sábado, novembro 11, 2006

"Era dia de S. Martinho"...

33 Comments:

Blogger ARTEMINORCA said...

Olá!!!
Minha cara... querida e camufladissíma amiga! Esta história tem mmmmuuuuiiito que se lhe diga. Devo lê-la outravez, e mais não digo!! Mas que adorei, adorei!!
Beijinhos, lu

novembro 11, 2006 12:46 da manhã  
Blogger ART&TAL said...

e os anjos lá vao entrando

pois... s. martinho

aqui se diz: s. martinho de cedofeita. sabes o que é?

a bendita da musica e os empedrados do texto lá me causaram alguns arrepios...

novembro 11, 2006 8:07 da manhã  
Blogger lobices said...

...obrigado pelas tuas amáveis palavras lá no meu "covil"
...claro que não vou fugir; vou descansar o lobices, dar-lhe um pouco de ar... vou continuar por aí a "uivar" e e espreitar
...tudo de bom para ti também
...um beijinho

novembro 11, 2006 11:46 da manhã  
Blogger Papoila said...

Olá APC:
Era dia de S. Martinho... e esta história é uma metáfora que me encantou... quando alguém ma contou...
Beijo

novembro 11, 2006 2:40 da tarde  
Blogger António said...

Minha querida amiga!
Foste repescar um belo conto de Natal por ti escrito, e muito bem, no dia 1º de Maio.
E dou comigo a pensar: Natal, S. Martinho, prenda, dádiva, entrega.
Não reza a lenda que S. Martinho deu metade da sua capa a um mendigo semi-nú que tiritava de frio na berma de uma estrada?
Se sim, acho que descobri porque nos recontaste esta história.
Obrigado pelo teu comentário.
E não precisas de ficar com o coração em frangalhos.
Sebes bem que de todas as pessoas se pode esperar o melhor e o pior.
De todas!

Beijinhos

novembro 11, 2006 2:44 da tarde  
Blogger Luisa said...

Comecei a ler a história e ia lembrando que já a a conhecia de qualquer parte. Depois é que reparei na data em que fora publicada. E eu até a comentei...O anjo terá sido oferecido? pergunto novamente. Talvez não porque não queremos que saia de nós tudo o que investimos em poesia e amor. Guardá-lo-emos para sempre, bem no nosso íntimo. para que não se perca?

novembro 11, 2006 5:18 da tarde  
Blogger AS said...

Uma belissima história onde se sente aflorar um turbilhão de sentimentos e emoções que ao mesmo tempo nos deliciam e interrogam!...


Um beijo!

novembro 11, 2006 6:40 da tarde  
Blogger APC said...

Lu: "Quando se gosta, a eternidade subsiste" - são palavras tuas! :-*

Art: conheço a igreja, mas a história ter-me-ás que a contar! :-)

Lobices: "até já"! ;-)

Papoila: referes-te à história de S. Martinho, espero! ;-)

António: escrita em Novembro, publicada posteriormente, tinha este canto uma semana de existência.
Quanto aos frangalhos, só significa que a tua novela funciona: pões uma mulher a gerar um filho como moeda de troca, e queres que o leitor fique como? Só tu! :-)

Luísa: podemos imaginar a continuação da história a nosso bel-prazer, mas a verdade só Ella a sabe! ;-)

Frog: gostei que gostasses. De novo, desejo o melhor para o lançamento do teu livro - está quase!... Recebe um cumprimento meu, lá para o meio da fila de pessoas que se te acercarão nesse dia!:-)

novembro 11, 2006 6:49 da tarde  
Blogger Capitão-Mor said...

Em dia se S.Martinho vai à adega e prova o vinho, não é isso? Que saudades dumas castanhas assadas embrulhadas em papel de lista telefónica! :)

novembro 11, 2006 8:06 da tarde  
Blogger cuotidiano said...

Por raros, os anjos devem ser partilhados - não dados, não recebidos, apenas partilhados.

Conta a lenda que houve dois amantes que, ao darem as mãos, foram abraçados pelas asas de um anjo. Divinamente entrelaçados ficaram. Para sempre.

Hoje são eles anjos que percorrem a Terra, à procura de corações belos e camuflados para os abraçar, para lhes dar o toque divino. Ao que sei, têm conseguido.

novembro 11, 2006 9:38 da tarde  
Blogger Rui said...

Aceito, obrigado. :)

novembro 11, 2006 11:06 da tarde  
Anonymous batista filho said...

"Tanta era a tralha, que o espaço parecia ter sido tão ocupado quanto a sua alma, a fazer lembrar um sótão de alguém cuja vida foi extensa e fruída, grande em histórias e memórias, com muita coisa guardada, com muita coisa perdida…"

Pra escrever o que escreveste... há de se ter vivido em plenitude alegrias e tristezas... pois par'além da beleza literária há profundidade na narrativa.

Deixo o meu abraço fraterno.

novembro 12, 2006 12:21 da manhã  
Blogger mfc said...

