sábado, julho 21, 2007
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24 Comments:
Paulinha, obrigado pela homenagem. São lindas estas fotos, bem ao nível da beleza de Sintra, (Cintra), e ainda mais ao nível da tua beleza interior e da tua sensibilidade e bom gosto. Pois é amiga, Sintra é uma das minhas grandes paixões. Obrigado uma vez mais e um beijo do tamanho da serra de Sintra.
*
... pois. Sintra (ou Cintra, que prefiro, vá-se lá saber porquê e que nos meus tempos de fumador-profissional me levou a preferir, pelas mesmas razões(?!) uma marca de tabaco do mesmo nome) é um roteiro a não perder de vista. Já lá estive esta ano, na época "baixa" e espero não perder o hábito. O hábito (ou vício?) tabagista, já o perdi há muito.
abraço.
o monte da lua e a sua luz mágica. que belíssimas fotos!! Obrigada.
Um beijinho.
Olá
venho responder à tua pergunta, que apenas hoje vi, no palavra puxa palavra.
O stencil "In Dod We Trust" foi fotografo no paredão de Cascais, perto da praia do Monte Estoril.
:) quando o vi, dois dias depois do tema proposto, logo pensei "É esta a foto que vou enviar"
Obrigada pelo teu comentário.
(já nos visitámos em tempos, chegaste ao meu blog quando procuravas algo para o teu post sobre o Pai Natal, lembras?)
beijo
ola paula.
sao bonitas as fotos. é bonito o sitio. as pessoas nao conheço mas presumo que se deem comigo se lá passar.
e bonita foi a lembrança que fizeste ao teu amigo.
beijinhos
A "minha" Sintra de todos os dias:)
Beijoca*
Eu também me apaixonei por Sintra, um dia.
Cintra... em 2007?
Beijo
Umas duas belezas, "camufladas" com fadas e duendes, como toda a serra e a sua luz. Bjinho
Olhando as fotografias e tentando interpretá-las. E cada pessoa que olha uma foto. vê-a à sua maneira.
Fica bem.
Felicidades.
Manuel
Pois, Cintra...
E se a serra ardesse toda e só ficassem as casas, a Villa?
Não quero ser desmancha-prazeres. Mas vejo a natureza em desordem por todo o lado e nós andamos a eleger os "7 magníficos". Isto está a mexer comigo.
Adoro Cintra. Mas Cintra é um corpo de mulher: a beleza está no todo e não apenas nos pequenos detalhes românticos.
As fotos são lindíssimas.
Beijo
Querida APC,
As fotografias são lindíssimas e a intemporalidade das mesmas é inquestionável. O teu amigo Gui certamente apreciará a homenagem.
Beijos.
Belíssimas fotos, que só se conseguem com um olhar especial....
Beijo
As fotografias são lindíssimas!
Um beijinho com a esperança de mais "posts" :)
Pois...é que também há o outro, a encenação que fazemos tantos dias a fio/a cordel/de cordel: um "Tudo bem?" que não é nada e não quer resposta. Felicidade é rir e brincar, sem Zorro. Abraços meus.
...Realmente, há situações em que é muito difícil voltar atrás. Sobre isto, é-me difícil falar, porque me parece que ainda estou a aprender. No entanto, parece-me que somos sempre nós que cortamos os fios. Podemos, sempre, voltar a ligá-los, bastando que, do outro lado, haja uma correspondência (às vezes é preciso um certo "tempo afectivo").
Não tenho uma visão linear do tempo, portanto é mais complexo para mim falar das coisas em termos rectilíneos.
Sintra tem tudo o que eu gosto: romantismo, frescura, beleza, sonho, nevoeiro.
Gui: Ai, tanto obrigado, senhor! Fica pela troca do teus magníficos artigos no Cruz Alta, que gosto tanto de ler! E andava há muito para me vingar dos teus mimos! ;-) Um beijo intemporal.
Art: The answer, my friend, is blowing in the wind...
[Mas sem esse rasgo de tristeza no peito, tá?...].
