sábado, julho 22, 2006

2. Parece mal

“Por um lado, ninguém quer ser banal, ninguém quer prefigurar o homem médio, família média, valores médios, aspirações médias. Ninguém quer ser igual a toda a gente, existindo sem história, sem destaque e sem implicar alguma diferença no que se passa à sua volta (…).
Por outro lado, ninguém quer sentir-se desenquadrado e por fora daquilo que os outros, em volta, apreciam. Ninguém quer apresentar traços de diferença tão notórios que o tornem a ave rara ou o “anormal” de serviço.
Mesmo os que estimam a originalidade vestem-na discretamente, à medida e na forma em que seja aceite ou, pelo menos, tolerável.
Para todos acaba por funcionar um ambíguo conceito, o de “parece mal”.

4 Comments:

Blogger Unknown said...

O "parece mal" já lá vai, eu sou assim como sou, quem gostar aceita, o resto sou eu, e mais eu, não quero pertencer ao clube "dos todos iguais".

julho 23, 2006 12:02 a.m.  
Blogger nes said...

E que tal aceitarmo-nos como seres especiais neste Universo tão pequenino e sem tempo para pormenores sem a mínima importância?

Beso

julho 23, 2006 1:18 a.m.  
Blogger Cláudia Cunha said...

Minha querida, pois este texto veste-me como uma luva... Tenho de reconhecer que me "esforço" para elegantemente contornar a minha diferença aos olhos dos outros para não parecer ser afinal assim tão diferente... O ideal, do meu ponto de vista de evolução pessoal, será quando não sentir que ainda faço esse "esforço"... :-|

julho 23, 2006 10:15 p.m.  
Blogger APC said...

Essa "diferença" é que se te deverá vestir como uma luva, né? :-)

julho 29, 2006 5:34 a.m.  

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