Thank God is (almost) Friday
ANTÓNIO AREAL (1934 - 1978)
«António Areal nasce no Porto em 1934 e vem viver para Lisboa em 1951. A sua formação intelectual é muito marcada por fortes interesses literários, sobretudo poéticos e filosóficos. Participa em exposições colectivas, a partir de 1954, com desenhos em que a influência formal e temática do surrealismo é notória. (...)
Em 1966, as suas pinturas já se integram naquilo a que chama neo-figuração: fogem aos modelos de abstracção formal e procuram a expressão da "inobjectividade" através da convocação e neutralização das imagens do quotidiano e de uma aproximação crítica dos recursos da Op Art e da Pop Art.
1967 e 1971 são os anos em que realiza, respectivamente, O Fantasma de Avignon e História Dramática de um Ovo, séries de um humor cáustico em relação à História de Arte. (...)
Morre em 1978, vítima de uma agressão em circunstâncias mal esclarecidas.»
Em 1966, as suas pinturas já se integram naquilo a que chama neo-figuração: fogem aos modelos de abstracção formal e procuram a expressão da "inobjectividade" através da convocação e neutralização das imagens do quotidiano e de uma aproximação crítica dos recursos da Op Art e da Pop Art.
1967 e 1971 são os anos em que realiza, respectivamente, O Fantasma de Avignon e História Dramática de um Ovo, séries de um humor cáustico em relação à História de Arte. (...)
Morre em 1978, vítima de uma agressão em circunstâncias mal esclarecidas.»
História Dramática de um Ovo (27 painéis)
«É nesse vazio que António Areal concentra a sua "dramaticidade".
A Palavra desapareceu dos balões (...)»
«É nesse vazio que António Areal concentra a sua "dramaticidade".
A Palavra desapareceu dos balões (...)»
O Fantasma de Avignon (6 painéis)«É existência fantástica ou fantasmática
e é "exemplar presença da ausência" da fala que poderia sediar»
____________________________________________________ Obras: tinta de esmalte sobre platex. 91 x 100 cm e 100 x 170 cm, respectivamente.
Texto: trecho de brochura com informação adaptada de "Esboço biográfico" in António Areal, Primeira Retrospectiva, CAM, 1990.
Fotos: Ispa, 24 de Maio de 2007, by Sam®, my long dearest mobil. Exposição patente de 18 de Maio a 14 de Julho.
Ao AA (não esse, outro), que faz anos hoje!




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18 Comments:
é mesmo um dos meus preferidos
areal
o lapa tambem
há outros... há outros
santissima 6ª
É mesmo genial a presença da ausência, não é?
Hoje apetece-me desconversar… e a vítima és tu.
Se um ovo estrelado incomoda muita gente
Dois ovos estrelados incomodam muito mais… ihihih
Beijitos miúda.
Excelente. Gostei deste post "informativo".
Bom fim de semana*
António Areal, não conhecia tenho que aceitar a minha falta nesse campo, mas dei comigo a procurar mais coisas sobre ele, obrigada por me enriqueceres mais uma vez. Bom fim de semana
Não conhecia este pintor. Tenho que ver mais obras dele para ver se elas conseguem "falar comigo". Os ovos não conseguiram...
Querida APC,
É sempre bom passar por esta tua casa. Do sentir ao pensar é uma experiência graticante. Hoje fiquei a saber coisas novas (a ignorância não tem limites, não é? lol ;))
Obrigada, amiga.
Um beijo com muito carinho,
O tão famoso TGIF que dizíamos uns aos outros nos corredores, quando eu ainda trabalhava...
Tenho uma idéia de ouvir falar neste Areal, vou ver se me lembro (lá vou eu remexer papéis...)
Bom domingo.
OLá APC,
Eu bem digo que não sei nada... nunha tinha sequer ouvido falar do António Areal. Fiquei desperta para a obra dele e agora vou investigar. Quero conhecer mais.
É bem verdade que todos os dias aprendemos, somos confrontados com novidades, algumas bem velhas e conhecidas de outros, mas novas para nós. É por isso que bendigo este meio tão acessível de chegar, rapidamente, a objectos óbvios para muita gente e a outros, nem tanto (a esses, chamo recantos escondidos do conhecimento) sem o qual (refiro-me ao meio web e, especificamente, à blogoesfera) poderíamos nunca lá chegar ou teríamos que percorrer caminhos muito mais longos e tortuosos.
Chega de conversa fiada! Um resto de bom fim-de-semana e obrigada pelo que vou conhecendo através de ti.
Beijinhos.