De imagem em imagem, de alegoria em alegoria... um texto nada simples, mas que por isso mesmo prende a atenção.
Ganhei este tempo que aqui estive.
Obrigado por o teres reposto.

novembro 12, 2006 12:45 da manhã  
Anonymous Nes said...

E o que dizer de uma caminhada que teimamos em fazer a par e passo?

O retrato da generosidade, do amor incondicional e delegado simbolicamente numa imagem, que não é nem mais nem menos que o teu coração.

"...para que cedemos nós aos desejos, se isto é matá-los?... Mas para que lhes resistimos, se isso é matar-nos?
... às vezes, para se conseguir balanço para se seguir em frente, é preciso recuar-se uns passos.
Fazia tanto sentido naquele momento!..."

Foi com a alma quente que te li. Certa que viver minuto a minuto é o caminho. Regressar, contemplar, tocar, oferecer, viver, podem encher-nos o coração de luz.
Ainda que essa entrega seja a própria. No presente, com a história do passado e sem medo do futuro.

Beso

novembro 12, 2006 11:05 da manhã  
Blogger legivel said...

Já sabes -pelo que de mim me conheces, que prefiro comentar "pegando" na estória que leio e dando-lhe alguma "continução" que enviar algumas palavras que podem ser entendidas como de circunstância. No caso vertente opto pela excepção, porque o conto do anjo d´ela (com Ella na protagonista principal... )soube-me às tradições (cada vez mais "juntas" por mor de razões comerciais)do Verão de São Martinho e do Natal do Sapatinho. E como eu gosto de... água-pé e papos d´anjo.

Um beijo e um solarengo domingo para ti!

novembro 12, 2006 4:16 da tarde  
Blogger Desambientado said...

Gostei imenso da enorme história. Comecei a confundir-me com Ella depois vi que Ella era nome.

novembro 12, 2006 6:39 da tarde  
Blogger Leticia Gabian said...

"... para que cedemos nós aos desejos, se isto é matá-los?... Mas para que lhes resistimos, se isso é matar-nos?"

Amigapoema,
De todas as belezas lidas no teu magnífico texto, estas ficaram mais fortes em mim.
Mas por ande andará o meu anjo? Pede a Ella pra dar meu endereço pra ele, tá?

Beijo grande.
(vai ao S&T pegar o seu galinho. Agora é teu mesmo)

novembro 12, 2006 8:07 da tarde  
Blogger francis said...

Ora, deixa cá ver... como castigo... deito a língua fora e faço-te uma careta :-) He, he. inominável.
Ao conto, virei aqui amanhã ou depois. Infelizmente tenho tido muito pouco tempo.
kiss, kiss :) !!!

novembro 12, 2006 8:41 da tarde  
Blogger francis said...

Cá estou para comer as castanhas
:-)
Não assinas por baixo, mas presumo que seja teu este conto. E, assim sendo, és uma nata contadora de estórias. A arte está contigo :-)
Parabéns, comme toujours e, já agora, que fixação é esta que as mulheres têm ao Richard Geere???
Kiss, kiss :-)

novembro 13, 2006 10:09 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

"...a fazer lembrar um sótão de alguém cuja vida foi extensa e fruída, grande em histórias e memórias, com muita coisa guardada, com muita coisa perdida…"
Um só_tão teu! Que en_canto!
Beijo.

novembro 13, 2006 6:49 da tarde  
Blogger Sininho said...

"... Ou seremos nós que temos um Natal cá dentro, e uma estranha vontade de o viver?", pois peguei nesta frase para te dizer que pessoalmente n gosto do Natal, Natal de infância sim, agora estes Natais não. O anjo que acompanhou a Ella é o anjo que nos acompanha e que nos fala tantas vezes, umas damos-lhe atenção outras achamos que é a razão a falar ou simplesmente nós que estamos a pensar, anjos e demónios ninguem os tem, mas sim criamo-los à nossa imagem e semelhança, e Natal é só se eu quiser. Beijos e boa semana

novembro 13, 2006 8:32 da tarde  
Blogger Rui said...

Fui buscar umas castanhas que sobraram de ontem para entrar no espírito da época. Mesmo frias, souberam-me Ellas como não me souberam ontem.
E não fosse eu tão desconfiado, tinha jurado que um anjo leu a história comigo sentado ao meu ombro.

novembro 13, 2006 10:36 da tarde  
Blogger JPD said...

Há uma canção dos Rolling Stones -- «BRIDGES TO BABYLON» #8.«SAINT OF ME» que tem o seguinte verso «I thought i heard an angel cry»
Permito-me introduzir aqui uma corruptela para escrever «I thouhgt i heard an angel smile!».
Gostei da «História de Natal fora de tempo».
A Ella é apresentada em "campo aberto" desanuviando e pensando as suas angústias, tristezas, desencontros, cogitando com um estado de espírito algo confuso e sobretudo necessitando de interlocutor.
Depois o registo passa para passeio pelas montras e todos os tormentos são sublimados pela figurinha do anjo vislumbrado na montra.
Da fúria e desassossego do entendimento e demais temores -- outros demónios até demosticados -- passa para uma disponibilidade benigma de afectos que, ultrapassado o labrinto do acesso à loja conflui no auxílio à logista e à distração relativamente à compra do anjo.
Sorte, sorte, sorte, um certo princesinho entrara na loja e desejou ardentemente o anjo para oferecer a Ella -- quimicamente activa! --
A história termina bem, porque se os males de carácter ou os demónios do nosso quotidiano forem aplacados, a disponibilidade para partilhar recrudesce.
Estamos perante uma narrativa cheia de enlevo.
Bjs

novembro 13, 2006 10:38 da tarde  
Blogger Licínia Quitério said...

