O Pai-Natal & a Coca-Cola - III Parte (última)
ONDE ENTRA A COCA-COLA?
Temos, portanto, e de uma vez por todas, que o Pai Natal não teve origem numa campanha publicitária da Coca-Cola em 1930, mas numa lenda que se foi transformando e fortalecendo, culminando numa história de todos, caracterizada e ilustrada muito tempo antes.

Temos, portanto, e de uma vez por todas, que o Pai Natal não teve origem numa campanha publicitária da Coca-Cola em 1930, mas numa lenda que se foi transformando e fortalecendo, culminando numa história de todos, caracterizada e ilustrada muito tempo antes.
Curiosamente, no ano que Thomas Nast desenhou a imagem que actualmente temos do Pai Natal (1866), a primeira versão da bebida a que chamamos hoje Cola-Cola surgia em Atlanta (EUA), embora na qualidade de xarope medicinal. Concebida pelo farmacêutico John Stith Pemberton [1], ex-tenente-coronel do Exército, e inspirada no sucesso de um produto europeu similar: o Vin Mariani (vinho tónico patenteado, em 1863, por Angelo Mariani), foi originalmente designada de Pemberton's French Wine Coca. As primeiras vendas foram realizadas na Farmácia de Jacob, a 8 de Maio desse ano, ao preço de cinco cêntimos norte-americanos:
(Primeiro anúncio - Atlanta Journal, 29 de Maio de 1963)
Posteriormente, seria relançada como bebida leve, vindo então a receber o nome de Coca-Cola, fazendo juz à sua "fórmula mágica", já que incluía uma pequena quantidade de cocaína - substância de eleição para o tratamento de várias maleitas - e o sabor foi buscá-lo à noz de cola [2]. Inicialmente, o concentrado era embalado em pequenos barris de madeira de cor vermelha, tendo sido essa a cor oficial adoptada até hoje [3].
A partir dos anos 30, o aperfeiçoamento das técnicas tipográficas permitiria que a figura do Pai Natal começasse a aparecer na imprensa, em cartazes publicitários e em postais ilustrados. Foi nessa altura que a Coca Cola Company decidiu integrá-lo numa grande campanha, que viria a fazer com que o generoso St. Nick se tornasse famoso em alguns locais onde era ainda pouco familiar. E é assim que Haddon Sundblom [4], um ilustrador com créditos na indústria publicitária, o coloca, regozijado, com um copo de Coca-Cola na mão [5]. Consta que começou por se inspirar num seu vizinho de Chicago, de nome Lou Prentiss, para conceber o rosto do Pai Natal, e que, após a morte desse, se desenharia a si mesmo com a ajuda de um espelho. Estávamos em 1931 (há 75 anos), embora já no ano anterior o Pai Natal tivesse surgido num anúncio dessa marca, mas que passou um pouco despercebido [6].
A partir dos anos 30, o aperfeiçoamento das técnicas tipográficas permitiria que a figura do Pai Natal começasse a aparecer na imprensa, em cartazes publicitários e em postais ilustrados. Foi nessa altura que a Coca Cola Company decidiu integrá-lo numa grande campanha, que viria a fazer com que o generoso St. Nick se tornasse famoso em alguns locais onde era ainda pouco familiar. E é assim que Haddon Sundblom [4], um ilustrador com créditos na indústria publicitária, o coloca, regozijado, com um copo de Coca-Cola na mão [5]. Consta que começou por se inspirar num seu vizinho de Chicago, de nome Lou Prentiss, para conceber o rosto do Pai Natal, e que, após a morte desse, se desenharia a si mesmo com a ajuda de um espelho. Estávamos em 1931 (há 75 anos), embora já no ano anterior o Pai Natal tivesse surgido num anúncio dessa marca, mas que passou um pouco despercebido [6].
(Anúncio publicado no Ladie's Home Journal, 1931)
Contudo, como vimos, Sundblom não criou a figura do Pai Natal, mas sim adaptou-a, já que o primeiro desenho que o retratava vestido de vermelho havia sido feito por Thomas Nast e publicado há 140 anos, ou seja, 65 anos antes da campanha que o viria a aproveitar.
É uma tentação pensarmos que à Coca-Cola daria imenso jeito “pintá-lo” com as suas cores, claro. Acontece, porém, que a imagem do generoso velhinho, que já começava a vingar, era exactamente essa (e quiça tenha residido exactamente aí a inspiração para a campanha), pelo que à empresa bastou rentabilizá-la e, já agora, perpetuá-la.
