domingo, dezembro 10, 2006

O Pai-Natal & a Coca-Cola - III Parte (última)

ONDE ENTRA A COCA-COLA?
Temos, portanto, e de uma vez por todas, que o Pai Natal não teve origem numa campanha publicitária da Coca-Cola em 1930, mas numa lenda que se foi transformando e fortalecendo, culminando numa história de todos, caracterizada e ilustrada muito tempo antes.
Curiosamente, no ano que Thomas Nast desenhou a imagem que actualmente temos do Pai Natal (1866), a primeira versão da bebida a que chamamos hoje Cola-Cola surgia em Atlanta (EUA), embora na qualidade de xarope medicinal. Concebida pelo farmacêutico John Stith Pemberton [1], ex-tenente-coronel do Exército, e inspirada no sucesso de um produto europeu similar: o Vin Mariani (vinho tónico patenteado, em 1863, por Angelo Mariani), foi originalmente designada de Pemberton's French Wine Coca. As primeiras vendas foram realizadas na Farmácia de Jacob, a 8 de Maio desse ano, ao preço de cinco cêntimos norte-americanos:

(Primeiro anúncio - Atlanta Journal, 29 de Maio de 1963)


Posteriormente, seria relançada como bebida leve, vindo então a receber o nome de Coca-Cola, fazendo juz à sua "fórmula mágica", já que incluía uma pequena quantidade de cocaína - substância de eleição para o tratamento de várias maleitas - e o sabor foi buscá-lo à noz de cola [2]. Inicialmente, o concentrado era embalado em pequenos barris de madeira de cor vermelha, tendo sido essa a cor oficial adoptada até hoje [3].
A partir dos anos 30, o aperfeiçoamento das técnicas tipográficas permitiria que a figura do Pai Natal começasse a aparecer na imprensa, em cartazes publicitários e em postais ilustrados. Foi nessa altura que a Coca Cola Company decidiu integrá-lo numa grande campanha, que viria a fazer com que o generoso St. Nick se tornasse famoso em alguns locais onde era ainda pouco familiar. E é assim que Haddon Sundblom [4], um ilustrador com créditos na indústria publicitária, o coloca, regozijado, com um copo de Coca-Cola na mão [5]. Consta que começou por se inspirar num seu vizinho de Chicago, de nome Lou Prentiss, para conceber o rosto do Pai Natal, e que, após a morte desse, se desenharia a si mesmo com a ajuda de um espelho. Estávamos em 1931 (há 75 anos), embora já no ano anterior o Pai Natal tivesse surgido num anúncio dessa marca, mas que passou um pouco despercebido [6].

(Anúncio publicado no Ladie's Home Journal, 1931)

Contudo, como vimos, Sundblom não criou a figura do Pai Natal, mas sim adaptou-a, já que o primeiro desenho que o retratava vestido de vermelho havia sido feito por Thomas Nast e publicado há 140 anos, ou seja, 65 anos antes da campanha que o viria a aproveitar.
É uma tentação pensarmos que à Coca-Cola daria imenso jeito “pintá-lo” com as suas cores, claro. Acontece, porém, que a imagem do generoso velhinho, que já começava a vingar, era exactamente essa (e quiça tenha residido exactamente aí a inspiração para a campanha), pelo que à empresa bastou rentabilizá-la e, já agora, perpetuá-la.
Aliás, não foi então a Coca-Cola a única marca a pedir a ajuda do Pai Natal para as suas campanhas. Pelo contrário, a moda terá sido aproveitada para vender outros produtos, desde automóveis a cigarros, passando por um pouco de tudo, tal como canetas, brinquedos, lanternas, escovas, meias, relógios, cobertores, combustível, café, papas de aveia, presunto, etc. De referir que a Michelin utilizou o Pai Natal na sua publicidade, em 1919, e a Colgate em 1920 (dez anos antes da Coca-Cola). E em todas essas campanhas o dito velhinho das barbas envergava a fatiota vermelha que hoje lhe conhecemos [7]. Nenhuma se revelaria, no entanto, tão carismática quanto a da Coca-cola.



