.
E não, que não espreitaria!... :-)
TD: Lerei essa Pérola! :-)
Capitão: obrigada! Dignidade… Palavra-chave!
Diafragma: Por mim? ;-)))
Castor: agradeço-te muito, mas isso conta a quantidade e eu conto com a qualidade! :-*
Legível: recortes de diversidade… Porque nada é igual para todos nem a todo o tempo! “Aos 50” – diz o adolescente! Até quando irá ele acreditar nisso? :-)
PS – Sabes que já foi minha ideia incluir neste blog algumas das respostas mais sintomáticas dadas por alguns idosos que entrevistei há tempos?... Surpreendentes, digo-te!
PPS - Sobre a frase em destaque: espero que te tenham avisado que essa não é do Oscar. Detestaria saber que saías daqui enganado! ;-)
Mamito: apenas hoje encontrei o teu comentario, muito bem camuflado no meio dos meus mails, e o publiquei.
Já só faltavas mesmo tu!!! ;-)
Obrigada, obrigada, obrigada!... Pela preciosa evocação que partilhaste e pela tua gentileza.
Longe de me querer armar em Catita, mas essa noção de que o tempo vai ganhando espaço, que atribuis aos ossos, não é apenas de te ressentires deles agora, mas também porque tal dantes não te acontecia (esta seria digna de La Palice!), isto é: quem as haja tido durante toda a vida (e há-os assim) já não as tomará como sinal de envelhecimento. Curioso, não?...
[Independentemente disso, eles doem (e moem), bem sei:-(].
Um beijo para ti! :-)
De vez em quando a insónia vibra com a nitidez dos sinos, dos cristais. E então, das duas uma: partem-se ou não se partem as cordas tensas da sua harpa insuportável.
No segundo caso, o homem que não dorme pensa: "o melhor é voltar-me para o lado esquerdo e assim, deslocando todo o peso do sangue sobre a metade mais gasta do meu corpo, esmagar o coração".
("Sobre o lado esquerdo", Carlos de Oliveira, 1921-1981)
Every day I live I am more convinced that the waste of life lies in the love we have not given, the powers we have not used, the selfish prudence that will risk nothing and which, shirking pain, misses happiness as well.
(Mary Cholmondeley, 1859-1925)
"É verdade que são caridosas. Alimentam os esfomeados e vestem os pobres"
O curioso é que, etimologicamente, "caridade" não quer dizer "dar" mas sim "dar-SE" - É que é, evidentemente, mais fácil darmos "coisas" do que "darmo-nos".
Daí, nesta vida actual de "fast-food" físico, intelectual e sentimental, resolvermos os nossos problemas de solidariedade - que, às vezes, ainda nos fazem comichão por, estranhamente, ainda nos sentirmos humanos - pagando para não nos envolvermos.
"É o medo, é o medo, vai-me devorar, humano eu sou" - adaptando a canção!
Li o livro há muito tempo. Lembro-me do erro em que incorria o Dorian Gray e como o quadro lhe lembrava o mesmo.
Gostei muito de ler o post e os comentários sobre o mesmo. Estou a gostar muito de descobrir o blog e para ser mais fácil voltar vou "linká-lo"
Um beijinho
«Nobody grows old merely by living a number of years. We grow old by deserting our ideals. Years may wrinkle the skin, but to give up enthusiasm wrinkles the soul.»
(Samuel Ullman)
Pois, como tantas vezes digo... educa-se para o ter e nao para o ser, num ambiente vazio ou fragmentado! Resultado... agitação, instabilidade, depressão, intolerância à frustração, etc, etc!
Cumprimentos mixed by Jameson 12 anos!
Cara amiga.
Descobri o teu blog por um mero acaso, como quase sempre se descobrem a maioria destes espaços.Confesso que gostei muito dos conteúdos e espero tornar-me um ávido frequentador/leitor.
Um beijinho de amizade.
El Madrigal.
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