O Pai-Natal & a Coca-Cola - I Parte
NA ORIGEM DO PAI NATAL: SÃO NICOLAU
Quem é, então, o Pai Natal? É um senhor já velhinho, gorducho, de faces rosadas, com uma grande barba branca, que enverga um fato vermelho e conduz pelos céus um trenó puxado por renas. Ao que parece, na noite de Natal ele desce pela chaminé das casas, deixando presentes nas árvores enfeitadas, nas meias ou nos sapatinhos das crianças bem comportadas.A lenda do Pai Natal é tão antiga, que as histórias sobre a origem deste velhote bonacheirão e simpático se entrecruzam e confundem. Uma delas defende que este vive na banquisa da Gronelândia, a maior ilha do mundo, mais concretamente em Kon Gensgaarden (“Quinta do Rei”), escondido num vale secreto. Já para os finlandeses, ele habita em Korvatunturi ("Montanha da Orelha"), em Savukoski, na Lapónia, perto da fronteira Russa. Ambas as “terras do Pai Natal” são visitadas anualmente por milhões de admiradores, na sua maioria turistas.
Esta imagem, que nos é hoje tão familiar, terá sido introduzida nos Estados Unidos pela Holanda, no século XVII e em Inglaterra pela Alemanha, a meio do século XIX. Todavia, a ideia de que as suas raízes remontam ao antigo folclore Europeu parece reunir consenso.
Por volta do ano 280 (Séc. III), nasceu em Patara, uma cidade portuária, aquele que viria a ser mais tarde Bispo de Myra (região da Lycia, sudoeste da Ásia Menor), na actual cidade de Demre, que se situa na costa mediterrânea da Turquia[1].
Seus pais, devotos cristãos de nome Epifânio e Joana, deram-lhe o nome de Nicolau, que significa “pessoa virtuosa”. E, efectivamente, cedo deu sinais da sua bondade. A sua fama advém da generosidade que revelou para com os mais desvalidos, em particular crianças, que protegia com toda a dedicação. Consta também que viria a ser o primeiro eclesiástico a preocupar-se com a educação e a moral, tanto das crianças como das suas mães.
O símbolo de S. Nicolau são três bolas de ouro, devido a uma das histórias mais conhecidas sobre a sua generosidade, que nos conta o seguinte: certa vez, um homem muito pobre, ao ver que nenhuma das suas três filhas poderia ter um dote e assim vir a casar, acabou decidido a encaminhá-las para uma vida de prostituição. Sabendo disso, Nicolau deitou um saco de ouro pela chaminé, para que a filha mais velha pudesse ter o seu dote, repetindo esse acto sempre que uma das outras filhas atingia idade casadoira. Ora, sendo nas chaminés que se costumava colocar as meias a secar (nomeadamente na Suécia e na Noruega), este poderá ter sido o início da tradição de as crianças colocarem aí as suas meias, à espera de presentes.
Os pais de Nicolau terão falecido cedo. Por recomendação de um tio que o aconselhou a visitar a Terra Santa, Nicolau decidiu viajar até à Palestina, rumando depois ao Egipto. Durante a viagem, ter-se-á dado uma grande tempestade que, segundo a lenda, acalmou milagrosamente quando Nicolau começou a rezar com toda a sua fé, episódio que o transformou no padroeiro dos marinheiros e pescadores. Segundo algumas versões, veio de lá formado bispo.
Conta-se ainda que, quando o anterior bispo morreu, os anciães da cidade não conseguiam decidir quem lhe deveria suceder, e, nessa noite, o mais velho deles sonhou que Deus lhe sugerira que o primeiro homem a entrar na igreja no dia seguinte fosse o escolhido para tal missão. Uma vez que Nicolau, sacerdote cristão ortodoxo, tinha já o hábito de se levantar cedo para ir rezar, foi ele o primeiro homem a entrar na igreja e logo investido como Bispo de Myra.