Uma curiosidade: em 1943, quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial, os soldados enviaram cartas à Coca-Cola, pedindo que a bebida lhes fosse fornecida. Motivada pela ideia de se tornar a bebida oficial de um momento social sem precedentes, esta desenvolveu "fábricas" móveis que foram enviadas para as frentes de batalha junto com técnicos da empresa, garantindo a produção e a distribuição da bebida pelos militares. Apesar dos custos de produção fora de portas serem elevados, a companhia decidiu arcar com os mesmos, vendendo o refrigerante pelo preço praticado no seu país, estratégia de marketing que a tornaria num símbolo patriótico. A popularidade da bebida aumentou bastante após a guerra, quando os combatentes regressaram, afeiçoados a ela. Foi então lançada uma embalagem que continha 6 garrafas (sixposts) e que contou com a grande preferência das donas de casa americanas.
Hoje, vendida em cerca de 140 países, a Coca-Cola será, certamente, a bebida mais consumida no mundo [8].


(Anúncio televisivo - EUA, 1963)
UM PAI NATAL DE, PARA E EM TODOS NÓS


Sem dúvida que a Coca-Cola ajudou o Pai Natal a alcançar a fama em países que o não conheciam. Em Portugal, há uma geração atrás era o Menino Jesus que trazia os brinquedos para as crianças, e hoje o Natal não é o mesmo se não houver um velhinho vestido de vermelho e com barbas brancas.
Infelizmente, a figura do Pai Natal afastou-se, gradualmente, da função moral e espiritual que a originou, tendo sido apropriada pelo comércio e estando, por isso, em muito associada ao capitalismo. Por outro lado, foi a laicização do Pai Natal pela sociedade moderna que lhe permitiu sobreviver. E, apesar de tudo, a sua imagem conterá sempre algum símbolismo partilhado, veiculando uma mensagem de alegria e valores cristãos como o respeito, a generosidade e o amor.
Por isso, em qualquer país, com qualquer religião, com ou sem Coca-Cola, com mais ou menos poder económico, se procurarmos bem nos bolsos, pode ser que tenhamos três “bolinhas de ouro” (vd. I Parte) para lançar pela “chaminé” de quem precise, não esquecendo que aquilo que para quem dá pode parecer pouco, para quem recebe poderá ser suficiente, e que nos podemos desfazer, quase sem notar, de muita coisa que para outros é vital. Acima de tudo, se tiver essas prendas para dar, siga as três bolinhas de ouro:
Faça-o! Não deixe de o fazer nem espere uma melhor altura, que pode não chegar;
Faça-o sempre que puder e não apenas no Natal. Para quem nada tem, o sofrimento é o mesmo durante todos os dias do ano;
Faça-o de alma e coração, pelos outros. Que interessa se ninguém vai poder agradecer-lhe? O anonimato dá-nos a certeza de que fazer o bem é um meio e um fim em si mesmo.

FELIZ NATAL!