Olá APC,
Eu bem digo que não sei nada... acreditas que nunca, sequer, tinha ouvido falar do António Areal? E agora, eis-me aqui, após ter visitado o teu blogue e tido conhecimento da existência deste senhor, através do teu post, a querer investigar mais sobre a obra dele. É por isso que bendigo este meio, que nos traz ou faz chegar rapidamente ao contacto com novidades (que já são velhas para muitos, mas novas para mim)e nos dá acesso ao conhecimdento de tanta coisa sem o qual (refiro-me ao meio web e, mais especificamente às "trocas" que nos vão enriquecendo na blogoesfera) poderíamos nunca lá chegar ou perdermo-nos em caminhos longos e tortuosos até vislumbrar alguma luz (aqui refiro-me ao que costumo chamar, na brincadeira, de "recantos recônditos" do conhecimento). É verdade que nunca chegamos a saber uma infinitésima parte daquilo que gostaríamos, mas é igualmente verdade que, em cada cada dia de contacto com os outros (com o que o que pensam, escrevem, pintam, esculpem, etc.) é um dia ganho.
E já chega de conversa fiada. Hoje estava para aqui capaz de dissertar até que te fartasses e interrompesses a leitura (se calhar já o fizeste, ao pensar: " olha o que me havia de calhar na rifa... mas que chata que me saíu esta Mafalda. Por que me raio me foi escolher,logo a mim, havendo para aí tanta boa gente a "dar sopa", a ver se alguém mete conversa? Ainda por cima só a falar de coisas que toda a gente sabe, cheia de "frases feitas", e tal..." ) lol.
Em todo o caso, se ainda aí estiveres, obrigada por mais esta contribuição para o alargamento do meu campo de pequenos nadas com que vou enchendo o meu "baúzinho" daquilo que julgo que vou conhecendo.
Beijinhos.
APC,
Só agora reparei que, possivelmente, já tens dois comentários meus sobre o mesmo assunto, em que um é mais extenso e chato do que o outro, mas não tinha reparado que os comentários só aparecem depois da tua aprovação e julguei que o primeiro se tinha "evaporado" por "artes mágicas". Que tonta, que tolinha que eu sou! lol. Se decidires publicar algum, escolhe o que te parecer menos mal... ai, ai, eu hoje estou mesmo "lerdinha das ideias".
Um abraço pela tua paciência.
Almost Friday??!!
Amanhã já é segunda!!!
Toma um beijo.
Um beijo de uma desnaturada... :-*
O que me dá mais gozo na arte é os seu lado provocador! Não gosto das evidências nem de coisas facéis. Fazer pensar... e, às vezes, sorrir com a conclusão!
Beijinho de saudade, Lu
Belíssimo post.
Não conhecia o A Areal e gostei muito da HISTÓRIA DRAMÁTICA DE UM OVO»
Há quem diga que a perfeição é simbolizada pela esfera.
Um ovo, passou a ter outra dimensão com a sageza do Colombo.
Agora, com esta sugestão de um ovo estrelado e o balão de mensagem vazio de texto, rendo-me à capacidade e genealidade do A Areal.
Excelente edição, APC
Beijinho
Muito bom.
Jamais vi igual.
Por issoa dorei.
beijos
César: eu prefiro o Times New Roman! ;-P
Let: numa outra leitura, parece-me que a presença da ausência é do pior!...
Besnico: ainda me hás-de dizer como diabo escolhes as tuas vítimas! ;-)
Maria: por acaso não estás, com essas aspas, a duvidar que o meu post seja meramente informativo, espero?! :-P
Sininho: fiz o mesmo… E olha que não é nada um campo de areal! :-)
Luísa: é, os ovos não são de falar muito com a gente, não! :-)
Maria Carvalhosa: (valha-nos isso! :-) Abraço apertado para ti.
Maria: E o TGF que houve, por pouco tempo, nas docas? Com aquelas fabulosas batatas assadas dentro de papel de prata e recheadas de queijo e natas? Ui… Que era uma festa colesterólica! :-)
Mafalda: esse saber de que o saber reside na permanente busca do saber... Assim todos o soubessem! E a tua conversa é bem fiada e bem tecida. Obrigada e um abraço! :-)
MFC: hum?... Disseste alguma coisa? ;-)))
E o doutor que me disse para eu tomar só às quintas!... agora não sei que faça! ;-)
Sofia: e de ti, nada? :-P
Artie: Voilà!… “A arte como a verdadeira natureza do real” (OT, N.).
JPD: eu também não lhe conhecia a obra. Estas exposições servem para isto mesmo. Muito obrigada e um beijo para ti! :-)
Alf: se tivesses visto igual, o autor teria plagiado! ;-)
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"A palavra desapareceu dos balões"
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Conheço relativamente bem a obra de Areal e ainda me cruzei com ele algumas vezes, mas para ser sincera não é das estéticas que mais me empolgam. Acho a sua criatividade interessante, mas não das que me arrepiam o sentir.
Bjs
TD
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