I just love it! U know that!***
Legível: Olha que não há como por lá passar os dias, entranhado no mato, para perder a vontade de puxar por esse vício. E isto lembra-me que te devo uma resposta. Vou tentar tratar disso.
Licínia: Obrigada, esta aqui! :-)
Teresa: Grata pela resposta; de facto fui lá procurá-la! :-)
Não me lembrava já, e fizeste muito bem em relembrar-me. É... Aqueles posts foram giros de fazer, apesar de terem que ver com um tempo demasiadamente sensível! :-)
Leonoreta: Passa por lá e depois conta (ou guarda)! ;-)
Maria P: Porque há gente com muita sorte, é o que é! E que a merece! :-)
Bettips: Gosto da tua produção anímica, como já terás reparado! :-)
De_propósito: Cada um capta o que for à sua maneira...
Maria Carvalhosa: Obrigada. O mestre Gui é um excelso camarada da nossa praça, de coração largo e em cujas mãos a pena é mui feliz, mas q.b. reservado! :-)
Maria:: Não será preciso um olhar assim para reconhecer beleza nelas? ;-)
Redonda: "A ver vamos, como diz o cego". Muito obrigada e um Xi! :-)
Caiê: Ainda levei uns segundos até perceber que estávamos a falar do teu post e não do meu, lol. O tempo importa bem menos que as emoções que nos deixa, sim. E como somos o cúmulo das nossas vivências, o regresso de nós a uma qualquer situação é algo ilusório. Tratar-se-á, isso sim, de mais uma mudança, desta feita para uma situação idêntica à já vivida, mas sempre diferente, que "a água não passa duas vezes por debaixo da mesma ponte".
Luísa: Ah, que eu estava à espera da tua vinda aqui, para me dizeres se sempre teria conseguido fazer lembrar os postais antigos que tanto aprecias (lol).
Caro amigo Perdido (credo, um "amigo perdido" é que não pode ser!;-),
A sua opinião não desmancha prazer algum, e é, obviamente, muitíssimo bem-vinda.
Na sua essência, tem toda a razão.
Antes de mais, deixe-me dizer-lhe que "conheço" Sintra e seus arredores desde criança. Na adolescência era já local de várias fugas, e o culto manteve-se, um pouco ao longo do tempo, tendo sido lá muito feliz. Não sou apenas turista (podia bem sê-lo, não sou), sinto-a minha por proximidade e descoberta... Uma descoberta que nunca estará feita, bem entendido.
Dela tenho fotos muitas, num albúm feito de verdes que os raios de sol quase sempre amarelecem em excesso ou a bruma acinzenta, constituindo um desafio à captação. E, na realidade, é disso mesmo que gosto: dos trilhos e atalhos por dentro, ao invés de pela estrada, apreciando cada coisa do todo e o todo de cada coisa.
Em nada dicordo consigo, apenas me surpreendi inicialmente. Se eu tivesse publicado sobre os avanços na cardiologia e o amigo me tivesse dito qualquer coisa como: "o coração pode até ser salvo, que se os pulmões estiverem perdidos um tipo morre na mesma", eu continuaria a concordar... E a sentir o mesmo impacto da surpresa! :-)
Bom, mas se o estranhei, logo entranhei, que isso fique claro! Não me é difícil perceber a revolta que anuncia, quando tudo o que é natural se vem perdendo e andamos nós a festejar vãs superficialidades e demais "bonitices" com que o Homem tenta dar o ar de sua graça, numa espécie de operação de cosmética alienante.
Apesar disso, saiba que de modo algum é por aqui estarem estas fotos que o resto não interessa; assim como não é por se fotografar o céu que se desprestigia o mar.
Que Sintra não é este ou aquele pormenor, mas o todo, é bem verdade. Mas - passo a brincadeira - o todo de Sintra só o poderia ter fotografado de avião, e, excepto pelo valor cartográfico, pouco disso se retiraria (confesso que quase sucumbia à tentação de publicar uma imagem do "Google Earth" - com o intuíto de brincar consigo :-) -, mas quero que saiba que o levei muito a sério.