Agradecida pelo teu comentário. Achei curioso que a tua personagem de hoje também se chame Ella. A minha só tem menos um "l". Vou ter muito que ler por aqui.

Beijinho.

novembro 14, 2006 9:54 da manhã  
Blogger holeart said...

era dia de s. martinho?

tou a ver porque nao tem passado.

ai ai ai

dia de s. martinho

novembro 14, 2006 7:50 da tarde  
Anonymous Juda said...

Neste dia estou presente num jantar de amigos, tradição já com alguns anos... tudo bom para si, um abraço...

novembro 14, 2006 11:03 da tarde  
Blogger Maria P. said...

Na matemática dos meus números nem S. Martinho conseguia dividir a capa!

Beijoca:)

novembro 15, 2006 9:34 da manhã  
Blogger Luisa said...

Sobre o comentário que fazes no meu blog a propósito de "etiqueta", em diversos meios ainda é muito reparada a quebra de certas regras. Nesses ambientes continua a usar-se a etiqueta. Se te levantasses para falar a um homem numa dessas salas, nunca mais lá entrarias...

novembro 15, 2006 9:18 da tarde  
Blogger ARTEMINORCA said...

Amiga desaparecida:
Convido-te a um desafio... visita, por favor, o meu pipocasecarochas!
Beijinho, Lu

novembro 16, 2006 3:05 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Minha boa amiga, vou ler esta história com tempo porque o que já está tão bem escrito que quero usufruir em pleno toda a beleza que ela promete encerrar dentro de si. É por isto que rasgo tantas coisas que escrevo. Ao ler textos tão bem escritos como este, desisto de escrever. E a música? Ficava a qui a manhã toda a ouvi-la. Um beijinho grande

novembro 17, 2006 10:48 da manhã  
Blogger A. Roma said...

Vou voltar...E feliz Natal!

novembro 17, 2006 12:53 da tarde  
Blogger APC said...

Capitão: não, não é isso! ;-)

Hole: ahahah… Macacos me mordam se sei o que te passa pela cabeça, jovem! ;-)

Juda: 'bom conservar as tradições que fazem sentido... Sagradas! :-)

Maria: boa linkagem! ;-)

Luísa: não digo que não (de todo). Apenas que, aos poucos, vamos evoluindo no sentido da igualdade.

Vais voltar a Roma? Feliz Natal para ti também! ;-)


Agradecendo a leitura atenta:

Cuotidiano: um dia ainda te proibo de comentares! ;-)))

Rui: foi Ella com elas! :-) [E com um ele!? Lol]

Baptista: obrigada pelo elogio. Um abraço para ti também! :-)

MFC: obrigada sou eu, pelo teu interesse.

Nes: tu nunca me falhas! ;-) Um abraço muito especial!

Legível: soube-te a tradição? A mim, a excepção! :-S

Desambientado: eheheh... Não fosse ser um erro ortográfico! :-)

Letícia: ué!, mas cê tem um anjo lindo demais da conta, miga. Amei o galinho que ganhei de vc! Brigada, viu? :-*

Francis: ora essa... Pois se eu assino o blog!!! [ó pr'a mim de mão na "ianca"!;-) Quando não seja meu, identifico a fonte, comme il faut, tá? Mui grata! :-*
Ah... E não sei a que te referes :-P Será a isto(?): http://www.youtube.com/watch?v=1La8pAd4XvE ou http://www.youtube.com/watch?v=5Pk3BHEl8Po

Daniel: curioso, ambos com sótãos na mesma data! :-)

Sininho: hum… OK, pronto, não se fala mais nisso (lol).

JPD: permite-me a distonia, mas não vejo sorte alguma onde tu a vês. 'Uma questão de perspectiva?
Necessitando de interlocutor em espelho, talvez. O ente como alibi do ego; parte de si que se impõe à razão, permitindo-lhe acreditar, fantasiar, arriscar. "Duas Ellas" (duplo "l") para uma decisão muito pessoal, muito privada, única.
Obrigada pela tua interpretação! :-*

Mamito: és um cavalheiro, e tá tudo dito! Um beijinho para ti.

Licínia: 'fim de noite longa, com uma certa sede de ler algo com qualidade, com emoção, com responsabilidade literária... Foste a minha lufada de ar fresco! :-)

novembro 18, 2006 6:14 da manhã  
Blogger magarça said...

Gostei tanto deste conto! Todos os dias são oportunos para um natal...

novembro 19, 2006 3:16 da tarde  

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