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[1] John Stith Pemberton (1831-1888). Imagem no final.
[2] Hoje, o estimulante foi alterado para cafeína, mas o sabor ainda é feito através de noz de cola e continua-se a questionar sobre a inclusão da folha de coca, que, por si, não é considerada nociva à saúde e não possui qualquer propriedade alucinogénia. (Wikipedia)
[3] Só em Março de 1894, a Coca-Cola foi vendida em garrafas, pese embora essas, criadas pelo artesão Earl Dean e com uma capacidade de 182 gr, fossem muito diferentes das que hoje conhecemos. Quanto às primeiras latas de alumínio, essas não surgiriam antes de 1955.Sobre a história desta Companhia e muito mais, consulte-se a sua página oficial.
[4] Conta-se a história que Sundblom terá tido por modelo o vendedor aposentado Lou Prentiss, sei vizinho, sendo que, depois do seu falecimento, terá oferecido, à personagem do Pai Natal, o seu próprio rosto.
[5] Haddon Sundblom (1899-1976). Imagem no final.
[6] O anúncio anterior (Saturday Evening Post, 1930), bem como os posteriores, estão disponíveis no site Jipemania, cuja consulta se sugere, sobretudo pela vasta colecção de imagens. Alguns anúncios da Coca-cola com pai natal poderão ser igualmente encontrados na página oficial da Coca-Cola. Entretanto, todos os desenhos originalmente criados por Haddon Sundblom para os anúncios da Cola-Cola, entre 1931 e 1964, encontram-se reunidos no livro "Dream of Santa".
[7] Em Jipemania, podemos ver (e vale bem a pena) cerca de três dezenas de exemplos publicitários com o pai natal vestido de vermelho, ainda antes do aparecimento da coca-cola. São ainda conhecidas propagandas anteriores a outros produtos, com recurso à figura do Pai Natal, contudo a preto e branco. A mais antiga identificada neste site, data de 1885 e promove sabão.
[9] "A Coca-Cola é a bebida mais vendida na maioria dos países, mas não em todos. Lugares como a Escócia, onde a bebida local Irn Bru é a líder em vendas, e em Québec e Ilha do Príncipe Eduardo, no Canadá, onde a Pepsi é a líder do mercado, fogem dessa regra. A Coca também é menos popular em países do Oriente Médio e Ásia, como os territórios palestinos e a Índia — na maioria devido ao sentimento anti-ocidental. Mecca-Cola, uma marca "islamicamente correta", virou sucesso no Oriente Médio há poucos anos." (cit. Wikipédia).
Imagens:
[1] [5]
Música: John Lennon - Happy Christmas (War Is Over).

32 Comments:

Blogger Alexandre Lucio Fernandes said...

Que história.
hehe. Não sabia que o bom velhinho oferecia tanta história hehe

abraços
;)

dezembro 11, 2006 3:14 da manhã  
Blogger Estranha pessoa esta said...

Sim senhor belas informações que aqui nos deixas sua Camuflada!
A maior parte destas coisas não fazia a mínima ideia.


P.S.: Cheguei mais tarde porque estava a beber a bela da coca cola :P

P.S.2: Gostei dos 3 pontos finais. Gostei mesmo! ;)
**

dezembro 11, 2006 4:14 da manhã  
Blogger A. Pinto Correia said...

Isto teria dado um excelente artigo de fundo. Grande trabalho que tiveste..
Beijo

dezembro 11, 2006 11:24 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Cara amiga.

Relembra-me de quem expressou esta frase que ficou, igualmente, famosa: «A coca-cola é a água suja do capitalismo!». [E não é?]

Um beijinho e Feliz Natal para ti e para os que amas.

El Madrigal

dezembro 11, 2006 2:16 da tarde  
Blogger JPD said...

Olá!

Vou reiterar o que já comentei anteriormente: a história do Pai Natal está excelentemente contada, com um carácter pedagógico admirável e perfeitamente ilustrada.
Congratulo-me com uma excelente edição de texto.
Por isso dou-te os meus parabens por este trabalho.
Bjs

dezembro 11, 2006 2:37 da tarde  
Blogger mfc said...

O Pai Natal este ano chegou mais cedo... levou o Pinochet!
Acho que umas Coca colas também não lhe faziam mal!
... vou perguntar ao Senhor Pemberton!

dezembro 11, 2006 4:31 da tarde  
Blogger Maria P. said...

Muito bem! Mais uma vez um excelente texto, para se ler do início até ao fim sempre com o mesmo prazer.

Beijoca Miga:)

P.S. Depois veio o palhaço e foram todos no comboio ao circo!
(recordas?)

dezembro 11, 2006 4:56 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Ora aí está. Fim!! Que coisa bonita :-). Já estava cansado de esperar pelo dia 25 para ver um senhor de barbas brancas e de saco vazio a cair de bêbado :-). Abraço Natalício!

dezembro 11, 2006 7:14 da tarde  
Blogger A. Pinto Correia said...