Aliás, não foi então a Coca-Cola a única marca a pedir a ajuda do Pai Natal para as suas campanhas. Pelo contrário, a moda terá sido aproveitada para vender outros produtos, desde automóveis a cigarros, passando por um pouco de tudo, tal como canetas, brinquedos, lanternas, escovas, meias, relógios, cobertores, combustível, café, papas de aveia, presunto, etc. De referir que a Michelin utilizou o Pai Natal na sua publicidade, em 1919, e a Colgate em 1920 (dez anos antes da Coca-Cola). E em todas essas campanhas o dito velhinho das barbas envergava a fatiota vermelha que hoje lhe conhecemos [7]. Nenhuma se revelaria, no entanto, tão carismática quanto a da Coca-cola.
É uma tentação pensarmos que à Coca-Cola daria imenso jeito “pintá-lo” com as suas cores, claro. Acontece, porém, que a imagem do generoso velhinho, que já começava a vingar, era exactamente essa (e quiça tenha residido exactamente aí a inspiração para a campanha), pelo que à empresa bastou rentabilizá-la e, já agora, perpetuá-la.
Aliás, não foi então a Coca-Cola a única marca a pedir a ajuda do Pai Natal para as suas campanhas. Pelo contrário, a moda terá sido aproveitada para vender outros produtos, desde automóveis a cigarros, passando por um pouco de tudo, tal como canetas, brinquedos, lanternas, escovas, meias, relógios, cobertores, combustível, café, papas de aveia, presunto, etc. De referir que a Michelin utilizou o Pai Natal na sua publicidade, em 1919, e a Colgate em 1920 (dez anos antes da Coca-Cola). E em todas essas campanhas o dito velhinho das barbas envergava a fatiota vermelha que hoje lhe conhecemos [7]. Nenhuma se revelaria, no entanto, tão carismática quanto a da Coca-cola.

Uma curiosidade: em 1943, quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial, os soldados enviaram cartas à Coca-Cola, pedindo que a bebida lhes fosse fornecida. Motivada pela ideia de se tornar a bebida oficial de um momento social sem precedentes, esta desenvolveu "fábricas" móveis que foram enviadas para as frentes de batalha junto com técnicos da empresa, garantindo a produção e a distribuição da bebida pelos militares. Apesar dos custos de produção fora de portas serem elevados, a companhia decidiu arcar com os mesmos, vendendo o refrigerante pelo preço praticado no seu país, estratégia de marketing que a tornaria num símbolo patriótico. A popularidade da bebida aumentou bastante após a guerra, quando os combatentes regressaram, afeiçoados a ela. Foi então lançada uma embalagem que continha 6 garrafas (sixposts) e que contou com a grande preferência das donas de casa americanas.
Hoje, vendida em cerca de 140 países, a Coca-Cola será, certamente, a bebida mais consumida no mundo [8].
(Anúncio televisivo - EUA, 1963)
UM PAI NATAL DE, PARA E EM TODOS NÓS
Sem dúvida que a Coca-Cola ajudou o Pai Natal a alcançar a fama em países que o não conheciam. Em Portugal, há uma geração atrás era o Menino Jesus que trazia os brinquedos para as crianças, e hoje o Natal não é o mesmo se não houver um velhinho vestido de vermelho e com barbas brancas.
Infelizmente, a figura do Pai Natal afastou-se, gradualmente, da função moral e espiritual que a originou, tendo sido apropriada pelo comércio e estando, por isso, em muito associada ao capitalismo. Por outro lado, foi a laicização do Pai Natal pela sociedade moderna que lhe permitiu sobreviver. E, apesar de tudo, a sua imagem conterá sempre algum símbolismo partilhado, veiculando uma mensagem de alegria e valores cristãos como o respeito, a generosidade e o amor.
Por isso, em qualquer país, com qualquer religião, com ou sem Coca-Cola, com mais ou menos poder económico, se procurarmos bem nos bolsos, pode ser que tenhamos três “bolinhas de ouro” (vd. I Parte) para lançar pela “chaminé” de quem precise, não esquecendo que aquilo que para quem dá pode parecer pouco, para quem recebe poderá ser suficiente, e que nos podemos desfazer, quase sem notar, de muita coisa que para outros é vital. Acima de tudo, se tiver essas prendas para dar, siga as três bolinhas de ouro:
● Faça-o! Não deixe de o fazer nem espere uma melhor altura, que pode não chegar;
● Faça-o sempre que puder e não apenas no Natal. Para quem nada tem, o sofrimento é o mesmo durante todos os dias do ano;
● Faça-o de alma e coração, pelos outros. Que interessa se ninguém vai poder agradecer-lhe? O anonimato dá-nos a certeza de que fazer o bem é um meio e um fim em si mesmo.