É também possível que tenha estado preso, no reinado de Diocleciano, durante a perseguição aos cristãos, até que Constantino o Grande, assumindo o império romano, ordenasse a libertação de vários prisioneiros religiosos nos quais ele se encontrava, permitindo-lhe voltar a ser bispo de Myra até falecer, a 6 de Dezembro de 343.
Outra versão, pelo contrário, diz-nos que, no regresso da sua grande viagem, viveu na total pobreza, depois de já ter doado toda a sua herança aos carenciados.
Certo é que, após a sua morte, terá sido santificado e designado São Nicolau, padroeiro das raparigas solteiras, dos pescadores, dos estudantes e dos prisioneiros, de entre outros. Dos seus milagres destacam-se, para além do já referido episódio da tempestade, o ter trazido à vida uma criança já morta e ter salvo um recluso condenado à execução.
Em meados do século VI, o santuário onde foi sepultado viria a transformar-se misteriosamente numa nascente de água. Já no século XI, em 1087, os restos mortais e relíquias de Nicolau foram transladados para Bari, na Itália, onde passou a ser conhecido como São Nicolau de Bari. Rapidamente o local se transformou num centro de peregrinação. A sua popularidade aumentou e o Santo viu-se transformado em símbolo, já que os princípios de dar sem pedir nada em troca são também máximas de Cristo.
Padroeiro da Rússia - onde este “avô-gelo” (Ded Moroz) é apelidado de “Milagreiro” – e ainda da Grécia e da Noruega, S. Nicolau é um dos santos mais populares entre os cristãos (o povo Turco nutre-lhe particular afeição), e centenas de igrejas por toda a Europa receberam o seu nome, pese embora alguns episódios da sua vida ofereçam muitas dúvidas, como vimos.
É na França do início do século XIV que ele é pela primeira vez associado ao acto das ofertas, determinando ou fortalecendo o mito do Santo presenteiro que é hoje o Pai Natal. Nalguns locais, acreditava-se que este se deslocava num trenó puxado por renas (transporte usado na Escandinávia); noutros a figura do velhinho de longas barbas brancas aparecia num burrico, transportando um saco cheio de presentes.
A transformação de São Nicolau em Pai Natal teve a sua origem mais remota na Alemanha, no seio das igrejas protestantes. Desde meados do século XII, que de distribuiam presentes em nome de S. Nicolau na noite de 5 para 6 de Dezembro, mas no período da contra-reforma, materializada pelo concílio de Trento (1545-1563), a função de distribuir as prendas foi atribuída ao Menino Jesus e transferida para a noite do seu nascimento: de 24 para 25 de Dezembro. Assim, quando a tradição de S. Nicolau prevaleceu, ficou associada ao próprio Natal. Curiosamente, o germanismo Khistkindel (Menino Jesus) terá evoluído até se transformar em Riss Kringle, denominação alemã de Pai Natal.
Em Inglaterra as mudanças surgem no reinado de Henrique VIII (séc. XVI), quando o monarca entra em choque com o Papa, na sequência da sua intenção em casar-se uma segunda vez. Rompidas as relações religiosas com Roma, o país passou a ter costumes distintos daqueles praticados no resto do mundo cristão, o que incluiu a transição das comemorações de 6 de Dezembro para o dia da consoada.
Na Holanda do século XIII, criou-se, nas escolas conventuais, o hábito de um monge - disfarçado, de modo a imitar o venerável bispo - distribuir prémios aos bons alunos. Mais tarde, pelos séculos XVI-XVII, tal ritual tornar-se-ia comum a todos os lares, mas associado à descida do Pai Natal pelas chaminés das habitações, talvez porque na lenda de S. Nicolau algo o sugere, como dissémos. A tradição espalhou-se um pouco por toda a Europa e foi mantida na Holanda pelo menos até ao século XVII, altura em que foi levada para a América do Norte pelos imigrantes, quando esses fundaram a Nova Amsterdão, em 1621.
É em 1773, quando um jornal publica um artigo sobre um encontro de famílias holandesas em honra do aniversário da morte de São Nicolau, que este surge na cultura popular americana. Refira-se que a forma abreviada Santa Claus corresponde à contracção de Sanctus Nicholaus.