Hum, terminaste?
Bjs

dezembro 12, 2006 11:38 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Bolas!!!! O TRABALHO que te deve ter dado esta investigação... Parabéns!!!
As coisas que se aprende...
Obrigado!
Beijinhos...

dezembro 12, 2006 3:04 da tarde  
Blogger Luisa said...

Muito interessante todo este estudo sobre o Pai Natal e, por arrasto, o da Coca-Cola. Estes artigos mereciam ser publicados num jornal ou revista porque estão excelentes. Por outro lado talvez haja mais gente a ler blogs do que jornais...

dezembro 12, 2006 6:43 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

No re-frêsco árido da noite silenciosa dei-me por mim a beber palavras e memórias. Abre-se um mundo entre mãos "encarameladas" nos Dezembros da infância e sussurros estivais que em "tele-voz" atravessam, como a luz quente, estas noites "re-frêscas"...docemente em silêncio.
A diferença. A presença sempre.

dezembro 12, 2006 9:45 da tarde  
Blogger Alberto Oliveira said...

Ó mulher! eu nem sabia destas coisas de pais natais e meninos jesuses o que eu queria era as prendas no dia de natal desse lá por onde désse! que uma vez até me queriam impingir a ideia que o velhote (ou o menino?, que já me confundiste!)vinham a descer pela chaminé abaixo e aquilo metia-me cá uma espécie como é que um velhote (ou uma criança recém-nascida?) podiam descer uma chaminé dum prédio de cinco andares (no meu tempo ainda não haviam daqueles a arranhar os céus, q´era pecado... )e não partir algum osso ou espatifar um combóio de corda mas como deves calcular também ainda não era o tempo de eu me meter em considerações filosóficas desse calibre e hoje por hoje já nem recebo brinquedos nem bebo coca-cola é mais a internet e um copinho de verde nos intervalos...

Óptimas festas para ti, ó investigadora!

dezembro 12, 2006 9:55 da tarde  
Blogger Alberto Oliveira said...

... tive de ir ao meu pé-de-meia para arranjar uns trocos para comprar o presente para a balconista...

onde raios compras as chaves para abrir e fechar tantos parêntisis? decerto que não é na do areeiro que fui lá e me informaram que «dessas já estavam esgotadas há muito... »

dezembro 12, 2006 10:39 da tarde  
Blogger Caiê said...

Eh eh eh! Faço parte daquele grupo de pessoas que não bebe muita coca-cola.
E, já agora, sabes alguma coisa sobre uma bebida do mesmo género chamada Dr. pepper? :)
A minha sogra bebe disso aos litros... ;)

dezembro 12, 2006 10:46 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Adoro esta sensação de ansiedade para que chegue noite de Natal...

Adoro este friozinho na barriga de criança curiosa pelo conteúdo dos embrulhos brilhantes e misteriosos.

E já agora,

"O anonimato dá-nos a certeza de que fazer o bem é um meio e um fim em si mesmo"?!

Ainda me hás-de explicar se me andas a espreitar à noite, pela fresta mais refundida, assim como não quer a coisa!

Beso, beso

dezembro 12, 2006 11:56 da tarde  
Blogger Francis said...

Um pergunta ficou, no entanto, por desperguntar: A cocaína continua a ser metida na Coca-cola? :-))
Obrigado por este esclarecimento au point e... espero que sigamos o teu conselho!
Tudo de bom para ti (o que mesmo assim será pouco :-)

dezembro 13, 2006 10:09 da manhã  
Blogger Rui said...

Sabes o que me apetecia agora? Um valente sumo de laranja!

(o relógio dá cabo de mim...)

dezembro 13, 2006 5:28 da tarde  
Blogger Cláudia Cunha said...

Querida APC, temo ter perdido o fio à meada... :(
P.S. - No entanto, não deixo de achar curioso que tenhas abordado este tema - marcas e marketing - que, como tu sabes, tanto me diz e de tão perto...

dezembro 13, 2006 7:22 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Vou conceder ao teu blog o estatuto de utilidade pública. Só não garanto é isenção de impostos. Isso é assunto para sinistro das fananças. Um beijinho. Ah! voltei para infelicidade vossa.Agora que estavas tão descansada.

dezembro 13, 2006 11:50 da tarde  
Blogger José Pires F. said...