● Faça-o sempre que puder e não apenas no Natal. Para quem nada tem, o sofrimento é o mesmo durante todos os dias do ano;
● Faça-o de alma e coração, pelos outros. Que interessa se ninguém vai poder agradecer-lhe? O anonimato dá-nos a certeza de que fazer o bem é um meio e um fim em si mesmo.
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[1] John Stith Pemberton (1831-1888). Imagem no final.
[2] Hoje, o estimulante foi alterado para cafeína, mas o sabor ainda é feito através de noz de cola e continua-se a questionar sobre a inclusão da folha de coca, que, por si, não é considerada nociva à saúde e não possui qualquer propriedade alucinogénia. (Wikipedia)
[3] Só em Março de 1894, a Coca-Cola foi vendida em garrafas, pese embora essas, criadas pelo artesão Earl Dean e com uma capacidade de 182 gr, fossem muito diferentes das que hoje conhecemos. Quanto às primeiras latas de alumínio, essas não surgiriam antes de 1955.Sobre a história desta Companhia e muito mais, consulte-se a sua página oficial.
[4] Conta-se a história que Sundblom terá tido por modelo o vendedor aposentado Lou Prentiss, sei vizinho, sendo que, depois do seu falecimento, terá oferecido, à personagem do Pai Natal, o seu próprio rosto.
[5] Haddon Sundblom (1899-1976). Imagem no final.
[6] O anúncio anterior (Saturday Evening Post, 1930), bem como os posteriores, estão disponíveis no site Jipemania, cuja consulta se sugere, sobretudo pela vasta colecção de imagens. Alguns anúncios da Coca-cola com pai natal poderão ser igualmente encontrados na página oficial da Coca-Cola. Entretanto, todos os desenhos originalmente criados por Haddon Sundblom para os anúncios da Cola-Cola, entre 1931 e 1964, encontram-se reunidos no livro "Dream of Santa".
[7] Em Jipemania, podemos ver (e vale bem a pena) cerca de três dezenas de exemplos publicitários com o pai natal vestido de vermelho, ainda antes do aparecimento da coca-cola. São ainda conhecidas propagandas anteriores a outros produtos, com recurso à figura do Pai Natal, contudo a preto e branco. A mais antiga identificada neste site, data de 1885 e promove sabão.
[9] "A Coca-Cola é a bebida mais vendida na maioria dos países, mas não em todos. Lugares como a Escócia, onde a bebida local Irn Bru é a líder em vendas, e em Québec e Ilha do Príncipe Eduardo, no Canadá, onde a Pepsi é a líder do mercado, fogem dessa regra. A Coca também é menos popular em países do Oriente Médio e Ásia, como os territórios palestinos e a Índia — na maioria devido ao sentimento anti-ocidental. Mecca-Cola, uma marca "islamicamente correta", virou sucesso no Oriente Médio há poucos anos." (cit. Wikipédia).
[2] Hoje, o estimulante foi alterado para cafeína, mas o sabor ainda é feito através de noz de cola e continua-se a questionar sobre a inclusão da folha de coca, que, por si, não é considerada nociva à saúde e não possui qualquer propriedade alucinogénia. (Wikipedia)
[3] Só em Março de 1894, a Coca-Cola foi vendida em garrafas, pese embora essas, criadas pelo artesão Earl Dean e com uma capacidade de 182 gr, fossem muito diferentes das que hoje conhecemos. Quanto às primeiras latas de alumínio, essas não surgiriam antes de 1955.Sobre a história desta Companhia e muito mais, consulte-se a sua página oficial.
[4] Conta-se a história que Sundblom terá tido por modelo o vendedor aposentado Lou Prentiss, sei vizinho, sendo que, depois do seu falecimento, terá oferecido, à personagem do Pai Natal, o seu próprio rosto.
[5] Haddon Sundblom (1899-1976). Imagem no final.
