quinta-feira, agosto 17, 2006

IV - Amanhãdeser

Onde o vento cala toda a voz do mar,
Num profundo rasgo incerto e derradeiro,
Solto a vida por quem quero navegar,
Guardo a chama que me leva o nevoeiro.





Te desenho num remoto pensamento
Aguarela nos meus sonhos colorida,
Vaga solta em rebelde movimento,
Vela amante deste rumo sem guarida.




(Fotos: 13 Agosto 2006, 08:00; "Poema para uma vela amante", Eduardo Filipe, Capas Negras - Grupo de Fados de Coimbra:
http://www.capasnegras.com/)

6 Comments:

Blogger Luisa said...

Estava a ler os versos e a ouvir um fado de Coimbra. Ainda se cantará bem em Coimbra? Ou a tradição ~já não é o que era?

agosto 18, 2006 6:13 da tarde  
Blogger APC said...

Grandes almas em grandes vozes, esperemos que as haja sempre ;-)

agosto 18, 2006 7:10 da tarde  
Blogger joão marinheiro said...

Como eu gosto de barcos...Abraço ao vento e com o marulhar das ondas ...

agosto 19, 2006 12:25 da tarde  
Blogger Mónica said...

a bemdeser ficava melhor amanhãdecer :-)

agosto 22, 2006 5:06 da tarde  
Blogger APC said...

:-)
Só que esta foi A Manhã de Ser ;-)

agosto 22, 2006 5:11 da tarde  
Blogger PALAVRAPUXAPALAVRA said...

E bem bonito este amanhecer no areal!

agosto 26, 2006 5:56 da tarde  

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