Não fosse a mensagem bem expressa no final deste longo mas elucidativo post e, diria que estava aqui uma accionista desta famosa marca.

Se me permites, acrescentarei à laia de informação e para quem não saiba, que a famosa expressão de Fernando Pessoa “Primeiro estranhasse, depois entranhasse”, foi por este, num dos seus trabalhos publicitários, feita para a Coca-Cola.

Abraço.

dezembro 14, 2006 2:43 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Palavras para quê? É sempre uma novidade pedagógica este blogue! Parabéns pela história e pelas ilustrações, adoro esta publicidade antiga!
Beijinho, Lu

dezembro 15, 2006 1:08 da manhã  
Blogger Leticia Gabian said...

Amigapoema,
Já perdi a conta das vezes que por aqui passei e não consegui a concentração suficiente para ler tudo e comentar. Não zangue comigo, não. Ando muito sintética ultimamente.
A hora certa há de chegar.
Beijão.

dezembro 15, 2006 2:23 da manhã  
Blogger Unknown said...

Adorei, e as 3 bolinhas finais são um belo conselho, bom fim de semana

dezembro 15, 2006 9:06 da tarde  
Blogger APC said...

Estranha: Brrrr… Com este frio, ia era um brandy quentinho, não? :-)

PS – E três pontos são reticências, o que dá sempre margem de manobra para o que se siga...

Únicos: agradeço-te sinceramente as palavras de incentivo que sempre me trazes! :-)

Madrigal: não faço a mínima’! I tried to google it, mas, e até ver, creio que não se atribui a nenhum indivíduo específico, generalizando-se à massa fascizóide de então, (ups, tu também o disseste, eheheheh! :-X)
;-) Igualmente para ti e para os teus! :-)))

JPD: então olá! :-)
Sabes que eu tenho a tua crítica de crítico em especial conta!
Como tal, muito obrigada & um grande abraço! :-)

MFC: para o caso de haver vida depois da morte, deixai-o morrer de sede! :-P

Maria:
- … Depois, veio o coelhinho…
- Não, não… O coelhinho vem com o Pai Natal e o Palhaço no comboio ao circo!
:-)
[... O que revela, desde logo, uma imprecisão sintáctica. Pois não deveria ser “de comboio ao circo” ou “no comboio [que vai] para o circo”, i.e. “rumo ao circo”? Ir ao circo no comboio, não está lá muito correcto! Enfim… Perdoar-me-ás, mas cada um lembra-se do que se lembra! Lol].
Grande beijinho para ti!

Únicos: achas? Isso de ser a 3ª parte de uma trilogia não quer dizer nada, e onde lês "última" é só para disfarçar! ;-)))
Eheheheh, se me disseres que sabes que brinco, eu confesso que percebi a interjeição interrogativa! ;-)

Ferrus: bolas!, como tu és simpático! :-P Obrigada eu, por teres chegado e ficado. Eu tenho podido dar tão pouco e recebido tanto, e nem sei se algum dia poderei compensar-te em visitas, mas farei por isso. Beijos para ti.

Luísa: muito obrigada pelas tuas palavras. Mas sabes?... Quem me lê chega-me (!).
E muito me gratifica fazeres - desde tão cedo! - parte desse grupo, tu que sempre por cá deixas um rasto de genuinidade. Obrigada por isso também! :-)

Bem-vinda seja A Pessoa a quem reconheço (reconheceria sempre!) muito mais do que o reconhecível, por detrás de qualquer mito ou camuflado: no tom, na essência, no ritmo, no toque – e esse travo que fica à passagem e que sei de cor!; a diferença, a presença... Sempre!

