IV - Amanhãdeser
Onde o vento cala toda a voz do mar,
Num profundo rasgo incerto e derradeiro,
Solto a vida por quem quero navegar,
Guardo a chama que me leva o nevoeiro.
Te desenho num remoto pensamento
Aguarela nos meus sonhos colorida,
Vaga solta em rebelde movimento,
Vela amante deste rumo sem guarida.
Aguarela nos meus sonhos colorida,
Vaga solta em rebelde movimento,
Vela amante deste rumo sem guarida.
(Fotos: 13 Agosto 2006, 08:00; "Poema para uma vela amante", Eduardo Filipe, Capas Negras - Grupo de Fados de Coimbra:


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6 Comments:
Estava a ler os versos e a ouvir um fado de Coimbra. Ainda se cantará bem em Coimbra? Ou a tradição ~já não é o que era?
Grandes almas em grandes vozes, esperemos que as haja sempre ;-)
Como eu gosto de barcos...Abraço ao vento e com o marulhar das ondas ...
a bemdeser ficava melhor amanhãdecer :-)
:-)
Só que esta foi A Manhã de Ser ;-)
E bem bonito este amanhecer no areal!
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