De resto, ambos sabemos que sentir os locais é interiorizá-los, e que isso vai da representação simbólica que se nos opera e do quanto isso nos transforma, sendo a memória a preservar em nós tais sensações e sentimentos... Pelo que a importância da fotografia é relativa. Contudo, o post que comentou era de fotos, por isso falemos de fotos.
Curiosamente, estas pertencem a um vasto rol (meras experiências, como sempre) e estavam para ir para o lixo, a primeira delas devido à má qualidade provocada pela defracção do sol (que eu insisto em tentar confrontar) e a segunda por não encaixar no contexto da série (algo específico desta vez), mas ocorreu-me trabalhá-las e tentar imitar os postais antigos, homenageando a intemporalidade que me minava o peito depois de um dia no coração da Serra.
E depois há isto: é que neste meu espaço passam mensagens camufladas, e não tanto o aparente, o mais simples, o imediato. E a intemporalidade daquele tempo, verifico-a eu no meu tempo pessoal, imagine (bem menos vintage, bem entendido!;-).
Longe da minha ideia, portanto, mostrar aquelas casas como representativas do Monte da Lua (ainda que - confesso - a primeira delas, de MCMXX, prime por ser lindíssima à vista, mas nem sequer essa ilação a fotografia permite). Muito menos tem que ver com as Maravilhas, que evoca (lol). As Maravilhas de Sintra sente-as quem palmilhar os seus caminhos, saborear-lhe o aroma, escutar o resfolhar do arvoredo, sentir o húmus da pedra, beber das suas fontes, ouvir das suas gentes...
Num breve parêntisis, confesso que sempre temo interpretações a frio, na medida em que desvirtuam sentidos, quando não mesmo chegam gerar mitos. É como se não pudéssemos dizer bem de um político sem sermos "encaixados" naquele partido; ou criticar um indivíduo de cor sem passarmos por racistas. [Lembra-me também como a Interpool não podia criticar a nossa PJ no caso da desaparecida Madie, porque o povo tuga ouriçava-e logo com os camones: - "Lá estão aqueles arrogantes com a mania que são melhores que nós; a deitar abaixo o nosso "ai Jesus" - ah, não, que melhores que nós a dizer mal do que é nosso não pode haver! (quando a verdade é que aprendemos bem mais com as críticas do que com os elogios, e isso passa por saber escutá-las, ao invés de nos proteger-nos). Mas peço perdão pelo desvio, que se me ponho à conversa...!
Não. Sintra não é isto! E por muitas fotos de Sintra que eu pudesse ter mostrado, também não seria aquilo. E aprecio grandemente que assim o sinta e o tenha expressado! :-)
De tudo, apenas esta dessintonia minor: para um verdadeiro amante, Sintra - exactamente como um corpo, pois bem - é bela pelo todo e p'los detalhes, seus recantos e mistérios. Porque o que é belo, nem eu nem o amigo podemos estabelecer, senão para cada um de nós. "Belo - disse Kant - é o que agrada, sem conceito". Desengane-se, pois, quem acredite que os detalhes não importam. Eles fazem toda a diferença; montam a história e a memória de locais e tempos e almas, dão de beber aos sentidos. Sintra é, pois, todo e cada um desses pormenores...
É também o pisco-de-peito-ruivo ou o rabirruivo-preto que esvoaça, o tritão de-ventre-laranja ou a víbora cornuda (que ainda não consegui ver), o morcego-orelhudo-cinzento, que à noite se aventura; mais a miríade de árvores que a reveste (a dendrologia é fascinante!), a vegetação rasteira com diversas espécies aromáticas e medicinais, enfim...
E os detalhes históricos, pois claro... Um atrás dos outros, sem que os consigamos enumerar com exactidão, de tantos e tão deliciosos!...