Mais tarde, num artigo de 1809, Washington Irving, em Nova Iorque, descreve a chegada, a cavalo, do bispo bonancheirão e bondoso, a cada véspera do dia de São Nicolau, 6 de Dezembro. Entretanto os ingleses conquistaram esta região, dando-lhe o nome de Nova Iorque, e o ritual de festejo do dia dos presentes também se estabeleceu a 25 de Dezembro.
Em 1969, visto a vida deste Santo se encontrar escassamente documentada, o Papa Paulo VI ordenou que a festa de São Nicolau fosse retirada do calendário oficial Católico Romano.
[1] Sugere-se o programa “The real face of Santa”, da cadeia de televisão britânica BBC.
Padroeiro da Rússia - onde este “avô-gelo” (Ded Moroz) é apelidado de “Milagreiro” – e ainda da Grécia e da Noruega, S. Nicolau é um dos santos mais populares entre os cristãos (o povo Turco nutre-lhe particular afeição), e centenas de igrejas por toda a Europa receberam o seu nome, pese embora alguns episódios da sua vida ofereçam muitas dúvidas, como vimos.
É na França do início do século XIV que ele é pela primeira vez associado ao acto das ofertas, determinando ou fortalecendo o mito do Santo presenteiro que é hoje o Pai Natal. Nalguns locais, acreditava-se que este se deslocava num trenó puxado por renas (transporte usado na Escandinávia); noutros a figura do velhinho de longas barbas brancas aparecia num burrico, transportando um saco cheio de presentes.
A transformação de São Nicolau em Pai Natal teve a sua origem mais remota na Alemanha, no seio das igrejas protestantes. Desde meados do século XII, que de distribuiam presentes em nome de S. Nicolau na noite de 5 para 6 de Dezembro, mas no período da contra-reforma, materializada pelo concílio de Trento (1545-1563), a função de distribuir as prendas foi atribuída ao Menino Jesus e transferida para a noite do seu nascimento: de 24 para 25 de Dezembro. Assim, quando a tradição de S. Nicolau prevaleceu, ficou associada ao próprio Natal. Curiosamente, o germanismo Khistkindel (Menino Jesus) terá evoluído até se transformar em Riss Kringle, denominação alemã de Pai Natal.
Em Inglaterra as mudanças surgem no reinado de Henrique VIII (séc. XVI), quando o monarca entra em choque com o Papa, na sequência da sua intenção em casar-se uma segunda vez. Rompidas as relações religiosas com Roma, o país passou a ter costumes distintos daqueles praticados no resto do mundo cristão, o que incluiu a transição das comemorações de 6 de Dezembro para o dia da consoada.
Na Holanda do século XIII, criou-se, nas escolas conventuais, o hábito de um monge - disfarçado, de modo a imitar o venerável bispo - distribuir prémios aos bons alunos. Mais tarde, pelos séculos XVI-XVII, tal ritual tornar-se-ia comum a todos os lares, mas associado à descida do Pai Natal pelas chaminés das habitações, talvez porque na lenda de S. Nicolau algo o sugere, como dissémos. A tradição espalhou-se um pouco por toda a Europa e foi mantida na Holanda pelo menos até ao século XVII, altura em que foi levada para a América do Norte pelos imigrantes, quando esses fundaram a Nova Amsterdão, em 1621.
É em 1773, quando um jornal publica um artigo sobre um encontro de famílias holandesas em honra do aniversário da morte de São Nicolau, que este surge na cultura popular americana. Refira-se que a forma abreviada Santa Claus corresponde à contracção de Sanctus Nicholaus.
Mais tarde, num artigo de 1809, Washington Irving, em Nova Iorque, descreve a chegada, a cavalo, do bispo bonancheirão e bondoso, a cada véspera do dia de São Nicolau, 6 de Dezembro. Entretanto os ingleses conquistaram esta região, dando-lhe o nome de Nova Iorque, e o ritual de festejo do dia dos presentes também se estabeleceu a 25 de Dezembro.
