Camuflada
Eis, de novo, o meu olhar escondido dos olhares!
(APC , "Olhos camuflados" - pintado na adolescência) (...)
E a saudade que me aflige a mente
Não é de mim nem do passado visto
Senão de quem habito
Por trás dos olhos cegos
Nada, senão o instante, me conhece
Minha mesma lembrança é nada
E quem sou e quem fui
São sonhos diferentes
Porque fui camuflada*
E a saudade que me aflige a mente
Não é de mim nem do passado visto
Senão de quem habito
Por trás dos olhos cegos
Nada, senão o instante, me conhece
Minha mesma lembrança é nada
E quem sou e quem fui
São sonhos diferentes
Porque fui camuflada*
(Fernando Pessoa - "Vida"; * verso acrescentado por APC)
.jpg)


6 Comments:
Infinito
Como poderia um mundo abrigado pelo teu olhar feito de caules de jasmins, papoulas laranja, verdes a perder de vista ficar sepultado? quem olha afinal? o homem para a flor ou a flor para o homem?
Mas dessas flores, tuas inquilinas, prostradas à felicidade, amantes da marezia e esposas da àgua bruta apenas vêm sem ser vistas, sem lamentos, desalentos ou dor... na rebeldia se quedam sem odiar ninguem contando quem passa deixando um perfume com sabor...
Deixando um perfume com sabor...
Adorei a pintura, pela côr, pelas formas, pelo intrincado do desenho. Uma maravilha, só espero que não tenhas parado.
Eu COMPRAVA essa, e não estou a brincar.
Pessoalmente, dos olhares camuflados, sinto que sobra sempre qualquer coisa de abismo...
abraço.
Dividiste-te em 3, como a Santíssima Trindade? ;)
Olhando para essas fotos de Sintra só me apetece voltar JÁ! Acho que nunca fomos a Sintra juntas, temos que arreglar eso!
Besito
ciloka
Olá APC
E agora é continuar as edições.
Afinal todos ansiamos para que voltes.
Bjs
Publicar um comentário
<< Home