"Os muçulmanos, após conquistarem a península ibérica aos Visigodos, construiram, provavelmente no Séc. VIII, uma fortificação para defender um território disputado até ao séc XII entre mouros e cristãos. Conquistado definitivamente por D. Afonso Henriques em 1147, ali foi edificada a primeira capela cristã do Conselho, dedicada a S. Pedro. No período romântico, cerca de 1860, a muralhas foram restauradas sob o controlo de D. Fernando II, que arborizou os espaços envolventes, tendo conferido às velhas ruínas medievais uma nova dignidade" (daqui.
[Uma foto minha aqui e outra aqui].
"No séc XIX a Serra de Sintra tinha um apecto nu, apresentando-se despida da vegetação primitiva de carvalhos, provavelmente desaparecida pelo alargamento do espaço pastoril e agrícola e pela intensificação da procura de lenha, carvão e madeira. O coberto vegetal só mais tarde foi reconstituído, mas com a introdução de espécies exóticas, algumas da quais invasoras de crescimento rápido, que hoje apresentam problemas para as cerca de 900 espécies de flora autóctone" (idem)".
"Aproveitando o terreno acidentado, a fertilidade do solo e a singularidade climática da serra [D. Fernando II (responsável pelo Palácio da Pena, edificado, ele próprio, sobre muito passado)], manda plantar um imenso arvoredo, originário de regiões distantes, enquadrando, bem ao gosto romântico da época, ruínas, pavilhões e pequenas construções, para criar ambientes diversos e cenários de inigualável beleza natural. A intervenção botânica na serra foi de grande envergadura (...). Além de espécies florestais europeias, foram introduzidas muitas outras originárias de regiões distantes. Foi o caso das sequóias e túias da América do Norte, das araucárias do Brasil e da Austrália, das criptomérias do Japão e dos cedros do Líbano. Construiu-se assim, um ambiente natural de rara beleza e de enorme importância científica que, seguramente muito contribuiu para a classificação de Sintra, pela Unesco como Património da Humanidade". (daqui).
"Bastaria o parque e as suas muitas espécies vegetais trazidas de terras longínquas, para dar por bem empregue a subida à serra de Sintra. Mas neste caso, e como brinde suplementar (...), há o Palácio da Pena, delirante quanto baste na sua gramática romântica e com um definitivo aparato de ficção de príncipes e princesas." (daqui).
... A estátua do Gigante, a Cruz Alta (ok... o local onda ela estava), a Gruta do Monge... E tantos mais pormenores contribuiem para o que Sintra é, significa e faz sentir, ao transportar-nos pelo tempo, nas suas cores e odores, nas texturas, nos tons, numa ressonância muito própria entre o real e o imaginário. O Palácio da Villa, Monserrate, Seteais, a Regaleira, o Convento dos Capuchos... Cada qual é apenas isso, mas tanto nisso. E a soma é tudo isso!
Porque não há o todo sem as partes.
... Isto, apesar de me render ao sentido das suas palavras: Sintra é de se amar inteira!
Obrigada, caro amigo, pela visita, pela frontalidade da intervenção, pelo elogio fotográfico (lol).
E até breve! :-)
Olá APC,
Amei a intemporalidade das imagens de Sintra que aqui trouxeste mas mesmo, mesmo, gostei do teu texto de resposta ao "perdido". Tanta coisa para dizer, quando se encontra o interlocutor certo, não é?
Beijos.
Belissimas fotografias e que doce homenagem.
Um abraço cheio de carinho e umas excelentes férias.
As minhas começam amanhã
Marisa
Pois é, das belas fotos todos nós gostamos, e de Sintra parece que também. Para quando, o reencontro? Beijo.
Na falta de novo post, fui por aí abaixo...
Tens a 8 de Maio, uma Trilogia ao Sol de que gostei muito. Gostei mesmo!
(...) Uma serra?! Sim, uma serra; mas a terra é bonita. Há por lá árvores do começo do mundo, e cada pedaço de jardim que dava trezentos alqueires de centeio. Chama-se Sintra, e está lá o rei e a fidalguia (...)
assim Camilo dava voz a Brás Lobato, por volta de 1886, n'A Queda de um Anjo
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