Em 1969, visto a vida deste Santo se encontrar escassamente documentada, o Papa Paulo VI ordenou que a festa de São Nicolau fosse retirada do calendário oficial Católico Romano.
[1] Sugere-se o programa “The real face of Santa”, da cadeia de televisão britânica BBC.
Música: The Temptations, Silent Night (Give Love at Christmas).
Nota: os dados deste texto foram obtidos em locais e momentos tão diversos, que me é já impossível precisar a fonte de cada qual, não sendo, no entanto, difícil confirmá-los através de uma pesquisa simples. Obviamente, quaisquer informações extra, esclarecimentos ou mesmo rectificações serão, como sempre, muito bem-vindos.
O QUE SE SEGUE:
II - O Pai Natal de Hoje
III - Onde entra a Coca-Cola? + epílogo.
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28 Comments:
Lá compridito....é!
Mas lê-se com agrado para quem quer na verdade saber a história de como tudo isto surgiu.
Isto deu-te cá uma trabalheira!!
De protector das meninas solteiras a expulso do calendário da Pirelli, ohhh desculpa, do calendário litúrgico(tal como sucedeu a Plutão da Liga dos Planetas...) tudo aconteceu a este insigne Benfiquista!
eu sei. já sabia.
já nao vai ao domicilio?
agora somos nos que temos que ir buscar a prenda?
sabe do que falo?
Lê-se com muito agrado, mesmo. Eu não escrevo tão bem e "roubei" ao Jorge de Sena parte da versão dele. ;)
O que tu sabes minha querida amiga, mas para mim natal é como diz a canção sempre que um homem quiser...e o Pai natal está em cada um de nós. Devia estar...
Abraço enquanto espero pelo resto da história
O Pai Natal é que inventou a Coca-Cola!
Sim, não sabias?
Atendendo à idade e à dificuldade em se alimentarem decentemente na Lapónia por estas alturas geladas, as renas tinham cada vez menos força para andar - quanto mais para voar e, ainda por cima, puxando um trenó com um gordo atolhado de whiky e presentes (já agora, como é que o gajo arranjará comida? Será que, para além de em sentido figurado, também come renas literalmente? Adiante...)
Assim, e por forma a resolver este problema, o Pai Natal inventou a Coca-Cola. E como é que ele faz? Simples. Ata as renas ao contrário no trenó (não me digas que nunca tinhas reparado em nada de estranho?!), dá-lhes umas litradas valentes de Coca-Cola e lá vai ele pelos Céus, num trenó movido (ecologicamente) a arroto de rena! Brilhante, não?
Ah, e esta invenção trouxe uma vantagem adicional, que foi nunca mais ter havido presentes baralhados – é que, como as renas estão voltadas para ele e, consequentemente, lhe arrotam para cima, o Pai Natal deixou de beber, pois se há coisa que ele detesta é whisky-cola! (“Para misturas já basto eu com as renas, oh, oh, oh!”)
Errata: "atulhado" e não "atolhado" e "whisky" e não "whiky"
Confesso de tudo isso que falastes eu sabia quase nada. Sabia de um Papai Noel, símbolo comercial, inventdo nos EUA, que lhes deram a nacionalidade do Polo Norte. Meu filho já está falando nisso direto.
Mito bonito,
Vou imprimir e dar para ele ler.
assim fica mais fácil prá mim.
Um beijo
Naeno
A minha avó chamava S. Nicolau ao Pai Natal, portanto posso crer em ti facilmente. :) De resto, na minha terra, é costume oferecer tangerinas aos miúdos no Natal, tal como nas terras onde se festeja o S. Nikolaus.
Acho bem interessante o texto esclarecedor da origem do Pai Natal, para obviar a equivocos que até acabam por ser de mau gosto, e para quem não tem preguiça de ler um texto nunca é longo demais!
Bjs
TD
Com a chegada dos festejos natalinos é sempre bom conhecer mais sobre o assunto. Fizeste isso de modo prazeroso. Grato. Uma beijoca.