Legível: ó hóme! Naquele tempo, se te dissessem que o Pai Natal se metia por um buraco com o menino ao seu colo, e que vinham por aí os dois escorregando, apertadinhos, chaminé abaixo, nem franzias o sobrolho; agora era logo uma medida de coação em cima do tipo! :-P
Hum… Andas a ler os meus comentários nos outros tascos, é? Que matreiro!... Isso era lá coisa que eu fizesse! (tsc-tsc) ;-P
E não quero dissertar sobre o assunto: cada um tem a balconista que merece, e mai nada! :-P
Pois, meu anjo, as chaves que eu uso, já não se fazem, não!... ;-)

Caiê: escute lá: a senhora importa-se?! Focus, focus on the matter! :-P
Tamos a falar do Natalinho, humpft!
Mas, a bem dizer, não estamos mal de associações, de facto: Cola & Dr. Pepper, que é uma bebida caramelizada; Natal & Sogra, que também pode grudar como os caramelos! :-)
Não sei nada disso, mas, assim de repente, pimenta na língua da sogra parece-me bem! ;-)
[Bah, que treta de piadas, sinceramente! Censure-se, a bem da Nação!].
PS – Mas não percebi o que queres saber exactamente... Se tem efeitos secundários nefastos a longo prazo, é? :-P
PPS -http://en.wikipedia.org/wiki/Dr_Pepper.

Nes: bem sei que disse que estavas linda na última foto que vi tua, mas, de uma vez por todas: eu não te ando a espiar!... Eu tenho resistido o mais que posso, juro!!! :-)))
E faço figas para que a sensação de ansiedade e o friozinho que sentes na barriga não tenham nada a ver com isto… Detestaria estragar-te o Natal! :-P

PS – Eheheheheheh!... ;-)))
'Ao fim e ao cabo, já fazia uns diazitos que eu não te chateava, era ou não era?! :-)

Francis: a pergunta a que eu nunca esperei ter que responder: se a cocaína anda metida na cola! A resposta é: estou vinculada ao sigilo profissional, lamento.
Mas, já agora, não é exacto que faltasse essa informação, meu menino… Olha ela lá, em rodapé[2]! – ou consideraste-a informação demasiado baixa para te merecer a leitura, ou andas com problemas (?!) em agachares-te, já que dificuldades em ver as letras miúdas não me parece, pois conheço-te com vistas largas e olho cirúrgico! :-)
Em suma: o estimulante foi alterado para cafeína, mas a bebida ainda vai buscar o seu sabor à noz de cola. Especula-se aqui e ali - mas a empresa desmente - que inclui ainda a folha de coca como ingrediente, apesar dessa não ser nociva à saúde, uma vez que não possui qualquer propriedade estupefaciente existente na cocaína, que é um derivado.
[Tás a ver as sementes de cânhamo, por exemplo? – visualize that! - Também as podes comer à vontade porque, embora sejam canabináceas, possuem um teor mínimo de THC (Tetraidrocanabinol), o princípio activo presente na marijuana (vulgo erva), que é feita das folhas secas de cannabis; bem com no haxixe (ou chamon), conseguido através da resina da cannabis. Não sei se é possível estabeler alguma relação entre ambas as coisas, mas se não for, olha: droga! :-)
Bom... Estabeleça-se como moral de toda esta trip temática, que os narcóticos destroem os natais!].

Rui: o relógio?... De repente fizeste-me lembrar um outro (cuja hitória sigo atentamente), que dizia que o seu problema era o piano! ;-)
E o relógio apenas conta, não vive.

Cláudia: alguma coisa teria que arranjar para te fazer cá vir, não? ;-)

Mamito: a questão é esta: só quando por cá te vejo, me posso assegurar de que andas por locais bem frequentados, e é quando posso estar descansada! ;-P

Pires: Ná!... Uma análise atenta revelaria que eu trabalho é para o Pai-Natal (tou a fazer trabalho extra, de outra forma não receberia qualquer prenda este ano).
Muito bem metida, sim senhor: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se” - slogan do grande Pessoa, para a campanha de lançamento da Coca-Cola em Portugal, em 1928. Um precioso contributo, obrigada! :-)
Já agora elucida-me aqui sobre outra coisa: para ti, a partir de quando é que um post é longo? ;-)