[6] O anúncio anterior (Saturday Evening Post, 1930), bem como os posteriores, estão disponíveis no site Jipemania, cuja consulta se sugere, sobretudo pela vasta colecção de imagens. Alguns anúncios da Coca-cola com pai natal poderão ser igualmente encontrados na página oficial da Coca-Cola. Entretanto, todos os desenhos originalmente criados por Haddon Sundblom para os anúncios da Cola-Cola, entre 1931 e 1964, encontram-se reunidos no livro "Dream of Santa".
[7] Em Jipemania, podemos ver (e vale bem a pena) cerca de três dezenas de exemplos publicitários com o pai natal vestido de vermelho, ainda antes do aparecimento da coca-cola. São ainda conhecidas propagandas anteriores a outros produtos, com recurso à figura do Pai Natal, contudo a preto e branco. A mais antiga identificada neste site, data de 1885 e promove sabão.
[9] "A Coca-Cola é a bebida mais vendida na maioria dos países, mas não em todos. Lugares como a Escócia, onde a bebida local Irn Bru é a líder em vendas, e em Québec e Ilha do Príncipe Eduardo, no Canadá, onde a Pepsi é a líder do mercado, fogem dessa regra. A Coca também é menos popular em países do Oriente Médio e Ásia, como os territórios palestinos e a Índia — na maioria devido ao sentimento anti-ocidental. Mecca-Cola, uma marca "islamicamente correta", virou sucesso no Oriente Médio há poucos anos." (cit. Wikipédia).
Imagens:
Música: John Lennon - Happy Christmas (War Is Over).




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32 Comments:
Que história.
hehe. Não sabia que o bom velhinho oferecia tanta história hehe
abraços
;)
Sim senhor belas informações que aqui nos deixas sua Camuflada!
A maior parte destas coisas não fazia a mínima ideia.
P.S.: Cheguei mais tarde porque estava a beber a bela da coca cola :P
P.S.2: Gostei dos 3 pontos finais. Gostei mesmo! ;)
**
Isto teria dado um excelente artigo de fundo. Grande trabalho que tiveste..
Beijo
Cara amiga.
Relembra-me de quem expressou esta frase que ficou, igualmente, famosa: «A coca-cola é a água suja do capitalismo!». [E não é?]
Um beijinho e Feliz Natal para ti e para os que amas.
El Madrigal
Olá!
Vou reiterar o que já comentei anteriormente: a história do Pai Natal está excelentemente contada, com um carácter pedagógico admirável e perfeitamente ilustrada.
Congratulo-me com uma excelente edição de texto.
Por isso dou-te os meus parabens por este trabalho.
Bjs
O Pai Natal este ano chegou mais cedo... levou o Pinochet!
Acho que umas Coca colas também não lhe faziam mal!
... vou perguntar ao Senhor Pemberton!
Muito bem! Mais uma vez um excelente texto, para se ler do início até ao fim sempre com o mesmo prazer.
Beijoca Miga:)
P.S. Depois veio o palhaço e foram todos no comboio ao circo!
(recordas?)
Ora aí está. Fim!! Que coisa bonita :-). Já estava cansado de esperar pelo dia 25 para ver um senhor de barbas brancas e de saco vazio a cair de bêbado :-). Abraço Natalício!
Hum, terminaste?
Bjs
Bolas!!!! O TRABALHO que te deve ter dado esta investigação... Parabéns!!!
As coisas que se aprende...
Obrigado!
Beijinhos...
Muito interessante todo este estudo sobre o Pai Natal e, por arrasto, o da Coca-Cola. Estes artigos mereciam ser publicados num jornal ou revista porque estão excelentes. Por outro lado talvez haja mais gente a ler blogs do que jornais...
No re-frêsco árido da noite silenciosa dei-me por mim a beber palavras e memórias. Abre-se um mundo entre mãos "encarameladas" nos Dezembros da infância e sussurros estivais que em "tele-voz" atravessam, como a luz quente, estas noites "re-frêscas"...docemente em silêncio.
A diferença. A presença sempre.
Ó mulher! eu nem sabia destas coisas de pais natais e meninos jesuses o que eu queria era as prendas no dia de natal desse lá por onde désse! que uma vez até me queriam impingir a ideia que o velhote (ou o menino?, que já me confundiste!)vinham a descer pela chaminé abaixo e aquilo metia-me cá uma espécie como é que um velhote (ou uma criança recém-nascida?) podiam descer uma chaminé dum prédio de cinco andares (no meu tempo ainda não haviam daqueles a arranhar os céus, q´era pecado... )e não partir algum osso ou espatifar um combóio de corda mas como deves calcular também ainda não era o tempo de eu me meter em considerações filosóficas desse calibre e hoje por hoje já nem recebo brinquedos nem bebo coca-cola é mais a internet e um copinho de verde nos intervalos...