Interesante e nada longoooo, foi um prazer ler por aqui estas lendas, algumas conhecidas, outras não!
Fico aguardar os próximos post com curiosidade!
beijoca Miga:)
Não sei se ponho a carroça à frente dos bois, mas li (já nem me lembro onde) que a Primeira figura do Pai Natal vestir-se-ia de verde e que a alteração para o vermelho é por culpa da Coca-cola.
Se não fôr verdade, estás cá tu para me dar uma palmada :-)
Kiss, kiss!!!
Isto é o que eu chamo de pesquisa a fundo. Eu tinha uma noção vaga da história mas agora está melhor.
Camuflada belo post.
Algumas coisas já sabia mas, outras foi uma surpresa!!
Também ouvi não sei onde, o que o vizinho de cima disse!!
Vê lá se orientas a veracidade de tal informação sff hehehe
Um abraço grande :) ***
Estou com o Francis.
De qualquer modo li coisas sobre o S.Nicolau que desconhecia. Obrigado por isso.
Respondendo às minhas excelsas visitas do fim-de-semana:
MFC: opá, que maldade!... Fizeste-me imaginar um belo retrato pirélico do barbudo, de cinto, botas e gorro, a cavalo "na renas"! :-)
Hole: dos que vão ao domicílio, se algum te disser que é o Pai Natal, é porque mente, lamento! ;-)
Taizinha: «A razão de o Pai Natal ter barbas brancas»? Bem-vinda! :-)))
João: 'exactamente essa, a moral a fechar a saga: um Pai-natal em cada um de nós. Só tens que manter esse abraço! ;-)
My dearest cuote: lá tás tu naquele registo que tu sabes que eu sei que tu tens e...
Welcome back!!! :-)))
A whiky Xmas 2U (o que por si não diz nada, mas por mim diz!:-)
Naeno: bem-vindos, tu e teu filhote. Para a semana veremos como aparece o Pai Natal como nós o conhecemos, que tal? Um abraço.
Caiê: serão as tangerinas uma espécie de substituto das bolas de ouro?... Obrigada! :-)
Teresa: bem regressada! :-)Grata e um jinho.
Baptista: sempre satisfeita com tua presença, e muito mais pelo que leio naquela Ilha de contos, mestre parnaibano! Um abraço.
Amiga Maria, dona de uma Casa de lendas e tradições, juntando o de ontem ao de hoje... Gosto que gostes! :-)
Francis: gostavas que dissessem que fora a Coca-cola a vestir-te(?!?) de vermelho e branco, gostavas? Não gostavas, pois não?...
Então respeitinho pelos mais velhos, sff! ;-)
Capitão: ainda a procissão vai no adro! ;-) Um abraço para ti.
Estranha: ok-ok... A verdade vem a caminho. Mas tu e o vizinho vão ficar surpreendidos! :-P
Zé Lérias: obrigada eu pela visita! [Mas faria lá eu um post assim tão previsível!... Schhh!;-)].
Espero ansiosamente a dita informação ;)
E sublinho:
Ansiosamente :P
Chegeui no fim da lista de comentadores mas cá estou. Mais ou menos, conhecia a história de S. Nicholas mas na minha terra não se lhe ligava importância...As famílias mais cultas e religiosas diziam que ele era protestante. Por isso, todas as lendas dos presentes, das visitas pela chaminé abaixo eram atribuídas unica e exclusivamente ao Menino Jesus. Em todas as casas havia um presépio, feito pelas crianças e nas famílias mais tradicionalistas nem árvore de Natal havia!
Ia aqui inventar uma grande história sobre como foi o Pai Natal que criou a coca-cola, mas a verdade já foi exposta (e bem).
Acrescento só que, anos mais tarde, foi por sugestão da Branca de Neve que ele se dedicou à criação da coca-cola light.
A coca-cola não inventou, de facto, o Pai Natal, mas parece que foi uma sua publicidade dos anos 30 que o vestiu, pela primeira vez, de branco e vermelho.