Luzinha: em novidades (ora mais, ora menos pedagógicas), não achas que andamos quites? ;-)

Letícia-Estrelícia: Quando vc num vem, eu conto cum vc igualzinho a si tivesse vindo. Tem sempre uma cadeira sobrando, um pratinho esperando na mesa, sua música soando baixo... Vai que hoje num dá, outra hora cê aparece, miga. E quando acontece, si é sintética ou cuntética num interessa não. Tem outras coisas qui importam bem mais prá gente, né mesmo? E a verdade é que vc também num fica brava cumigo nunca, nem mesmo quando escrevo deste jeito meio bobo só prá ti atrazaná! :-)
Si cuida, viu? Beijão prá você! :-*

Sininho: obrigada, e para ti (por quem tenho torcido) também! :-)

dezembro 16, 2006 6:20 da manhã  
Blogger Tozé Franco said...

Gostei do texto. Algumas coisas já sabia, outras li-as pela 1ª vez.
Antes do 25 de Abril a Coca-Cola era proibida em Portugal, excepto nas colónias, para evitar a intromissãp norte-americana (Salazar desconfiava deles) e por propaganda enganosa (já não tinha coca na sua elaboração).
Um abraço e Bom Natal.

dezembro 16, 2006 1:00 da tarde  
Blogger Joker said...

Adoro esses cartazes antigos da Coca Cola...acho que vou rouba-los...

Ai vou, vou...se vou ;)

é já a seguir...é qué já...a seguirrrrrr


Cheers

dezembro 16, 2006 11:16 da tarde  
Blogger mfc said...

Por acaso não sobrou FANTA nenhuma??!!

dezembro 18, 2006 3:23 da manhã  
Blogger APC said...

Ei-ei... É favor largar já esses cartazes, o que é isso?! Socorra-se dos seus avançado truques para tentar o fenómeno da multiplicação: diga as palavras mágicas (tipo "copy-paste"), mas nada de levar os que aqui estão e deixar-me o post vazio, kisso não se faz, hem?! ;-) & cheers to you! :-)

MFC: e se for uma elefanta? :-P

[Ressalva (Francis): "consideraste a"; "problemas em agachar-te].

dezembro 18, 2006 5:13 da manhã  
Blogger José Pires F. said...

Eu não tenho limite para leitura, aliás, quando os posts são longos, sei de imediato que o trabalho foi pensado e houve trabalho cuidado na sua elaboração.

Mas não se trata do que penso sobre isso, mas o que estudos já feitos revelam: dizem estes, que a partir das 20 linhas a maioria dos bloggers não lê e, por isso, a preocupação de muitos em fazer textos pequenos o que, até nem é o meu caso, pois ultrapasso sistematicamente todos os limites, inclusive os que impus a mim próprio que são a pagina A4.

Abraço.

dezembro 19, 2006 1:36 da tarde  
Blogger APC said...

Pires: Ya-ya, poixim!... Num certo país (de Marias e Records) onde sequer o seu Nóbel é lido, qualquer subtítulo é considerado um trecho extenso. So be it!

E deixo uma adenda:

A Coca-Cola foi, brevemente, comercializada em Portugal em 1928, tendo sido proibida com a chegada ao poder de António de Oliveira Salazar. Este governante nunca permitiu que aquele produto fosse vendido no Continente. Após a sua morte, a proibição continuou até 1976, quando Geraldes Barba entrou em contacto com o príncipe russo Alexander Makinsky, relações públicas da Coca-Cola na Europa. (...) No dia 4 de Julho de 1977, é fabricada e vendida, em Lisboa, a primeira Coca-Cola.


Geraldes Barba, dono da Refrige (concessionária da Coca-Cola em Portugal) até 1996, faleceu no passado mês de Novembro.

Fonte: Correio da Manhã, 04/01/2007.

Um abraço!

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[Mais ressalvitas: Rui - "história"; Let - "atazaná].

janeiro 10, 2007 3:54 da manhã  
Blogger APC said...

* Nobel (sem acento)

março 23, 2009 2:51 da manhã  

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