Óptimas festas para ti, ó investigadora!
... tive de ir ao meu pé-de-meia para arranjar uns trocos para comprar o presente para a balconista...
onde raios compras as chaves para abrir e fechar tantos parêntisis? decerto que não é na do areeiro que fui lá e me informaram que «dessas já estavam esgotadas há muito... »
Eh eh eh! Faço parte daquele grupo de pessoas que não bebe muita coca-cola.
E, já agora, sabes alguma coisa sobre uma bebida do mesmo género chamada Dr. pepper? :)
A minha sogra bebe disso aos litros... ;)
Adoro esta sensação de ansiedade para que chegue noite de Natal...
Adoro este friozinho na barriga de criança curiosa pelo conteúdo dos embrulhos brilhantes e misteriosos.
E já agora,
"O anonimato dá-nos a certeza de que fazer o bem é um meio e um fim em si mesmo"?!
Ainda me hás-de explicar se me andas a espreitar à noite, pela fresta mais refundida, assim como não quer a coisa!
Beso, beso
Um pergunta ficou, no entanto, por desperguntar: A cocaína continua a ser metida na Coca-cola? :-))
Obrigado por este esclarecimento au point e... espero que sigamos o teu conselho!
Tudo de bom para ti (o que mesmo assim será pouco :-)
Sabes o que me apetecia agora? Um valente sumo de laranja!
(o relógio dá cabo de mim...)
Querida APC, temo ter perdido o fio à meada... :(
P.S. - No entanto, não deixo de achar curioso que tenhas abordado este tema - marcas e marketing - que, como tu sabes, tanto me diz e de tão perto...
Vou conceder ao teu blog o estatuto de utilidade pública. Só não garanto é isenção de impostos. Isso é assunto para sinistro das fananças. Um beijinho. Ah! voltei para infelicidade vossa.Agora que estavas tão descansada.
Não fosse a mensagem bem expressa no final deste longo mas elucidativo post e, diria que estava aqui uma accionista desta famosa marca.
Se me permites, acrescentarei à laia de informação e para quem não saiba, que a famosa expressão de Fernando Pessoa “Primeiro estranhasse, depois entranhasse”, foi por este, num dos seus trabalhos publicitários, feita para a Coca-Cola.
Abraço.
Palavras para quê? É sempre uma novidade pedagógica este blogue! Parabéns pela história e pelas ilustrações, adoro esta publicidade antiga!
Beijinho, Lu
Amigapoema,
Já perdi a conta das vezes que por aqui passei e não consegui a concentração suficiente para ler tudo e comentar. Não zangue comigo, não. Ando muito sintética ultimamente.
A hora certa há de chegar.
Beijão.
Adorei, e as 3 bolinhas finais são um belo conselho, bom fim de semana
Estranha: Brrrr… Com este frio, ia era um brandy quentinho, não? :-)
PS – E três pontos são reticências, o que dá sempre margem de manobra para o que se siga...
Únicos: agradeço-te sinceramente as palavras de incentivo que sempre me trazes! :-)
Madrigal: não faço a mínima’! I tried to google it, mas, e até ver, creio que não se atribui a nenhum indivíduo específico, generalizando-se à massa fascizóide de então, (ups, tu também o disseste, eheheheh! :-X)
;-) Igualmente para ti e para os teus! :-)))
JPD: então olá! :-)
Sabes que eu tenho a tua crítica de crítico em especial conta!
Como tal, muito obrigada & um grande abraço! :-)
MFC: para o caso de haver vida depois da morte, deixai-o morrer de sede! :-P
Maria:
- … Depois, veio o coelhinho…
- Não, não… O coelhinho vem com o Pai Natal e o Palhaço no comboio ao circo! :-)
[... O que revela, desde logo, uma imprecisão sintáctica. Pois não deveria ser “de comboio ao circo” ou “no comboio [que vai] para o circo”, i.e. “rumo ao circo”? Ir ao circo no comboio, não está lá muito correcto! Enfim… Perdoar-me-ás, mas cada um lembra-se do que se lembra! Lol].
Grande beijinho para ti!