Até então, enquanto S. Nicolau, ele vestir-se-ía de castanho e aos quadrados (reminiscências de histórias que ouvi contar, já não sei onde nem quando, e que não sei se fidedignas, mas que, decerto, poderão ser confirmadas).
Como nota curiosa, acrescento que, em La Bombonera, estádio do Boca Junior, clube de Maradona (bem como no Bairro La Boca), Buenos Aires, as cores da publicidade à coca-cola não são em vermelho e branco, único lugar do mundo onde tal acontece.
A interdição deve-se ao facto de essas serem as cores do River Plate (eterno rival), pelo que a publicidade à coca-cola é feita em azul e amarelo, cores do clube local :)
Abraço
*obrigada pela passagem pelo horas-e-deshoras
Olá!
Um trabalho (eu diria de pesquisa, já remota aparentemente) muito bom que, com o seu cariz enciclopédico, nos transmite vários ensinamentos.
Uma escrita modelar, para não variar (até rimou).
Beijinhos
Brilhante! Vou seguir com grande curiosidade os próximos textos!...
Um terno beijo...
Obviamente que o Pai Natal não é um produto da Coca-Cola, as a história que contas tem que se lhe diga. Vai muitos anos para trás, e para a Pérsia, para Mitra, filho de Mzada e de uma virgem, nascido a 25 de Dezembro. Estou a trabalçhar num livro onde conterei as histórias (esta e outras) sobre o assunto.
Gostei dos dois textos por ser uma excelente contributo para conhhecer ou rever -- estou no primeiro grupo -- a história do Pai Natal.
Acrescento dois comentários a esta consideração:
1º/ As tríades estão omnipresentes em quase tudo, já reparaste. Donde o triangulo ser a figura geométrica mais aliciante -- quer isósceles, escalena ou equilátera -- Trindade, Trindade à parte, será também aquela que exige menos à memória por nos obrigar a fixar ou lembrar apenas três coisas, argumentos, factos, o que for.
2º/ Segredo: o Pai Natal mais famoso já nem é esse, o tradicional e historicamente relevante -- por ser passado -- mas o do futuro. O mais famoso é o do GOOGLE!
Bjs
Olha...o Pai Natal :P
Eu ainda acredito no Pai Natal...apetece-me acreditar nele...gosto de acreditar no velhote bonacheirão !!!!
Cheers
Pelo que sei, as vestes sim, são da autoria da coca-cola e só!
Quando o comprido é agradável, curto nos parece :-)
Beijinhos
Estranha: então volta esta semana e na seguinte. E sublinho: volta! ;-)
Luísa: curioso, seres da minha idade e teres tido um Menino Jesus em vez de um Pai Natal! :-))) Em todo o caso, se o presépio é religioso, já a árvore de natal é pagã, e coexistem! :-)
Rui: as coisas que tu sabes, homem! :-)
PS - E caramba!, que a tua peça de teatro anda danada de boa! :-)
Teresa: adorei a curiosidade de La Bombonera!!!
:-))) Todavia... (*)
António: saudades de por aqui te ver, meu caro! Obrigada. E um Xipatu! :-)))
Frog: tens lugar marcado! :-)
Henrique: que bom ter-te por cá! :-) Afinal ele é um mitra e enganou-nos a todos!? ;-) Vou querer saber disso tudo, como calculas. Bom trabalho!
JPD: hum-hum, diz que sim. E não tou a falar do Pai-Natal, não! :-)
Magia: "Apetece-me acreditar". Pois é, é isso! ;-)
Ferrus: (*) Não foi a Coca-cola que vestiu o Pai-Natal de vermelho, não! Beijinhos tumbém! :-)
Tenho a certeza que fiquei muito mais esclarecida e digo te que se lê de bom grado. mas eu tenho a dizer que cresci a acreditar no Menino Jesus e nunca no Pai Natal ainda n percebi porque (depois de ler o teu texto já percebi) mas na minha infância este senhor nunca apareceu
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