Únicos: achas? Isso de ser a 3ª parte de uma trilogia não quer dizer nada, e onde lês "última" é só para disfarçar! ;-)))
Eheheheh, se me disseres que sabes que brinco, eu confesso que percebi a interjeição interrogativa! ;-)
Ferrus: bolas!, como tu és simpático! :-P Obrigada eu, por teres chegado e ficado. Eu tenho podido dar tão pouco e recebido tanto, e nem sei se algum dia poderei compensar-te em visitas, mas farei por isso. Beijos para ti.
Luísa: muito obrigada pelas tuas palavras. Mas sabes?... Quem me lê chega-me (!).
E muito me gratifica fazeres - desde tão cedo! - parte desse grupo, tu que sempre por cá deixas um rasto de genuinidade. Obrigada por isso também! :-)
Bem-vinda seja A Pessoa a quem reconheço (reconheceria sempre!) muito mais do que o reconhecível, por detrás de qualquer mito ou camuflado: no tom, na essência, no ritmo, no toque – e esse travo que fica à passagem e que sei de cor!; a diferença, a presença... Sempre!
Legível: ó hóme! Naquele tempo, se te dissessem que o Pai Natal se metia por um buraco com o menino ao seu colo, e que vinham por aí os dois escorregando, apertadinhos, chaminé abaixo, nem franzias o sobrolho; agora era logo uma medida de coação em cima do tipo! :-P
Hum… Andas a ler os meus comentários nos outros tascos, é? Que matreiro!... Isso era lá coisa que eu fizesse! (tsc-tsc) ;-P
E não quero dissertar sobre o assunto: cada um tem a balconista que merece, e mai nada! :-P
Pois, meu anjo, as chaves que eu uso, já não se fazem, não!... ;-)
Caiê: escute lá: a senhora importa-se?! Focus, focus on the matter! :-P
Tamos a falar do Natalinho, humpft!
Mas, a bem dizer, não estamos mal de associações, de facto: Cola & Dr. Pepper, que é uma bebida caramelizada; Natal & Sogra, que também pode grudar como os caramelos! :-)
Não sei nada disso, mas, assim de repente, pimenta na língua da sogra parece-me bem! ;-)
[Bah, que treta de piadas, sinceramente! Censure-se, a bem da Nação!].
PS – Mas não percebi o que queres saber exactamente... Se tem efeitos secundários nefastos a longo prazo, é? :-P
PPS -http://en.wikipedia.org/wiki/Dr_Pepper.
Nes: bem sei que disse que estavas linda na última foto que vi tua, mas, de uma vez por todas: eu não te ando a espiar!... Eu tenho resistido o mais que posso, juro!!! :-)))
E faço figas para que a sensação de ansiedade e o friozinho que sentes na barriga não tenham nada a ver com isto… Detestaria estragar-te o Natal! :-P
PS – Eheheheheheh!... ;-)))
'Ao fim e ao cabo, já fazia uns diazitos que eu não te chateava, era ou não era?! :-)
Francis: a pergunta a que eu nunca esperei ter que responder: se a cocaína anda metida na cola! A resposta é: estou vinculada ao sigilo profissional, lamento.
Mas, já agora, não é exacto que faltasse essa informação, meu menino… Olha ela lá, em rodapé[2]! – ou consideraste-a informação demasiado baixa para te merecer a leitura, ou andas com problemas (?!) em agachares-te, já que dificuldades em ver as letras miúdas não me parece, pois conheço-te com vistas largas e olho cirúrgico! :-)
Em suma: o estimulante foi alterado para cafeína, mas a bebida ainda vai buscar o seu sabor à noz de cola. Especula-se aqui e ali - mas a empresa desmente - que inclui ainda a folha de coca como ingrediente, apesar dessa não ser nociva à saúde, uma vez que não possui qualquer propriedade estupefaciente existente na cocaína, que é um derivado.
[Tás a ver as sementes de cânhamo, por exemplo? – visualize that! - Também as podes comer à vontade porque, embora sejam canabináceas, possuem um teor mínimo de THC (Tetraidrocanabinol), o princípio activo presente na marijuana (vulgo erva), que é feita das folhas secas de cannabis; bem com no haxixe (ou chamon), conseguido através da resina da cannabis. Não sei se é possível estabeler alguma relação entre ambas as coisas, mas se não for, olha: droga! :-)
Bom... Estabeleça-se como moral de toda esta trip temática, que os narcóticos destroem os natais!].
Rui: o relógio?... De repente fizeste-me lembrar um outro (cuja hitória sigo atentamente), que dizia que o seu problema era o piano! ;-)
E o relógio apenas conta, não vive.
Cláudia: alguma coisa teria que arranjar para te fazer cá vir, não? ;-)
Mamito: a questão é esta: só quando por cá te vejo, me posso assegurar de que andas por locais bem frequentados, e é quando posso estar descansada! ;-P
Pires: Ná!... Uma análise atenta revelaria que eu trabalho é para o Pai-Natal (tou a fazer trabalho extra, de outra forma não receberia qualquer prenda este ano).
Muito bem metida, sim senhor: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se” - slogan do grande Pessoa, para a campanha de lançamento da Coca-Cola em Portugal, em 1928. Um precioso contributo, obrigada! :-)
Já agora elucida-me aqui sobre outra coisa: para ti, a partir de quando é que um post é longo? ;-)
Luzinha: em novidades (ora mais, ora menos pedagógicas), não achas que andamos quites? ;-)
Letícia-Estrelícia: Quando vc num vem, eu conto cum vc igualzinho a si tivesse vindo. Tem sempre uma cadeira sobrando, um pratinho esperando na mesa, sua música soando baixo... Vai que hoje num dá, outra hora cê aparece, miga. E quando acontece, si é sintética ou cuntética num interessa não. Tem outras coisas qui importam bem mais prá gente, né mesmo? E a verdade é que vc também num fica brava cumigo nunca, nem mesmo quando escrevo deste jeito meio bobo só prá ti atrazaná! :-)
Si cuida, viu? Beijão prá você! :-*
Sininho: obrigada, e para ti (por quem tenho torcido) também! :-)
Gostei do texto. Algumas coisas já sabia, outras li-as pela 1ª vez.
Antes do 25 de Abril a Coca-Cola era proibida em Portugal, excepto nas colónias, para evitar a intromissãp norte-americana (Salazar desconfiava deles) e por propaganda enganosa (já não tinha coca na sua elaboração).
Um abraço e Bom Natal.
Adoro esses cartazes antigos da Coca Cola...acho que vou rouba-los...
Ai vou, vou...se vou ;)
é já a seguir...é qué já...a seguirrrrrr
Cheers
Por acaso não sobrou FANTA nenhuma??!!
Ei-ei... É favor largar já esses cartazes, o que é isso?! Socorra-se dos seus avançado truques para tentar o fenómeno da multiplicação: diga as palavras mágicas (tipo "copy-paste"), mas nada de levar os que aqui estão e deixar-me o post vazio, kisso não se faz, hem?! ;-) & cheers to you! :-)
MFC: e se for uma elefanta? :-P
[Ressalva (Francis): "consideraste a"; "problemas em agachar-te].
Eu não tenho limite para leitura, aliás, quando os posts são longos, sei de imediato que o trabalho foi pensado e houve trabalho cuidado na sua elaboração.
Mas não se trata do que penso sobre isso, mas o que estudos já feitos revelam: dizem estes, que a partir das 20 linhas a maioria dos bloggers não lê e, por isso, a preocupação de muitos em fazer textos pequenos o que, até nem é o meu caso, pois ultrapasso sistematicamente todos os limites, inclusive os que impus a mim próprio que são a pagina A4.
Abraço.
Pires: Ya-ya, poixim!... Num certo país (de Marias e Records) onde sequer o seu Nóbel é lido, qualquer subtítulo é considerado um trecho extenso. So be it!
E deixo uma adenda:
A Coca-Cola foi, brevemente, comercializada em Portugal em 1928, tendo sido proibida com a chegada ao poder de António de Oliveira Salazar. Este governante nunca permitiu que aquele produto fosse vendido no Continente. Após a sua morte, a proibição continuou até 1976, quando Geraldes Barba entrou em contacto com o príncipe russo Alexander Makinsky, relações públicas da Coca-Cola na Europa. (...) No dia 4 de Julho de 1977, é fabricada e vendida, em Lisboa, a primeira Coca-Cola.
Geraldes Barba, dono da Refrige (concessionária da Coca-Cola em Portugal) até 1996, faleceu no passado mês de Novembro.
Fonte: Correio da Manhã, 04/01/2007.
Um abraço!
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[Mais ressalvitas: Rui - "história"; Let - "atazaná].
* Nobel (sem acento)
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